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domingo, 21 de maio de 2017

Participação da equipa (Alvalade)

Representação a cargo de:
120km - Carlos António, João Guerra, João Valério, Rui Almeida


2800 participantes no total, 700 fizeram o percurso total.

Pela primeira vez o Clube de BTT Zona 55 esteve representado neste já tão popular evento btt que teve em 2017 a sua 19.ª edição. Fomos 4 elementos e, por ser tão longe, tivemos de ir de véspera tendo dormido a 34km dali, em Ferreira do Alentejo.

 Apesar de ter-mos chegado relativamente cedo a Alvalade, já haviam diversas centenas de pessoas por ali, entre participantes e acompanhantes, mas a logística está já tão bem oleada que rapidamente se distribuíram os 2800 kits de inscrição, tantos quantos os participantes.

À semelhança de muitos outros eventos btt, também aqui encontrámos a mesa posta para quem ainda não havia tomado o pequeno almoço, ou mesmo para reforço àqueles que já o haviam há diversas horas atrás.

Apesar de haver tanta gente, conseguimos com alguma facilidade arranjar estacionamento para o nosso carro. O tempo estava farrusco, parecendo até que a qualquer momento iria começar a chover.

 Dos 2800 bttistas inscritos, apenas 700 participaríamos na distância maior (120km), que consistia em ir a Porto Côvo (junto ao mar) e regressar ao interior do Alentejo (Alvalade), cujo percurso era totalmente desigual.

Apesar de ter-mos ficado bastante à frente, só conseguíamos ver cabeças e bicicletas para onde quer que olhássemos. A paisagem multicolor de tantos e variados equipamentos dava uma alegria especial à povoação, repleta de gente para ver a partida dos atletas. 


Após breves minutos de espera, foi dada a partida para ao extenso pelotão. Começámos em ritmo bem ligeiro, pois a estrada estava repleta de bicicletas e atletas.


Os primeiros 9km foram sempre por alcatrão, até cheguei a pensar que estava num passeio de cicloturismo (lol). O pelotão não dava sinais de querer romper de tão gigantesco que era. O pessoal também parecia não querer separar-se, pois este evento não tem caráter competitivo e o pessoal aproveita para pôr a conversa em dia, rever caras conhecidas e fazer novas amizades.  



Já em terra batida chegámos ao local que considerei o de maior beleza ao longo de todos os 120km, numa passagem por entre arrozais onde o vento era tanto que levantava uma poeira imensa fazendo lembrar os westerns. Aqui percebi o motivo de tantos participantes se encontrarem a usar máscaras e lenços a cobrir toda a face.






O dia ia-se mantendo fresco sem que o sol fizesse a sua apresentação. O terreno ia-se alterando, ora seco, ora húmido, ora arenoso, ora asfalto, mas o pessoal não desgrudava, talvez pela facilidade técnica e com pouquíssimas subidas sem grandes inclinações. 


 Com alguma rapidez chegámos à 1.ª zona de abastecimento, parecia até que chegáramos a uma festa de bttistas, tantas eram as bicicletas espalhadas pelo chão e encostadas por todos os lados.


Eu fui o (único) azarado do dia com o pneu traseiro a esvaziar de 10 em 10km, mas ia injetando espuma e/ou enchia mais um pouco e a coisa lá passava mais uns quilómetros. 




Outro ex-libris do percurso foi a passagem junto da barragem de Campilhas, onde percorremos alguns quilómetros nas suas margens até chegarmos à 2.ª zona de abastecimento.






 Esta zona de abastecimento avistava-se a quilómetros de distância, tal era a movimentação de gente. Junto às paredes e ponte da barragem estava um possante camião com uma lona aludida ao evento e junto do mesmo tendas-oficina para apoiar os azarados e longas mesas de comes e bebes onde a bifana era rainha e a laranja parecia mel. 



Seguindo caminho até ao mar ainda encontrámos mais uma zona de abastecimento onde demorámos pouco. À frente encontrámos pela primeira vez uma enorme fila de ciclistas a aguardar para avançar. Tratava-se de um longo single track cujo início fora alagado e que obrigava a maior parte do pessoal a molhar os pés para poder avançar. 


O relógio marcava 12h00 e finalmente o sol desvendava-se. Estávamos finalmente em Porto Côvo, onde 1/4 do pelotão terminava a sua prova, aproveitando para almoçarem em família junto ao mar e à tarde aproveitar para dar um mergulho. 


