domingo, 30 de outubro de 2016

Participação da equipa (Abrantes)

Representação a cargo de:
25km (distância única) - João Valério, Samuel Nabiça

A concentração da edição de 2016 da Rota da Palha, novamente com organização a cargo da equipa Branquinhos do Pedal, foi novamente junto do edifício do Mercado Criativo (ex-mercado diário), para um passeio descontraído (talvez demasiado...) de 25km de extensão, mas nem por isso fácil para os petizes, pois o percurso apresentou-se com alguma dificuldade física e técnica.

Por esquecimento, nem tirámos foto do nosso trio (grupo) ainda antes do passeio comecar, e não foi por falta de tempo, pois a partida atrasou bastante tempo, daí que fica aqui uma foto, no mínimo estranha e/ou original, do nosso Samuel Nabiça... ou deverei antes dizer Musgo. O azarado do Samuel foi obrigado a desistir logo ao km5 quando o pneu da frente não parava de vazar e sem hipótese de reparação. E por falar em azares, o nosso terceiro elemento convidado, Rogério Coelho, também aterrou da bicicleta ainda ao km3... mas sem gravidade, apesar de me ter feito uns buracos novos no equipamento que lhe emprestei.


Lamentavelmente este ano, por esquecimento de máquina fotográfica, não me foi possível tirar mais fotos do aquelas que captei na zona de abastecimento, o que causa o (péssimo) efeito de parecer ter sido só comes e bebes... foi quase isso.
 
E de novo foto no reforço alimentar... que foi longo, preparado pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Casais de Revelhos e localizado exatamente na povoação de Casais de Revelhos, acompanhado pelo Rogério Coelho que me fez companhia no decorrer da manhã.

O passeio teve este ano a presença de 126 participantes e desenrolou-se nas proximidades da cidade de Abrantes, integrado na 15.ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional, cujo nome do evento foi inspirado no tradicional e famoso doce local, a Palha de Abrantes (feito de fios de ovos).


Zona de abastecimento

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: João Valério. Pedro David Fotografia
Vídeo: Pedro David Fotografia

domingo, 23 de outubro de 2016

Participação da equipa (Mação)

Representação a cargo de:
60km - João Valério

Por mim considerada a melhor região do Ribatejo para a prática de btt, rumei ao Mação - Capital do Presunto - para a 3.ª Maratona D'Arrota a Presunto! Comecei mal o dia, pois o despertador não tocou e acordei quando faltavam apenas 30 minutos para começar a prova, sendo que eu moro a 30km dali. Foi beber 1 copo de sumo, comer um bolo, meter umas saquetas de mel no bolso do jersey e, à pressa, carregar o saco de roupa informal e material para o banho pós-prova, previamente preparados na noite anterior, para de seguida acelerar o carro até ao Mação. 

Por sorte encontrei um lugar de estacionamento a 20 metros da zona de partida. Levantei o kit de inscrição a correr e, lucrando com um atraso de 5 minutos na partida, tive algum tempo extra para me preparar para me juntar ao pelotão, o que não consegui, pois o pelotão partiu todo sem mim e só um par de minutos depois estava pronto para arrancar, sozinho e já sem a azáfama inicial.

Ainda ponderei em fazer apenas a distância pequena, mas como não gosto de infringir as minhas próprias regras, segui sem pensar mais para a Maratona. Os primeiros seiscentos metros segui sozinho e sem marcações, porém com as indicações recebidas à pressa pela Organização quanto ao caminho certo a tomar. Precisamente na transição do asfalto para a terra batida comecei a ver as motos que fechavam a prova e, logo a seguir a eles, os últimos concorrentes. A um ritmo elevado comecei desde logo a ultrapassar participantes para recuperar todo o tempo perdido.

Já com diversos concorrentes ultrapassados e após uma descida bem técnica e rápida, o percurso começou a subir de forma surpreendente. As forças e energia inicial rapidamente se esgotaram,, principalmente pela falta de alimento ingerida no pequeno-almoço inexistente. Tive de ir gerindo o ritmo e adequar o melhor possível a energia, parando em todos as zonas de abastecimentos para comer fruta, bolos e tudo o que me pudesse fornecer energia, pois o percurso estava exigente.

