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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Participação da equipa (Rota dos Castelos)

Representação a cargo de:
Carlos António, David Gonçalves, Filipe Rodrigues, João Valério, Pedro Lourenço, Pedro Silva, Rui Almeida, Samuel Nabiça.

ETAPA #1
Além de organizadores deste evento, tal como é tradição, a nossa equipa também se faz sempre representar com uns quantos elementos, realizando o percurso total e dentro do possível dando apoio no decorrer do mesmo. Às 07H10 já se distribuíam kits de inscrição em Alvados, junto à Pousada da Juventude, onde dois dos nossos elementos pernoitaram. A concentração foi em Porto de Mós, logo a partir das 07H30, onde começámos a entregar os kits somente pelas 08H15. 


 Os elementos da Zona 55 foram chegando e, além das preparações normais em eventos do género, as responsabilidades foram redobradas face a ser-mos a Organização.

Os diversos grupos presentes iam fazendo as verificações finais, para que nada falhasse ao longo dos 69km e 1.343m D+ impostos pela 1.ª Etapa.

As diversas equipas foram também chegando e levantando os seus dorsais personalizados, sendo o G.C. Barquinhense a equipa mais representada com 20 elementos participantes.

Antes da partida um pequeno briefing para resumir as informações já anteriormente enviados aos participantes.

Este ano a foto de grupo foi captada defronte à igreja de São Pedro, em Porto de Mós, apenas 300 metros volvidos a partida. De seguida mais algumas centenas de metros até ao primeiro castelo desta rota, o Castelo de Porto de Mós.

Apenas com 600 metros pedalados tivemos de dar auxílio ao Amílcar Santos, equipa Arrefinfa-lhe no Pedal, por haver partido o veio da roda traseira. Teve de ser levado pela nossa carrinha de apoio até Fátima, onde foi assistido numa oficina local.

Foto de grupo junto ao Castelo de Porto de Mós. 

Ao km5 deparámos-nos com outra avaria. Desta feita foi o André Batista, equipa G. C. Barquinhense, com um problema no aperto da roda traseira. Desta vez, porque não tínhamos ferramentas adequadas, decidiu-se chamar ao local a carrinha de apoio da equipa G.C.B., que ainda se encontrava na zona.

A primeira parede do dia apareceu aos 6km. Poucos foram os que se puderam gabar de a haver trepado toda sem desmontar.

Finalmente conseguimos afastar-nos de Porto de Mós, mas o relógio já marcava 10H40!... Esta foi a segunda provação do dia, com uma subida em asfalto a deixar-nos alagadinhos em suor.


Seguiram-se uns quilómetros em patamar, por entre pinhais, terra batida e asfalto até às portas de Fátima.


 Junto ao Santuário de Fátima tirámos a tradicional foto de grupo.

Para o almoço fizemos um pequeno desvio, aconselhados por um popular que nos assediou com um preço tentador: 7,50€ com tudo incluído! Gastámos uns bons 60 minutos e lá voltámos ao trilho.


A nossa parte da tarde teve um andamento mais lento, mas sem grandes paragens. A partir da zona industrial de Vilar dos Prazeres tivemos uns singles deliciosos e depois, até às eólicas e Aeródromo de Pias Longas, foi sempre a subir... para depois voltarmos a embrenhar-nos na serra para mais uns trilhos de pedra, como nós gostamos.

 O dia manteve-se sempre com sol e só tivemos escassas zonas com alguns choviscos bem fininhos.

Chegámos a Torres Novas e ao Hotel dos Cavaleiros já quase noite. A garagem do Hotel foi onde disponibilizámos estacionamento para as bicicletas. À porta estava a máquina de pressão que colocámos à disposição de todos os participantes. O Jorge Rabaça foi o anfitrião da Zona 55, no local.

O check-in correu sem dificuldades e, a pouco e pouco os atletas foram chegando e subindo para os quartos para o banho merecido. Os participantes cujas opções não previam acomodação ou refeição, foram encaminhados para os balneários disponibilizados no Palácio dos Desportos, em Torres Novas, que merece o nosso agradecimento pessoal ao sr. António Ferreira. Aos atletas foi ainda disponibilizado o recuperador Total Recovery, da Nutrimania, que a  todos agradou.