Nós, como quisemos experimentar todas as sensações deste evento logo na primeira vez que participámos, enveredámos pelo percurso de 120km, mas não saímos de Porto Côvo sem antes nos reforçarmos de líquidos e sólidos para depois nos fazermos a mais 50km de regresso até Alvalade.  



A segunda parte do percurso foi mais calma, pois quase deixámos de ver outros atletas. Parecia que só nós havíamos continuado. O sol brilhava, mas ainda assim não estava demasiadamente forte. O percurso continuava de fácil progressão, mas as pernas já iam acusando cansaço. 

Encontrámos mais 2 zonas de abastecimento no regresso, bastante caprichadas mas cujo pessoal do staff aparentava mais cansaço que nós mesmos, talvez pelo abuso da água amarela.

Finalmente chegámos a Porto Côvo. após 8h em cima das bicicletas. À nossa espera estava uma verdadeira festa com montes de gente a celebrar e a conviver. Teremos de lá voltar para o ano e comemorar a 20.ª edição deste interessante evento de btt que acontece no coração do Alentejo.


ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS


Rescaldo em vídeo


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotografias: António Baganha, BTT TV, Patrícia Chaínho, Clube de BTT Zona 55
Vídeo: Clube de BTT Zona 55

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Participação da equipa (Rota Vicentina)

Representação a cargo de:
Filipe Rodrigues e João Valério

A logística começou a ser preparada alguns meses antes, pesquisando-se tracks, formas de transporte para ir até ao local de partida (Tróia) e regressar do local de chegada (Sagres), formas e locais onde dormir, despesas envolvidas, divisão das etapas, formas de carregar a carga, encontrar patrocínios e apoios, formação do grupo, etc, etc, etc...

Para afinar tudo, foram realizadas 2 reuniões, além de inúmeros telefonemas e email's trocados entre todos para se encontrar soluções que agradassem a todos, em especial nas situações relacionadas com despesas comuns. De um grupo inicial de 9 interessados, acabaram por restar apenas 6, devido a incompatibilidades relativas à data, por motivos profissionais, familiares e outros.


Esta travessia serviu também como derradeira prova de fogo para a integração do nosso amigo Samuel Nabiça na equipa Zona 55, mas não só, pois foi igualmente o teste final ao porta-alforges para bicicletas de suspensão total "El Burro" da marca espanhola Joseph and Son, o qual foi ultrapassado com sucesso. Poderão ler/ver o mini-teste publicado por nós na revista Freebike, edição n.º 35, página 28.

Pela primeira vez em 4 anos de travessias, a equipa Zona 55 conseguiu equilibrar o número de representantes com a equipa Fôjo-Zybex, fazendo-se representar com 3 elementos cada uma.

 
 
 
Aproveitando o feriado do 10 de Junho (terça-feira), marcámos o início da 1.ª das três etapas para sábado. Saímos de Abrantes, em cujo concelho moramos a maioria, na sexta-feira ao final do dia e foi o Carlos Fernandes - elemento do Fôjo-Zybex, que se disponibilizou para nos transportar até Setúbal, onde fomos pernoitar ao Blue Coast Hostel. Bem localizado e próximo ao cais de ligação a Tróia. Prima por ser confortável, económico e familiar.

 
O sábado amanheceu solarengo, conforme previsto. Seria o dia da 1.ª etapa. Após um animado e farto pequeno-almoço fizemos o check-out. O Samuel, que pernoitou em casa de familiares, juntou-se então a nós logo à saída do Hostel. Já com o grupo completo demos as primeiras pedaladelas até ao cais, ali próximo, para embarcar no Ferry Boat que nos levaria a atravessar o Rio Sado até Tróia, cujo bilhete de grupo também resultou económico.

 
Partimos de Tróia bastante animados e com um bom ritmo, não sem antes tirarmos a foto da praxe, começando esta primeira fase rolando em asfalto, conforme previsto, o que foi uma grande seca, mas não existe alternativa em terra batida, somente areia. Em pouco tempo chegámos a Comporta e a distração era tanta que mesmo com 3 GPS ninguém se apercebeu da cortada para a direita. Só demos pelo erro uns quilómetros à frente e em vez de voltarmos atrás, decidimos seguir mais um pouco em frente para entrar no trilho que passa pelo meio de arrozais e junto ao canal de irrigação. A opção não foi má e facilmente retornámos ao percurso gravado.

