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sábado, 12 de março de 2016

Participação da equipa (Lousada)

Site da Organização GPS EPIC | Etapa 2
Representação a cargo de:
70km - João Valério

Já há uns 2 anos que ouvia falar destes eventos guiados por gps e fã como sou deste tipo de passeio btt, finalmente tive oportunidade de participar num. Devido à maior parte das etapas do GPS Epic Series realizar-se no norte, além de eu ter de trabalhar a maior parte dos fins-de-semana, não consegui estar presente na etapa Prólogo nem na 1.ª etapa (Drave). 

Viajei 270km desde Abrantes, na companhia da minha esposa e optei por pernoitar numa aldeia próxima (Airães) onde tivemos oportunidade de jantar um excelente e económico naco na pedra no restaurante 3 Jorges e, a seguir, ainda assistimos ao ensaio do Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães, cuja sede é no mesmo edifício e recebidos pelo próprio Presidente da Direção.

Acordei bem cedo no Stone Farm Hostel, onde dormimos e fomos os únicos hospedes. A vista em redor e a própria quinta é fabulosa e, segundo o proprietário, tivemos uma tremenda sorte com o fim de semana, pois havia muitas semanas que o sol não aparecia, somente chuva e até neve. 

Pelas 8h30 já estava no centro de Lousada junto ao local de partida. Muitos bttistas se agrupavam para partir e outros já o haviam feito. Não esperava tão grandioso aparato na zona de partida, face a tratar-se de um evento low cost (apenas 5,00€). Arco de partida insuflável, tendas de lojas de apoio e também da Organização. Como não levei companhia para pedalar, lá me fiz aos trilhos "a solo"-

O percurso iniciou-se com alguns quilómetros em asfalto até sair da povoação.


Outra situação que não estava à espera nesta minha estreia no GPS Epic Series, foi a existência de zonas de abastecimento. Lá para as minhas bandas isto não aconteceria, decerto! Em apenas 9km contei 3 zonas de abastecimento. Como o percurso era longo e seguia sem companhia, optei por não parar em nenhuma deles, onde na maior parte das vezes me deparei com participantes sem qualquer respeito pelos restantes ao abandonarem as bicicletas no meio do trilho impedindo a passagem dos restantes.


Os primeiros 15km deixaram-me boquiaberto com as paisagens que vi. Muito do percurso passou por entre zonas de vinhas e dentro de aldeias típicas com as suas casas em pedra. Um tipo de paisagem bastante diferente das que estou habituado a ver na minha zona, localizada na fronteira das províncias de Ribatejo, Alto Alentejo e Beira Baixa. 

Apesar de não ter parado em nenhuma zona de abastecimento, não pude deixar de reparar na quantidade e diversidade de produtos que nos disponibilizaram, desde doces tradicionais, fruta, etc... um regalo para a vista! De facto o título deste evento foi bem colocado: Rotas Gourmet.


Outro facto que me impressionou neste evento guiado por gps, foi a existência de placas informativas e por vezes marcações no chão a confirmar a direção certa a tomar. A Organização desta 2.ª etapa, a cargo da equipa Lousada BTT, não deixou os seus créditos por mãos alheias. Fiquei fã!


A partir do km15 acabaram-se as mordomias. Entrámos em zona de serra e por lá me mantive até ao km39. Foi um constante sobe e desce, normalmente apelidado de rompe-pernas, que rebentou comigo tanto a nível físico quanto psicológico. Ao longe e lá no fundo ia vendo as aldeias e o terreno plano. Que saudades de voltar lá abaixo para dar descanso às pernas. 


Ainda em zona de serra voltámos a encontrar outro abastecimento, desta vez um especializado em bifanas, porém o serviço era pago, se bem que económico e a Organização tinha veiculado essa informação, bastaria levar uma notita no bolso do jersey.



De quando em vez uma passagem original. Esta foi uma delas. Sobre uma pequena ribeira e açude.



