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domingo, 12 de março de 2017

Participação da equipa (Gavião)

Representação a cargo de:
65km - João Valério

Este ano tive a disponibilidade e o prazer de poder voltar a participar neste excelente evento, que tem lugar na terra que viu nascer o meu pai, com Organização a cargo de um grupo de simpáticos e trabalhadores amigos, sempre disponíveis para ajudar.  

Cheguei pelas 08h10 e facilmente encontrei estacionamento, mesmo defronte à porta das Piscinas Municipais, onde estavam definidos os banhos e ali junto as mangueiras ligadas a uma boca de incêndio para posterior lavagem das "burras". Com a mesma calma levantei o kit de inscrição e preparei-me para a tarefa do dia.

Reuniram-se na partida 137 inscritos, divididos pela Meia Maratona (90) e Maratona (47), num pelotão com partida única para ambas as distâncias e escalões previstos. Ao contrário das últimas edições em que aqui participei, o local do secretariado/partida foram diferentes.

Posicionei-me a meio do pelotão, para não atrapalhar ninguém ou vice-versa, pois não os meus objetivos passavam unicamente por cumprir a distância a que me havia proposto sem problemas técnicos nem quedas, tentando superar-me a mim próprio e alcançando a melhor classificação possível.

A partida foi dada à hora definida (9h00), com direção diferente daquela a que já estava habituado em outras edições onde estive presente. O dia estava solarengo, mas com uma aragem fresca... mesmo a calhar! Lá pelo meio do pelotão vi uns quantos "tubarões" cá da praça, alguns dos quais não os via desde o último Outono. Relativamente à distância inicialmente promovida de 65km para a Maratona, foi posteriormente reduzida para sensivelmente 55km, por motivos logísticos, segundo a Organização.

A partida foi dada organizada, mas uns meros 10 metros adiante já um jovem participante se estatelava no alcatrão, vítima do embate inicial imposto e para o qual revelava não estar ainda devidamente treinado. Após uns palavrões e umas palavras de ânimo por apoiantes, lá se levantou e voltou ao pelotão. Escassos quilómetros adiante e na passagem de asfalto/terra, lá fui temporariamente ultrapassado pelo mesmo rapaz, que claramente evidenciava não controlar a bicicleta como era suposto, talvez por ser demasiado grande para ele.

Apesar de estar sol, a chuva que caíra no início da semana anterior ainda não se havia infiltrado nos terrenos, causando aqui e ali algumas poças de água sem possibilidades de contorno. Os cuidados iniciais para evitar molhar os pés ou sujar a roupa, depressa viriam a revelar-se inúteis, pois as situações repetiam-se regularmente e não havia como evitá-las indefinidamente.

A minha opção em aderir à utilização de prato único (32 dentes), revelou-se mais uma vez ter sido uma sábia decisão, principalmente por é menos um componente (desviador da frente) com que me preocupar em terrenos enlameados.

Tal como é costume, o "motor" só começou a puxar depois dos primeiros 15km, mas o fácil terreno inicial propiciou-se a que não me atrasasse muito em relação ao pelotão da frente, principalmente porque os participantes em ambas as distâncias se mantiveram juntos até à divisão, que se veio a encontrar apenas ao km25, momento em que me encontrava a travar uma luta com alguns outros atletas, dos quais me vi repentinamente separado, por terem todos virado para os 35km. Aproveitei a zona de abastecimento ali inteligentemente bem colocada para comer umas frutas e fiz-me de novo aos trilhos, agora sem companhia.

De forma bastante profissional, lá fui confirmando a presença dos elementos do staff que controlavam a passagem dos atletas.

O percurso revelou-se todo ele muito bem sinalizado, com raras excepções. A localização das zonas de abastecimento também estiveram impecáveis, assim como, a disposição dos elementos da Organização ao longo do percurso para ajudar na prova. Só notei a falta de pessoal a tirar fotografias, principalmente em locais merecedores de uma foto de passagem.

O percurso foi bastante rápido e relativamente fácil até à separação das distâncias, a partir daí seguiram-se diversos parte-pernas e a moral desceu pela progressão quase sempre sozinho. 

Os prémios estavam dispostos junto à zona de meta, onde à minha chegada já se procedia à entrega aos respetivos vencedores. Quanto a mim, não ganhei nenhum prémio, à excepção de ter tido uma participação sem falhas mecânicas nem físicas. 