Aproveitando a coexistência do percurso comum a ambas as distâncias na maior parte do traçado, ia-me sentido mais pujante de cada vez que me cruzava com os atletas participantes na Meia Maratona, pois o meu ritmo era mais elevado, o que dava maior força psicológica para ir continuando rumo à meta, zelando para não cometer erros que levassem a uma avaria mecânica, pois o terreno estava bastante molhado, enlameado e perigoso, fruto dos últimos dias de chuva intensa que assolara a região porém, a manhã estava até ao momento sem chuva. 

Com poucos atletas no horizonte, ia-me valente a força anímica transmitida pela Sara Lopes (AC BTT Fôjo), com a qual me ia revezando uma e outra vez, ora passando um, ora passando outra, sempre a puxar um pelo outro e incentivando com palavras de ânimo.  

Esta foi a primeira vez que participei nesta maratona com o título atualmente em vigor há 3 anos, mas já por mim conhecida de outras edições com outras designações, pelo que é sempre para mim um prazer e uma animação poder vir testar os percursos agora com organização a cargo dos amigos da equipa São Miguel Bike, que nunca decepcionam ninguém.


As paisagens foram sempre de excelência, com trilhos de montanha bastante desafiadores e desafiantes, singles e drops adrenalínicos, retões e descidas de cortar o fôlego, passagens e pontes originais e, acima de tudo, gente simpática ao longo de todo o percurso.

Como pontos negativos tenho a apontar as zonas de abastecimento terem-se apresentadas um pouco mal localizadas face à extensão do percurso - apesar de bem apetrechadas. De igual modo, a inexistência de picagens/controlos de passagem em pontos-chave, também foi uma situação a melhorar numa próxima edição. 

O percurso foi todo ele bastante interessante, com muitas zonas distintas e com passagens pelas zonas e locais mais pitorescos e dignos de visita nos arredores de Mação, como sejam aldeias, praias fluviais, ribeiras, etc... Foi bonito de se ver o enorme trabalho realizado pela Organização na abertura e limpeza de muitas centenas de metros de caminhos, construção de pontes em madeira e sinalização do percurso. Foi de lamentar não haver mais pessoal do staff ao longo dos percursos a captar fotos.

No final, os banhos foram disponibilizados na Escola existente próximo à meta onde se encontrava apenas uma mangueira ligada a uma torneira que por não ter máquina de pressão, não permitia limpar a fundo tanta lama que havíamos trazido dos imensos pinhais. A zona preparada para servir o almoço esteve ao rubro, muito animada e onde não faltou comida, nem bebida.

Antes e após o almoço, estiveram disponíveis mesas apetrechadas com o "petisco" da região, que é o presunto que deu nome ao evento, a que a maioria dos convivas não conseguiu resistir.

Os primeiros classificados têm nesta competição o seu esforço recompensado com a oferta de presuntos. No meu caso, não me calhou nada, mas fiquei feliz de ter conseguido chegar ao fim sem problemas, apesar do início atribulado. Convido todos a estarem presentes na próxima edição desta fabulosa maratona, sejam de perto ou de longe, vale muito a pena fazer 200 ou 300km para se participar neste evento e, garanto que ficarão surpreendidos pelas paisagens e percursos apresentados. Esta é sem dúvidas uma região que tem muito para oferecer e crescer a nível de eventos btt, pena é não ter mais imagens para com elas mais facilmente vos poder convencer. Até 2017! 

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS

Track da 3.ª Maratona D'Arrota a Presunto
» Percurso Maratona
» Percurso Meia Maratona


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Carlos Marques, Miguel Ramos Fotografia, João Valério
Vídeo: Modo Vision

sábado, 15 de outubro de 2016

Participação da equipa (Santarém)

Representação a cargo de:
Meia Maratona (40km) - João Guerra, José Silva, Rui Almeida, Vítor Guerra

João Guerra e Vitor Guerra acompanhados do Miguel.