O dia terminou com o jantar, também servido no Hotel dos Cavaleiros, cuja qualidade foi indiscutível, assim como o excelente servido prestado.

ETAPA #2
Após a noite bem dormida, com excelente conforto nesta unidade hoteleira que connosco realizou parceria, a foto de grupo, desta feita sem a presença do Pedro Lourenço que não realizou esta etapa, mas com o Jorge Rabaça.


Fomos ao pequeno almoço pelas 07H30, sem pressas. A maioria das equipas já haviam partido. Não chovia mas também não havia sol.

O Samuel Nabiça bebia o que sobrou do líquido isotónico Easy Power Drink, da Nutrimania, disponibilizado a todos os participantes.

Até à Zibreira rolámos com facilidade. A manhã fresca e sem chuva ajudou-nos a fazer o aquecimento necessário para enfrentarmos os 79km e 1.500m D+ desta 2.ª etapa.


A primeira provação do dia foi a ligação até Moitas Venda, com curtas e empedradas subidas, exigindo alguma técnica mas do agrado dos apreciadores de trilhos de montanha/serra.


 O céu foi ficando acinzentado e a qualquer momento aguardava-se chuva. Foi um vestir e despir de casacos durante toda a manhã, a maior parte das vezes sem necessidade.



 
A chegada à nascente do Rio Alviela e Praia Fluvial dos Olhos de Água foi num pulo. Rolámos com uma boa média e sem problemas de maior.


 Em Alcanede fizemos uma pequena paragem junto da Ponte Romana ali existente, para comer qualquer coisa antes de subirmos ao castelo e discutir qual o melhor sítio para almoçarmos, pois já eram 11H50.

 A foto de grupo junto ao Castelo de Alcanede, tirada pelos amigos da equipa "Os Mouros", sempre representados em todas as edições desta Rota dos Castelos.

A dureza veio depois com a primeira das duas mais duras subidas do dia e do evento, pela sua extensão e inclinação. Parecia uma rampa de lançamento.

Após a tovenã veio a terra vermelha com rocha e pedra, a dar-nos luta até à descida que nos levou à aldeia do Arrimal.


 Junto à Lagoa Grande do Arrimal, parámos para almoçar, onde já se encontravam também os amigos do G.C. Barquinhense.

Depois de almoço foi a derradeira subida, talvez a segunda mais dura de todo o percurso, que primeiramente nos levou até ao Arco da Memória, no Arrimal e depois às antenas da Marinha, situadas a 631m de altitude, de onde é possível avistar o mar.

 Das antenas até à Ecopista de Porto de Mós foi a provação final. Acabámos por apanhar cerca de 15 minutos de forte chuvada tocada a vento, que nos ensopou a sério e dificultou a passagem sobre pedra, com enormes atravessadelas das bikes. Cuspíamos água e limpávamos os olhos para seguirmos caminho.


Chegámos a Porto de Mós, de regresso ao ponto de partida do dia anterior, perto das 17H00, com o sentimento de conquista, tanto pela nossa participação como pela organização de mais um excelente evento guiado por GPS, a mostrar novos trilhos e paisagens da nossa zona e com um fenomenal convívio entre todos os presentes. Os banhos foram no Pavilhão Desportivo de Porto de Mós, o que merece o nosso agradecimento ao Gabinete de Desporto na pessoa do sr. Eduardo Amaral.

Termino com um agradecimento especial a todos os participantes presentes e equipas representadas, mas também aos preciosos apoios e parcerias que obtivemos. Parabéns a todos nós!