Sem quaisquer constrangimentos nem filas, pude lavar a bicicleta nas calmas e o mesmo se sucedeu com o meu banho, ambos os serviços com condições satisfatórias. Relativamente ao almoço, optei por inscrição sem refeição, pelo que não tenho dados quanto a esse serviço, sabendo que estava previsto ser servido num restaurante local.

Esta foi a voltinha que nos calhou aos que fizémos a distância maior.

O ritmo cardíaco alterou-se significativamente a partir dos 36km.

Percurso da 6.ª Maratona ABC Gaviões (clicar para ver track)
Foram um total de 54,15km, com 965 metros de acumulado positivo.


01.º - 02:21:39 - José Aparício (Branquinhos do Pedal)
02.º - 02:21:46 - Manuel Alves (Pedais do Arrão)
03.º - 02:22:29 - António Eloy (Ribabike)
32.º - 03:14:00 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
44.º - 03:37:37 - Último


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Organização, Bruno Facundo, João Valério 

domingo, 25 de setembro de 2016

Participação da equipa (Foros do Arrão)

Representação a cargo de:
60km - João Valério

Já um bocado em cima da hora me apercebi deste evento aqui bem perto de mim. Tinha esta manhã de domingo livre e 3 dias antes fui dar uma vista de olhos pelo nosso blogue, onde o Jorge Rabaça tem feito um trabalho excelente na atualização da publicação de eventos. Há que aproveitar todas as oportunidades para praticar btt e conhecer outras Organizações e percursos! Como não podia deixar de ser, eu lá junto à edificação que dá nome ao evento: o moinho!

Cheguei bem cedinho e facilmente encontrei o secretariado, onde fui rapidamente atendido. Quero desde já agradecer ao GDCFA, na pessoa do João, por terem aceite a minha inscrição tardia. A partida foi de junto à sede do Grupo Desportivo e Cultural de Foros do Arrão, já a chegada viria a ser no campo de futebol local, onde seriam também os banhos, daí que fui logo lá deixar o carro para antecipar o esforço pós-prova.

Encontrei algumas (poucas) caras conhecidas entre o pelotão composto por cerca de 60 praticantes. Na distância da Maratona (60km), que foi onde participei, fomos apenas uns 20 inscritos. Após algumas indicações, deu-se a partida e, apenas umas três centenas de metros à frente, no final da rua, alguém faltava para controlar o trânsito num cruzamento imediatamente antes da terra batida.

O trilho tão popularizado pela Organização chegou poucos quilómetros após o início da prova, quilómetros esses que tiveram alguns sobes e desces, mas nada de complicado, pois foi sempre a dar gás. O piso estava impecável, bastante rijo e ciclável. O tempo também estava ótimo: o sol brilhava e sentia-se uma fresca aragem.

O Trilho do Javali tinha uma extensão de cerca de 200 metros desenhado no interior de um eucaliptal, com constantes ressaltos, exigindo alguma técnica e calma, para ganhar demasiada velocidade e salta do cavalo!

Após a saída do eucaliptal já poucos atletas consegui ver, fosse à minha frente ou atrás de mim. O percurso começou então a ser mais plano e rápido, mas mesmo muito rápido, quase sempre por estradões, mas ainda assim com oportunidade para se poder apreciar a paisagem que nos rodeava. As marcações estavam boas e, por isso, não havia que enganar, era ir bebendo uns goles de água e roendo umas barras.

Realizei o percurso quase sempre nos meus limites, mas ciente de que ainda havia mais alguma coisa para dar. Ao chegar bem próximo da Barragem de Montargil, sensivelmente ao km43 foi quando o percurso deu "a volta" para se fazer o regresso aos Foros do Arrão, onde nos esperava uma "parede" com algum jeito e, depois de tantas facilidades fiquei deveras surpreso! Fui aproveitando todas as zonas de abastecimento, pois queimavam-se calorias e transpirava-se em doses industriais.

Os quilómetros finais foram de novo grandes retões e as rpm no vermelho, mas as forças já não eram as mesmas dos primeiros 30km e a bicla parecia agora estar a ser atraída por um grande íman debaixo de terra. Com esforço e determinação lá me encaminhei até à meta onde terminei num honroso 10.º lugar, a meio da tabela, com um média de 21km/h, a minha melhor prestação de 2016. Adorei o percurso, bastante diferente do que estou habituado e também a forma de receber e simpatia da Organização. Os balneários do campo de futebol tinham água quentinha e desenrascaram facilmente a magra lista de inscritos. Infelizmente não fiquei para almoçar.