Por vezes vi pessoal atrapalhado na leitura do gps... também já passei pelo mesmo quando me iniciei nesta tecnologia, porém há pessoal que afasta demasiado a leitura do mapa e depois sobram-lhes muitas dúvidas de qual o caminho a seguir.


Finalmente de regresso à planície. Que motivação! Mais uma barrita e lá vamos nós serra abaixo já com 1,5L de Gold Drink Premium no bucho.


Com as belíssimas paisagens e aldeias típicas de volta no percurso, ganhei novo ânimo para continuar a minha luta no objetivo de terminar os 70km. Estava um homem novo.


Já em modo de "reserva" aproximei-me a passos largos da zona de meta, distinta da zona de partida. No percurso final e como no horizonte tinha num patamar superior a meta à vista, descuidei-me com o gps e falhei por diversas vezes as cortadas, mas sem stress, pois não havia prémios nem competição, tão somente curtição e chegar ao final foi troféu suficiente para mim, ainda para mais fiz tudo a solo, apesar de ter visto algumas caras conhecidas, não quis juntar-me a ninguém com algum receio de prejudicar o meu próprio ritmo, apesar de algo lento foi certinho.


Estava feita a minha primeira etapa GPS Epic Series de sempre e, apesar de dura, gostei bastante de ter experimentado, só tive pena de não ter ninguém da equipa a acompanhar-me, concerteza teria sido mais espetacular partilhar o percurso com um amigo.


No final o gps acusou menos de 69km percorridos em 6h38 com uma média fraquinha de apenas 10,3km/h, bem abaixo do que pensava conseguir fazer. A seguir aproveitei uma barraquinha de bifanas para mandar abaixo umas quantas empurradas por uns pares de minis, mas antes disso ainda fui ali ao lado lavar a bike e tomar banho nas piscinas municipais. Agora vinha o descanso, mas antes uma viagem de 54km de carro até Póvoa de Lanhoso onde fui pernoitar, pois no dia seguinte iria participar no 12.º Passeio Pelos Trilhos da Maria da Fonte.

67,71km | 1.642m D+

Resta-me dar os parabéns à Organização pelo excelente evento, só tive pena de não haver mais fotos partilhadas para sacar umas quantas para a minha reportagem. Vemos-nos numa próxima etapa, ainda não sei bem qual poderei voltar a participar, mas a vontade é grande.

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS
Luís Carlos Cordeiro
Sousela 2016, Comissão de Festas
SuperFraquinhos
Tiago Duarte


Créditos à reportagem:
Texto: João Valério
Fotos: João Valério, Luís Cordeiro, Sofia Lopes, Superfraquinhos, Tiago Duarte.
Video: Zona 55

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Participação da equipa (Porto)

Finalmente a nossa aguardada reportagem do Porto Bike Tour 2009.
Acordar às 05H00 para viajar de Abrantes até Matosinhos. E após 283kms percorridos e 02H10 depois, valeu a pena participar neste grandioso evento com 8.500 participantes.
A Ibermédia (http://www.ibermediavision.com/) foi o patrocinador exclusivo que nos permitiu (Valério e Sofia Lopes) representar a Zona 55 Bike Team no evento. Obrigado Ibermédia!

Como já é meu apanágio, não há evento que vá que escape às minhas objectivas, nem fotógrafo que lá estivesse que as consiga esconder de mim. As melhores vêm sempre parar aqui ao blog.

Dorsal ostentado por todas as bicicletas dos 8.500 participantes.

Dorsal personalizado, ostentado na roupa. A cor amarela significava VIP.
A inscrição BUS 07, determinava o número do autocarro de transporte para a partida.


Filas enormes... como diria o João Guerra. Felizmente fomos poupados a isso, uma vez que as nossas inscrições eram V.I.P.... e acreditem que faz toda a diferença! Estivemos em representação da Ibermédia, como convidados desta empresa, o que nos ficou a €0,00, acrescido dos valores gastos em portagens, combustível e refeições que totalizou cerca de €60,00.