Rui Almeida.
José Silva
Como é habitual grande concentração de bicicletas e eventos relacionadas com este veículo, voltou ao Ribatejo e à cidade de Santarém - Festibike 2016

O nosso Clube fez-se representar com quarto atletas a participar na maratona de BTT, e outros que participaram na visita à exposição, bem como o nosso Jorge Rabaça, que efectuou a reportagem de todo o evento, junto dos expositores, representantes de marcas e comunicação social.

J. Guerra, Vitor Guerra e J. Silva, como é habitual na frente da grelha de partida.

A partida para a meia maratona deu-se às 09H40, 10 minutos após a partida da maratona e como é habitual em santarém, saiu-se a grande velocidade, pois esta é uma prova bastante rolante, os primeiros classificados viriam a terminar a prova com médias superiores a 29 km/hora.  

O Zé Silva e o J. Guerra a fazerem uma boa partida e a colocarem-se na frente da corrida, mas o J. Guerra iria descolar do Zé e do grupo da frente logo na primeira subida ou seja logo ao km 2.

O Vítor Guerra controlava o andamento do mano, pois adivinhava-se uma luta renhida entre os dois.

O Rui Almeida, parecia assistir a tudo da sua poltrona, muita calma como já nos habituou, mas com um andamento muito bom, seguia logo ali atrás e não fosse o seu gosto pelos longos abastecimento, a coisa podia-se complicar entre os elementos da Zona 55. 

O Vítor Guerra ainda a sorrir, pois certamente não sabia que na próxima descida um furo de grandes dimensões o iriam colocar fora de prova.

Também o Rui Almeida fazia a subida do Hotel a sorrir, pois esta era a primeira prova com a sua nova montada e em roda 29 e certamente ia a pensar, que assim sobe-se muito melhor.
Não temos fotos dos nossos elementos na zona de terra, mas todo o percurso estava muito bem marcado, sendo muito rolante e sem singles, o que é uma pena porque existem muitos em santarém e com pequenas alterações ao percurso podiam incluir vários singles com muita qualidade e beleza.
Também o abastecimento esteve Q.B.

O Zé Silva foi o primeiro a chegar dos atletas Zona 55, num excelente 21º lugar à geral.

Cerca de 15 minutos depois do Zé, Chegou o J. Guerra e logo de seguida a cerca de cinco minutos o Rui Almeida, realizando todos eles uma boa prova. O Vítor Guerra desistiu nos primeiros kms com um furo.
Todos os participantes da Zona 55, optaram por almoçar fora do Festibike, por essa razão não podemos opinar sobre o mesmo.

O Jorge Rabaça foi o nosso fotógrafo de serviço, tendo ele realizado um excelente trabalho, quer nas fotos da prova, quer nas fotos ao Salão do Festibike.

Após o almoço, optámos por uma visita aos diversos stands das bikes, para poder sonhar um pouquito, parecíamos criancinhas na Disneylândia.

Continuamos a participar neste evento porque está inserido na maior festa de bicicletas do pais e afinal o que nos une é este ambiente, mas desde já fica um recado aos senhores organizadores: - A nosso ver esta Maratona está a decrescer de ano para ano, o que nos têm apresentado nos últimos anos são estradões já muito batidos, e com tanto trilho e single que temos em Santarém, não vejo razão para continuarem por este caminho, até porque esta já não é uma prova da Taça. Inovem e pensem no bêtetista comum, se precisarem de ajuda peçam, que nós teremos todo o gosto em ajudar.
ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS


001.º - 01:18:49 - Ismael Graça (BTT Marinhais/Fabribikes)
002.º - 01:18:51 - Pedro Garcia (20km Almeirim/Restaurante O Forno)
003.º - 01:22:40 - Dário Pereira (Ribabike/RProjecto)
021.º - 01:28:03 - José Silva (Clube de BTT Zona 55) » 7.º Vet, B
127.º - 01:42:12 - João Guerra (Clube de BTT Zona 55) » 127.º Vet. B
194.º - 01:47:18 - Rui Almeida (Clube de BTT Zona 55) » 194.º Vet. B
517.º - 04:04:20 - Último

DST por problemas mecânicos - Vítor Guerra

Créditos à reportagem
Texto: João Guerra
Fotos: Jorge Rabaça

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Participação da equipa (Extremadura)

Representação a cargo de:
João Valério


A concentração do grupo de aventureiros à descoberta da Extremadura foi junto ao Parque Eduardo VII (Lisboa), onde reuniram promotores, organizadores, guias e participantes desta Press Trip.