CLASSIFICAÇÃO GERAL
01.º - 02:17:11 - Ricardo Pinhão (BTT Sôr)
02.º - 02:17:15 - Manuel Alves (individual)
03.º - 02:22:21 - António Marques (BTT Sôr)
10.º - 02:54:47 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
20.º - 04:01:42 - Último


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Organização

domingo, 11 de setembro de 2016

Participação da equipa (Portalegre)



Muito obrigado a todos os participantes pela vossa presença. Fizemos o melhor que pudemos e que conseguimos para vos disponibilizar um fim de semana de BTT diferente. 

O resumo da nossa participação na ótica de participantes, porque também o fomos além de organizadores, será aqui publicada brevemente, já o rescaldo enquanto Organização está desde já disponível no blogue oficial do evento em http://rotadoscastelosbtt.blogspot.pt.

Obrigado e bem hajam.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Participação da equipa (Castelo de Vide)

Representação a cargo de:
90km - João Valério

Foi a minha primeira participação na Maratona de Castelo de Vide e fui logo para a distância longa (90km), na continuação do meu treino para a travessia da Escócia. Cheguei cedo mas não me safei da enorme fila para levantar o dorsal no secretariado, estrategicamente localizado no coreto do jardim principal da bonita Vila Alentejana. 

 A lista de inscritos/participantes para a Maratona reduzia-se a 80 bravos, para atacar um percurso que se previa duro e estranho, uma vez que praticamente todo o acumulado de subida se concentrava nos primeiros 10km e nos últimos 20km.

Os participantes na distância maior perfilavam na primeira manga! Na frente só se viam cavalões. Pudera! Haviam prémios monetários (120€ para o primeiro a cruzar a meta) e tratava-se da 2.ª prova para o Troféu de Maratonas da Beira Interior 2016. O meu objetivo era terminar sem ficar em último.   

Atrás de mim, na 2.ª manga, alinhavam-se os quase 200 participantes na Meia Maratona. Todos juntos fazíamos um quadro lindíssimo de cores multiplas no Parque João José da Luz.


Depois de muitos dias e semanas de chuva, tivemos a oportunidade de um maravilhoso dia de sol para nos fazermos aos trilhos! As partidas para ambas as distâncias tiveram um intervalo de 10 minutos, o que me facilitou desde logo a tarefa para me orientar entre os participantes da minha distância. 


Após uma partida bastante rápida foi vê-los a desaparecer à minha frente: fiquei desde logo em último do pelotão quando me distraí com o teimoso do gps que não queria deixar pôr-se a zeros. Pela frente tínhamos, para já, 10km de dureza absoluta. Começámos por um par de quilómetros em asfalto para depois cerrar os dentes e nos fazermos à calçada romana de inclinação acentuada, ora pedra, ora rocha, ora terra, subindo, subindo, subindo, descendo com muita técnica envolvida e voltando a subir... quase até ao céu.


A cerca de 5km do início já me encontrava sozinho. Atrás de mim vinham 4 atletas, à minha frente todos os outros. Não estava mau de todo. Estes quilómetros iniciais para aquecer só me fez foi bem.


Depois das 2 enormes subidas iniciais fizemos-nos à descida, a exigir kit de unhas e loucura qb! Entretanto já havia subido mais alguns lugares na tabela, porque a descer doideira é comigo, e então com a minha companheira Cannondale F29 que nunca se nega a nada.



Levei comigo uma cábula colada no quadro da bike onde imprimi o gráfico altimétrico, os quilómetros onde se localizavam as zonas de abastecimentos e também os tempos de passagem mínimos permitidos a cada 10km para evitar sermos retirados de prova, onde ao km10 passei a queimar, aos 50 minutos de prova.

A nível de marcações estiveram a bom nível, com boa altura do chão e devidamente distanciadas. As fitas eram facilmente visíveis. Só tive dificuldade nalgumas cortadas, em especial em zonas comuns a ambas as distâncias. 


Desta vez não me contive e após uma ultrapassagem, num cotovelo à esquerda em plena calçada romana desequilibrei-me com a inclinação e não consegui desencaixar o pé direito a tempo, vai daí, queda com mortal encarpado na pedras macias e por último ainda levei com a enfurecida Cannondale em cima. Se já andava com problemas no tendão do pé direito, ainda fiquei pior. Tudo parecia estar em condições para que pudesse continuar. Uns arranhões e uns sinais de sangue, dores no corpo e no orgulho! O jovem camarada que seguia logo atrás de mim ofereceu auxílio, que declinei, pois o meu objetivo era não o deixar fugir da vista, até porque uns metros abaixo já se via e ouvia um fotógrafo. Tinha de fazer boa figura!  