08H35- Marginal de Matosinhos, onde estava colocada a partida. Encontro com o José Miguel (Ibermédia) para nos fazer a entrega dos dorsais e capacetes, conforme combinado.
A SKODA como um dos principais colaboradores, mostrava as novas linhas das suas "máquinas".


Camiões de reportagem da RTP e um mar de gente espalhados junto ao Lais de Guia, bar de recepção aos convidados V.I.P. e onde foram feitas as entrevistas relacionadas com a prova.

08H50 - Levantamento dos camel bak (capacidade 1,5lt) no Lais de Guia. Conteúdo: 1 bidon, 1 chave sextavada, 1 barra energética, 2 garrafas de água, 1 dorsal personalizado c/ nome, 1 t-shirt alusiva, 1 medalha alusiva, informativos diversos, 1 cartão TMN c/ €2,5, 1 bomba de ar, 1 embalagem de toalhitas de rosto, 1 esferográfica... ufa... já está. Preço das inscrições: €60,00.

Uma vez que o Bar Lais de Guia se situa junto à praia, aproveitámos para pisar a areia e "fugir" da tentação de nos apresentar-mos à Isabel Figueira (bem mais gira "in loco").
A Sofia aproveitava para ligar aos familiares a dar conta da viagem tranquila que tínhamos feito.

Aguardando a chamada para nos dirigir-mos ao autocarro (BUS 07 V.I.P.), a 100mts dali. No interior do bar pudémos saborear mini-croissants, canapés, sumos, águas, frutas...


Na companhia do José Miguel (Ibermédia), que nos deu um acompanhamento verdadeiramente VIP. Este homem é um SENHOR! Obrigado por tudo e deixo aqui para ti um grande abraço.

Para não ser acusado de me fazer às jeitosas que estavam estacionadas pelo Lais de Guia, decidi meter-me a fotógrafo à laia da "Caras". Aqui a Sofia acompanhada pelo Pedro Lima, que teve a simpatia de tirar os óculos escuros para a foto. P.S.: Pedro, peço que me desculpes a sinceridade face aos comentários que te teci acerca do filme "Contrato", é um bocado chato mas vou voltar a vê-lo... não é por ti, é pela Cláudia Vieira ;)
Sofia acompanhada pelo sempre simpático Carlos Alberto Moniz.

10 autocarros da SCTP esperavam-nos (aos VIP) para nos transportarem até... vejam só: aos 100 metros iniciais da partida.
No interior do autocarro, veio-me à memória a viagem igualmente em autocaro e fantástica que antecede a partida da prova de btt "Rota do Vento" na Sertã, que é já em Outubro. EU VOU!

3 estrelas: Carlos Alberto Moniz, o "boneco" do evento e um Agente da PSP da ciclo-patrulha que em conjunto com os restantes elementos acompanharam o enorme pelotão.

Say cheese bébés. Encheram-me (ao Valério) de beijos e mandaram-me dizer ao resto do pessoal da equipa para se roerem de inveja! Disseram: "- Azar ao jogo, sorte nos amores".
Ao chegar-mos ao local da partida, as portas dos autocarros abriram-se e... apesar das bikes estarem em número suficiente, a corrida para elas foi desenfreada e num estilo animalesco.

Depois da confusão na recolha da bike, finalmente ficávamos com todo o equipamento entregue: bicicleta Sportis e dorsal CTT.

O capacete, apesar de bonitinho, só tinha uma medida: Grande.

Ainda tive de fazer uns ajustamentos às nossas bikes. Um aperto aqui, encher rodas, apertar abraçadeiras, desdobrar pedais... nada demais para que está habituado.

O ambiente estava muito animado e a vontade de ouvir a autorização de partida era enorme. Helicópteros, pessoal de moto, gruas e pessoal a pé filmando. Nós lá íamos dizendo adeus para tudo quanto era lado, mas não aparecemos em nenhuma imagem da reportagem RTP :(

Em cima da Ponte da Arrábida, o trânsito fôra cortado num dos sentidos só para nós.