Com o material já emalado e carregado na carrinha da Passeios & Companhia, iniciámos a viagem de 400km entre Lisboa e Cáceres.

O nosso Quartel-General para a estadia de 3 dias na Extremadura foi o Hotel NH Collection Palacio de Oquendo, um antigo palácio recuperado e transformado num moderno e chique hotel localizado bem no centro histórico da lindíssima cidade de Cáceres.

À nossa espera estavam os nossos guias da Origen - Deporte y Naturaleza, que tinham por missão guiar-nos por alguns dos percursos da região em apenas 3 dias, resumindo o melhor possível e em contra-relógio, pois a nossa agenda estava criteriosamente preparada.


Depois das devidas apresentações e como já estávamos atrasados, rapidamente subimos aos quartos de hotel para largar os nossos sacos, sempre a observar toda a beleza que nos rodeava.



Algumas dezenas de metros a pé até à Plaza Mayor de Cáceres, que eu já não visitava há mais de 10 anos e que entretanto foi alvo de grandes obras de remodelação, para almoçarmos no já reservado restaurante.





O restaurante escolhido foi o La Minerva. Um espaço pequeno, mas cheio de personalidade e com comida gourmet de qualidade inquestionável, servida com muita simpatia.

O almoço terminou com um brinde, antes de recolhermos ao hotel para nos equiparmos, buscar o material de reportagem e as bicicletas.

Estágio 1 - Pedalar por Cáceres e arredores.


Com a alteração do fuso horário (+1 hora em Espanha), já começava a ficar escasso o tempo para realizar o percurso previsto inicialmente. Saímos do hotel logo a pedalar pelo interior de Cáceres, onde pudemos desde logo apreciar toda a beleza desta cidade, nomeada Património da Humanidade em 1986, pela UNESCO.

O percurso começou da forma mais conturbada possível, pois um dos participantes logo a seguir à saída da cidade furou ambos os pneus em simultâneo! O dia estava bastante quente e com a barriga ainda cheia do almoço, a vontade de pedalar era pouca, daí que a paragem serviu de adaptação ao ambiente.



Os primeiros quilómetros do percurso foram realizados na sinalizada Rota de Solana y Umbría de la Montaña, com muitas extensões de piso em cimento. A paisagem apresentava-se bastante agreste e seca, dotada de serras em redor.


A parte mais divertida foi alguns singles que, apesar de serem predominantemente em subida, tinham bastante arvoredo, o que nos possibilitou muitas sombras para nos livrarmos do calor.




Subimos até ao ponto mais alto do dia, situado junto do Santuário da Virgem da Montanha, a pouco mais de 600 metros de altitude. Aproveitámos a existência de fontes para nos refrescarmos antes de prosseguirmos viagem e descermos de regresso ao perímetro urbano de Cáceres.


Utilizando algumas extensões de ciclovias, rodeámos a cidade e tomámos a direção de Los Barruecos.


Os quilómetros seguintes levar-nos-iam para uma paisagem totalmente diferente daquela que víramos na primeira parte do percurso. Olhando em redor não me apercebi de qualquer marcação indicativa de percursos a seguir, mas os nossos guias trataram disso, no entanto é possível fazer um levantamento prévio em Rutas por el monumento natural Los Barruecos.  



Por estas bandas de enormes planícies e campos de pastagem, o piso é firme e a dificuldade do terreno é fácil, sem zonas técnicas nem subidas. O tempo estava agora bem mais ameno e suportável, à semelhança do percurso.