Seguiram-se muitas dezenas de quilómetros de retões, com inúmeras passagens por dentro de ribeiras. Cheguei a rolar na casa dos 42km/h e a minha média subiu dos 12km/h para os 21km/h. Subi também mais uns quantos lugares na classificação, devido ao ritmo mas também devido a algumas desistências com que me fui deparando. à primeira e segunda zona de abastecimento nem tive necessidade de parar. Os meus 2 bidons de 750ml e os bolsos do jersey cheios de barras e géis Gold Nutrition com uns cubos de marmelada à mistura tinham de ser esvaziados para tirar lastro!
 

A partir do km50, já após a 3.ª zona de abastecimento, o motor afogou! Os muitos quilómetros a fundo deixaram-me extasiado. Para a frente e para trás não via mais nenhum participante. Nada mais me restava do que pedalar sozinho sem a força anímica de outros concorrentes. Praticamente fiz os restantes quilómetros quase a arrastar-me, porém o conta-km mantinha-se nos 16/18km/h. 

A aproximação a Castelo de Vide foi duríssima para mim!. De facto, após entrarmos nas ruas históricas da Vila, seria apenas a primeira de duas passagens, que me foi devidamente lembrada por um simpático militar da GNR que regularizava o trânsito quase inexistente, ao qual cumprimentei com um determinado "Bom dia camarada!".


Na minha primeira passagem sobre a linha de meta encontrei a última assistência. O divertido José Bencaleiro, que já tinha terminado (e a mim ainda faltavam uns 15km de pura loucura) ainda intentou com um "- Fica já aí!", mas não me convenceu. Após a duríssima entrada em Castelo de Vide seguiu-se a duríssima saída. 


 Ao km 80 atingimos o ponto mais elevado da Maratona, com vista privilegiada sobre a Vila de Marvão, cujo planalto estava a escassas centenas de metros de nós. Esta última subida deu uma luta tremenda, pois a inclinação era bastante e as pernas já não obedeciam. Valia a carola que dava ordens para dar tudo o que tinha e que não tinha, pois a meta estava a apenas 10km de distância.


No regresso à zona de meta, novamente a calçada romana me esperava, mas se na primeira passagem a estudei e fiz toda montado, à segunda repeti o feito com gritos de coragem que saltavam da boca dos elementos do staff ao longo da derradeira subida. Por vezes lá aparecia uma descida, como era o caso da retratada na foto, onde aproveitávamos para ganhar fôlego para a próxima.


No final cumpri o objetivo. Realizei os 90km em menos de 6h e não fiquei último. Ali próximo à meta reparei que alguns dos meus perseguidores haviam entretanto desistido à primeira passagem pela meta e fiquei orgulhoso de não o haver feito também. 

Após terminar a prova tive o prazer de reencontrar um amigo espanhol, Julian Morujo Garcia (Grupeta 9:30), que tive em prazer de conhecer na 2.ª edição do Azores Bike Challenge e que já não via desde aí. Outros amigos portugueses tive também o prazer de rever.

O calor misturado com a brisa (quase vento) fresca que fez durante toda a manhã, deram-me este bonito bronzeado, que foi o meu troféu! kkkk 

Terminar entre os últimos tem as suas vantagens, senão vejam: fui tomar banho e não encontrei filas, tendo-me despachado com os meus vagares. Depois fui almoçar, que por sinal estava muito bom, em especial a sopa que estava divinal, onde também foi chegar, ver e comer. Resta-me dar os parabéns à Organização pela fabulástico evento e opinar para que na próxima edição entremeiem as subidas com os retões ;) Bem hajam.


01.º - 03:53:49 - Davide Marques (Nutrimania Sports Nutrition) 
02.º - 03:55:20 - Rui Carvalho (Bicicletas Santiago)
03.º - 03:56:45 - Marco Macedo (Epic Bike Store)
64.º - 05:55:55 - João Valério (Clube de BTT Zona 55) / 13.º Master 40
67.º - 06:03:10 - Último

ÁLBUNS DE FOTOS


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Carina Cortes, Cláudia Barreto, Luís Iria, Renato Picado, Clube Terras do Côa, António Manso, Guilherme Ribeiro, Johnny Axe e João Valério

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