 
Já de novo no trilho, finalmente entrámos em terra batida. com passagem por uma zona de arrozal que nos foi inesquecível, pela paisagem tão diferente daquelas a que estamos habituados. Após isso ainda continuámos por uns bons quilómetros em alcatrão, o que foi uma grande seca, mas que nos fez progredir bastante. Foi sensivelmente ao km40 que, de uma vez por todas, começámos verdadeiramente a aventura, com a entrada definitiva em terra batida, junto a uma pequena povoação dotada de restaurante, porém, como o relógio só marcava 12H00, decidimos continuar, o que se revelou um grande erro. 


 
 
O almoço acabou por se fazer somente à saída de Santiago do Cacém, porque o track nos levou a contornar a cidade por locais sem restauração ou cafés e quando os havia estavam fechados. Após ter-mos ido dos 0mt aos 207mt de altitude em apenas 5km para ali chegar, cometemos diversos erros, entre eles deixámos esgotar a água num dia que o sol esteve bastante forte, connosco a puxar por diversos quilos de carga em constantes sobe-e-desce que não esperávamos tão duros. Fomos servidos que nem reis pelas duas senhoras que fizeram questão em posar para a foto connosco.

 
 
 
Seguiu-se uma tarde mais calma. Com o abandono de uma zona mais interior para o litoral, onde se notou de imediato a diferença pelo ar mais fresco, o terreno também ficou mais plano. Ao km82 demos de caras com a Barragem de Morgavel, muito bonita por sinal e que até então desconhecia por completo a sua existência. É por isto que gosto de fazer travessias! Para conhecer melhor o meu país.


 
 
 
Eram quase 18H00 quando chegámos a Porto Côvo, percorridos sensivelmente 92km. No local decidimos alterar o plano inicial, tendo optado por pernoitar no Parque de Campismo Porto Côvo, dada a sua proximidade da povoação e o custo ser o mesmo. Armámos os iglos e fomos dar um passeio pela localidade, dando-nos ao luxo de jantar num restaurante próximo da praia, o que nos ficou além do orçamento previsto.

 
 
Deitámos às 00H00 e levantámos já passava das 08H00. Arrumámos toda tralha, fizemos o check-out e fomos a pedalar até ao centro de Porto Côvo para tomar um descontraído pequeno-almoço numa conhecida pastelaria. Após isso, fizemos-nos finalmente ao trilho e desde logo junto ao mar, onde aproveitámos para uma foto de grupo. A manhã esteve fresca mas solarenga, mesma apetecível para andar de bike.

 
 
Rapidamente chegámos a Vila Nova de Milfontes, onde tivemos de resolver um problema num pedal SPD porque um dos parafusos havia alargado. Com a engenhoquice do Marco Lopes, resolveu-se o problema facilmente.

 
 
 
 
Mais umas pedaladas e chegámos ao Cabo Sardão. Em contra-sentido seguiam dezenas de motards, participantes do famoso passeio motociclista Portugal de Lés-a-Lés, que simpaticamente nos iam cumprimentando.

 
 
 
 
Ao longo do caminho fomos comendo umas barras, fruta e gel, mas o estômago já precisava de comida a sério! Decidimos então fazer uma pequena paragem numa pequena povoação, já passavam das 11H00, para comer qualquer coisa. Por estas paragens encontrámos mais um pequeno grupo de bttistas portugueses que igualmente se encontravam a fazer uma travessia idêntica.

 
 
 
 
 
 
 
 
Escassos quilómetros passados, atingimos Zambujeira do Mar com o GPS a marcar 50km percorridos. Povoação costeira e muito bonita, com grande diversidade a nível de restauração. Fomos muito bem atendidos e soube bem descansar um pouco do escaldante sol que teimava em nos deitar abaixo, mas a proximidade ao mar com a sua aragem fresca e as bonitas paisagens, davam-nos muito ânimo.

 
 
 
 
 
Após o almoço deparámos-nos com uma agradável surpresa: o track levou-nos a seguir junto um canal de água por diversos kms, até quase mesmo ao final do dia. Entretanto tivemos o 2.º problema do dia. Um dos porta-alforges partiu um apoio ao bater num ferro. Todos ajudaram e com abraçadeiras lá se resolveu mais esta contrariedade.