O nosso equipamento era sem dúvida o mais bonito de entre os 8.500 participantes.

As luvinhas foram, mas esquece-mo-nos de colocar o protector solar, com tanta azáfama.

Também levámos 2 bidons de líquido vitamínico e barras extra (congelados na véspera), uma vez que não sabíamos como se desenrolaria a coisa. O tempo ajudou com uma brisa fresquinha.


A Sofia já começava a dar sinais de nervosismo quando alguém anunciou no altifalante para terem cuidado com a descida perigosíssima para a afurada. A bike não dava grande segurança, se comparada com as nossas bikes pessoais dos regulares eventos btt que costuma-mos praticar.
Depois do Carlos Alberto Moniz ter cantado o Hino Nacional, lá se dava a partida.


Com todas as estradas cortadas, lá iniciámos nós o passeio ainda fazendo afinações. Ao longo de todo o caminho iam-se encontrando técnicos especializados que davam apoio mecânico.
Na tão falada descida perigosíssima para a Afurada, era mais o medo que a inclinação. O pessoal ia todo receoso, o que os impelia a atrapalharem-se e a atrapalhar os outros. Até eu, habituado às perigosas descidas próprias do btt selvagem, me vi deveras em "papos de aranhas".

Já que ninguém me fotografava, cheguei-me à frente! Há algumas centenas de metros atrás, a Sofia chegou a ser interpelada pelo repórter da RTP para uma entrevista em directo, logo no final da descida para a afurada, mas o medo de ser "atropelada" pelos restantes participantes que pudessem vir distraídos, obrigaram-na a simples olhar para a câmara dizendo somente: Olá!

Após algumas guerras com o sistema de mudanças que equipava a bicicleta (do mais básico que existe no mercado - não se pode pedir muito) disponibilizada e única autorizada para o evento.

Junto ao Rio Douro, a paisagem era magnífica.

A Sofia ía-se queixando das mudanças e das pernas, mas lá ía pedalando.

O tradicional Barco Rabelo também marcava a sua presença.

Junto aos edíficios das diversas marcas dos vinhos do porto na zona ribeirinha.

Uma das poucas zonas do percurso com calçada. Esta nem sequer foi a pior!

Já em direcção ao tabuleiro inferior da Ponte D. Luís I.

O ritmo era a velocidade de cruzeiro (+/- 10km/h). A Organização foi do melhor que já vimos.

A Sofia compensava a falta de amortecedores adequados disponiblilizados pelas nossas bikes.

Desta feita a Organização disponibilizou triciclos devidamente adaptados a deficientes motores.

Paragens tivemos de fazê-las por 3 vezes devido à corrente da bike da Sofia ter saltado.

Aqui 1 dos poucos tandem disponibilizados aos participantes pela Organização.


Ultrapassagens eram pelo meio, esquerda e direita sem quaisquer avisos.



Os elementos da PSP: "Stop, que vêm aí os elementos da Zona 55!"
A pedalada aqui era bem mais exigente... mas nos braços.


Os simpáticos participantes-animadores trajados a rigor tais como os carteiros de outros tempos.







A Sofia ía coordenando o trabalho dos carteiros ;) Pareciam os body-guard dela.



Já nos metros finais de acesso à reta da meta.
"- Mas como é possível não ter ganho isto?!?!?!"

O máiór a cruzar a linha da meta. Esta foto está no site oficial. Não é para todos!

Após o passeio dirigimo-nos novamente para o Bar Lais de Guia onde nos esperavam uns canapés, sumos, águas, croquetes, etc.


À chegada ao Bar estavam algumas dezenas de senhores, que fielmente nos recebiam as bicicletas e as parqueavam enquanto nós íamos comer qualquer coisa e refrescar a garganta trocando as experiências vividas durante o trajecto. Ganda nóia. Pelas 13H00 fizemo-nos ao caminho de volta, optando por almoçar (às 15H00) na Mealhada, um saboroso leitão.

Texto: Valério ** Fotos: Valério e Organização Porto Bike Tour.

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