Todas as fotos do evento, links e informações diversas em: http://rotadoscastelosbtt.blogspot.pt/ 

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Zona 55, G.C. Barquinhense, TSF - Trilhos Sem Fim, Os Mouros.
Vídeo: A publicar brevemente...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Trailers Test na Serra D'Aire

No Jardim Municipal em Porto de Mós, os 7 magníficos, como o Edgar nos apelidou, da esq.ª para a dt.ª:
João Valério (Zona 55), Edgar Francisco (Bike Clinic), Filipe Rodrigues (Zona 55), Nuno Carpinteiro (Fôjo-Zybex), José Gouveia (Lamego Bike), Marco Veríssimo (Aventura 100 Limites), Manuel Maia (Fôjo-Zybex). Após a concentração sensivelmente à hora prevista (09:00), tomámos café e aí vão eles.

Após o envio de convites a diversos bttistas que tínhamos entre os nossos contactos compareceram 7. Voltámos a deslocar-nos a Porto de Mós para cumprir o objetivo não conseguido em Dezembro último de fazer um track de aproximadamente 54km que o ano passado nos inspirou ao ler-mos uma crónica no blogue dos nossos amigos da equipa Trilhos Sem Fim (Leiria).

Desta vez concretizámos o objetivo: 52,79km com 1.170mt  D+. Os valores finais ficaram um pouco adulterados face ao previsto, pois pelo caminho fizemos algumas alterações de última hora ao track que levávamos. Os responsáveis pela leitura do GPS foram o José Gouveia e o Marco Veríssimo.

Desta vez aproveitámos (João Valério e Manuel Maia) para dificultar um pouco mais as coisas, pois carregámos connosco os trailers (com cargas totais entre 10 e 12kg), com vista a testarmos no terreno o comportamento dos mesmos e também o desgaste que provocam num terreno/percurso que consideramos de dificuldade física/técnica difícil. Estes são os trailers que nos acompanharão no nosso desafio em Junho que é realizarmos 900km do Caminho Francês em 9 dias, entre Saint-Jean-Pied-de-Port (França) e o Cabo Finisterra (Espanha).


O Filipe Rodrigues, nosso mecânico oficial, acompanhou-nos neste teste para garantir o apoio técnico e mecânico necessário, caso fosse preciso, mas tudo correu bem. Os trailers estavam carregados com todo o material suplente que previmos vir a ser utilizável, além de roupa e calçado, levando connosco quase o total de material que na realidade iremos carregar no dia "D". 


A maior dificuldade na mobilidade dos atrelados é quando precisamos de realizar curvas muito fechadas quando não temos espaço suficiente para alargar o ângulo de ataque. Mas com paciência e alguma ajuda é sempre possível.
A 1.ª parte deste desafio consistia na subida até à Fórnea, onde se encontrava o maior acumulado. As paisagens primaveris deram um semblante ainda mais bonito à serra e ajudaram a ultrapassar os obstáculos que se nos foram depararando.


A meia encosta da zona mais elevada aonde teríamos ainda de pedalar.



Desta vez, além da indispensável máquina fotográfica, levámos também a GoPro, pois o momento tinha de ser registado como devia ser.









A foto imprescindível na zona de passagem mais "mágica" do percurso.


Mesmo as subidas em asfalto, rebocando os atrelados, eram complicadas de gerir a nível de esforço físico.


O Manuel Maia atrelou o seu B.O.B. Ibex, que prima por um chassis dotado de suspensão junto à roda traseira, além de que é sobreelevado na zona de engate ao eixo da bike.

Uma ajudinha é sempre bem-vinda.


O pequeno grupo rolou unido e os mais rápidos e mais leves tiveram de atrasar o ritmo de forma a que o pessoal dos atrelados os pudessem acompanhar.


Paragem para mudança de montagem da GoPro, de forma a posteriormente podermos visualizar o comportamento dos atrelados em filme (ver resultado no final desta reportagem).


Ambos os trailers estiveram à altura das dificuldades e surpreenderam-nos pela positiva, face ao facto do elevado patamar de dificuldades que os levámos a ultrapassar. Até fisicamente nos superámos, pois não é pêra-doce puxar por mais 15kg por estas paragens.


Já nas zonas mais elevadas do percurso cruzámos-nos com diversos outros grupos de bêtetistas que aproveitaram o feriado e o excelente tempo para se fazerem à serra. Por vezes parecia quase um caminho de peregrinação, tantos eram os bttistas ao longo do percurso.