 
 

 
 
 
A provação da tarde revelou-se na zona de Odeceixe, onde tivemos diversos sobe-e-desces com alguma dificuldade técnica devido às cargas que transportávamos. As paisagens continuaram a ser perfeitas e apesar de alguns afastamentos da orla costeira, tivemos sempre a companhia do canal de água que serve as regas dos campos agrícolas ali existentes. Finalmente chegámos ao Camping Serrão, o parque de campismo mais próximo de Aljezur, percorridos que foram 80km. Dado o seu afastamento da povoação, o nosso cansaço e as excelentes condições do parque, optámos por jantar ali mesmo, cuja opção se revelou bastante inteligente. Após montarmos as tendas, aproveitámos para carregar telemóveis e todos os aparelhos eletrónicos que transportávamos e até, lavar roupa e pô-la a enxugar.

 
 
 
 
 
  
 
Após uma noite que deu para descansar bem, após arrumar as trouxas voltámos ao caminho para completar a 3.ª e última etapa desta nossa travessia , que nos iria levar até Sagres. A primeira parte da manhã foi exigente. Com diversas subidas dignas desse nome. O track levou-nos a subir e descer serras, algo afastadas de povoações e que nos fez praguejar um bom bocado.

 
 
 
  
 
 
Foi na zona da Carrapateira que optámos por almoçar, quando o track nos voltou a trazer para juntos das povoações costeiras. O sol brilhava forte e o corpo pedia comida e descanso. Refastelámos-nos com um grande almoço num restaurante de madeira de apoio à praia e, logicamente que foi bem caro, mas as vistas compensaram!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A primeira metade da tarde começou por ter um início complicado, mas teve depois veio-se a revelar cheia de bonitas paisagens, apesar de algumas zonas de areia. De cada vez que íamos junto do mar encontrámos bonitas estruturas de miradouro, em paliçadas e madeira, com excelentes vistas sobre o oceano.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na segunda metade da tarde, cruzámos-nos com um enorme grupo de cerca de 30 bttistas aventureiros da equipa Papa Trilhos. Um verdadeiro espírito de grupo bonito de se ver. As paisagens mantiveram-se soberbas e os trilhos bastantes variados, com subidas, descidas e estradões, passagens por áreas de rochas, aldeias e muito mais. Foi após um single de terra vermelha e rochas seguido de uma zona de areia que chegámos ao asfalto que liga à ponta de Sagres com o seu farol, onde tirámos a foto da ordem.

 
 
 
 
 
Conforme tínhamos planeado, após a visita ao Farol seguimos para o Forte de Sagres onde fizemos uma visita e, finalmente, para o Parque de Campismo Orbitur Sagres, para montar as tendas, perfazendo um total de 66km, esta nossa tirada. Infelizmente este foi o parque com as piores condições que encontrámos, pois a época alta ainda não havia começado e assim não havia serviço de restauração. Optámos por jantar na localidade. Na manhã seguinte chegou o nosso transporte, para fazermos de regresso até casa, na Ford Transit do companheiro Carlos Fernandes.


Equipamentos utilizados:
Alforges - utilizados para transportar a grande totalidade do equipamento, vestuário e artigos necessários, ou para dividir carga, pelo Filipe Rodrigues e João Valério

Marcas/modelos de alforges utilizados
Topeak MTS + Porta-alforges El Burro para suspensão total (João Valério)
Massi Panier Bar + Porta-alforges Massi CM10 (Filipe Rodrigues)
Zixtro Facet ZI048 cujo pack já inclui porta-alforge (Marco Lopes)
Plataforma/suporte de alforge M-Wave No Slip (Renato Valério)

Camelbak - utilizadas para transportar pequenos artigos e/ou água, nos casos do Manuel Maia, Filipe Rodrigues e João Valério.

Mochilas - utilizadas pelo Marco Lopes, Renato Valério e Samuel Nabiça para transportar a grande totalidade do equipamento, vestuário e artigos necessários, ou apenas uma parte deles, no caso dos restantes.

Trailer - utilizado pelo Manuel Maia para transportar a grande totalidade do equipamento, vestuário e artigos necessários.


Para quem interessar, aqui fica o track da Travessia BTT Tróia-Sagres.

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Foto: João Valério, Papa Trilhos
Vídeo: Zona 55

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