Desta vez, por forma a diminuir riscos e também devido a levarmos os atrelados, evitámos a passagem mais perigosa do percurso, a qual fizemos em Dezembro (ver aqui).


Mais uma paragem para agrupar o pessoal e cumprimentar um outro grupo de bêtetistas com os quais nos cruzámos e que iam em direção aos Olhos de Água (nascente do Rio Alviela).


Lá bem no alto sente-se uma brisa bem fresquinha, que nos arrefece os motores já em sobreaquecimento após quase 20km de subidas.



O meu atrelado é uma mistura de modelos. Um engate B.O.B. Yak montado numa plataforma universal adquirida num leilão na Alemanha através do ebay.




O objetivo passava igualmente por regressarmos a Porto de Mós antes das 14H00, mas ultrapassámos um pouco o previsto.



Mais uma subida asfaltada, desta vez com a companhia do José Gouveia.


Sobre a Fórnea, um momento de contemplação.



Mais uma foto para o álbum de recordações.


O Marco Veríssimo a propôr uma visita ao "Sítio do Isaías", uma cabana "plantada" na serra e nunca visitada pelos restantes elementos do grupo, apesar de conhecida das aventuras retratadas por outros grupos de bêtetistas como um local de visita obrigatória.

Num pequeno café na povoação de Lugar das Fórneas (ou seria Chão das Pias), seja como for está marcado no mapa e track no final desta reportagem. Fomos muito bem atendidos por um casal de idosos bem dispostos que não se deixaram intimidar por um grupo de 7 matulões que desesperavam por uma bebida fresca.

Uns quilómetros adiante, já na cabana do Elias. Esta é a entrada principal.

À nossa disposição temos 2 torneiras. Nos armários encontrámos latas de conserva, licores, pratos e  talheres... enfim, o essencial. Uma surpresa bastante agradável num lugar algo remoto. Fez lembrar a cabana do Huckleberry Fin, o companheiro de aventuras do Tom Sawyer.


Nesta cabana toda construída em madeira, aberta a todos os transeuntes em geral, encontramos uma longa mesa, bancos corridos, armários e diversos artigos expostos, a maioria deles deixados por outros visitantes. Existe igualmente um livro de presenças para os interessados em registar a sua passagem e agradecer ao anfitrião.  A salientar que ninguém vive aqui. O lugar encontra-se em completa solidão de vizinhança e vazio de pessoas.


Na parte final do nosso desafio, a obrigatória passagem pela ecopista de Porto de Mós, com a espetacular rodagem por dentro dos túneis, para o qual tivemos de fazer uma pequena marcha atrás, face ao nosso desvio para irmos à cabana do Elias. Que aragem e vista espetaculares. O passeio ficou marcado por um único contratempo: o Filipe Rodrigues partiu a corrente a escassos 3km do final.

Um dia verdadeiramente inesquecível na companhia de pessoal muito porreiro. A repetir, sem dúvidas! Aproveito para endereçar os agradecimentos à simpática senhora Laurinda Isidoro, que nos recebeu e serviu com enorme alegria no seu restaurante "O Miguel", sito na Av. Dr. Sá Carneiro, lote 4, R/C D, em Porto de Mós, a qual apesar de não ter ajuda e já passar das 15H30, nos matou a fome e a sede. Deixamos também um obrigado especial aos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, que nos disponibilizaram balneários para os banhos e troca de equipamentos.


Percurso realizado


Vídeo exclusivo do comportamento/testes dos atrelados


Vídeo do passeio

Agradecimentos: Bombeiros Voluntários de Porto de Mós e Restaurante "O Miguel" na pessoa da sr.ª Laurinda Isidoro.

Ver álbum de fotos completo clicando aqui.

Créditos à reportagem:
Textos: João Valério
Fotos: Edgar Francisco (Bike Clinic), José Gouveia (Lamego Bike), Marco Veríssimo (Aventura 100 Limites), Filipe Rodrigues e João Valério (Zona 55 Bike Team)
Vídeos: Zona 55

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