Além do edifício Museu Vostell, onde se encontram diversas obras do visado artista alemão Wolf Vostell, bastante originais e discutíveis, também encontrámos algumas delas ao longo do percurso que realizámos.  

Para terminar o nosso primeiro dia de btt não podíamos ter tido melhor pano de fundo, junto de uma das inúmeras charcas (pequenos lagos) existentes nesta região. Seguimos depois de regresso a Cáceres, já noite e auxiliando-nos da carrinha dos nossos guias.

O jantar estava-nos reservado no glamoroso restaurante do Parador de Cáceres onde, apesar de possuir uma sala interior, aproveitámos a noite quente para ocuparmos uma das mesas dispostas no bonito jardim deste antigo e requintado palácio.



O jantar foi novamente um hino à cozinha moderna, com diversos pratos gourmet, bem regados por vinho de casta local. O serviço de mesa foi impecável e bastante simpático.

Para terminar o nosso primeiro dia em Cáceres, decidimos desentorpecer as pernas e fazer uma passeata noturna pelas animadas ruas da cidade, apesar de se tratar de uma terça-feira. A nossa escolha, dada a proximidade ao hotel, foi o bar-pub Mistura, propriedade de um brasileiro ali emigrado. Depois de uns isotónicos (??), voltámos ao QG já com as baterias a precisarem de recarregar.

Eram 07h00 quando o despertador tocou para o pequeno-almoço tomado na sala de refeições do hotel NH Collection. Tudo arrumado e pronto para mais um dia de btt, hoje para uma zona afastada de Cáceres, na região de Granadilla. Para tal tivemos de viajar de carrinha 130km até ao local previsto.



Estágio 2 - Pedalar e pagaiar pela região de Granadilla.

A pedalada começou desde logo com um subida que nos levou até aos 610m de altitude, permitindo-nos uma extraordinária vista, num local muito próximo da zona atravessada pela famosa Via de la Plata, rota de peregrinação religiosa conhecida de todo o bttista aventureiro que se preze.



Ainda não tínhamos pedalado por aí além e a vítima do costume: Miguel David, apesar de ter trocado de montada, furou novamente e em ambas os pneus. O Miguel não o fazia por menos... parecia ter íman a tudo quanto era afiado e passível de esburacar pneus.


Devido a diversas contrariedades e contra-tempos, o percurso teve de ser adaptado rapidamente pelos nossos guias, que optaram por encurtar em alguns quilómetros o passeio matinal.



Rapidamente chegámos ao antigo povoado amuralhado de Granadilla. Dotado de um pequeno castelo e com entrada única vedada por um enorme portão, o qual se encontra fechado fora do horário de visitas. No interior encontramos um casario de fachadas multicolores e antigas, carregadas de história, porém só estão recuperados os edifícios localizados na rua principal e numa rua lateral, bem como o castelo, o restante está em ruínas, mas vale bem uma visita demorada.






Do topo da torre do bonito castelo confirmamos que estamos totalmente cercados de água, à excepção de uma única estrada. Toda a paisagem é dominada pela enorme barragem de Gabriel y Galán, servida pelo rio Alagón. Ao fundo avistamos montanhas. Infelizmente, nem aqui nem nos arredores encontramos qualquer tipo de comércio, excepção feita a um dos edifícios existente no interior do povoado onde servem algumas refeições, o que não pude atestar.



A saída desta "quase" ilha fez-se da forma mais natural possível: de barco! Não foi preciso pedalar muito até uma das margens da barragem onde, veio ao nosso encontro um dos guias, pagaiando num caiaque e rebocando mais outros três. O nosso percurso de bicicleta terminava por aqui hoje. Aproveitei a espera para um mergulho nas águas doces e mornas da barragem até à chegada do transporte fluvial. Depois foi carregar da melhor maneira possível as bikes sobre os kayaks e remar até à outra margem onde nos esperavam as carrinhas para nos levarem até Plasencia, que dista 40km dali.




Para o almoço haviam-nos reservado mesa no restaurante Hostal Real, no centro de Plasencia. A fachada exterior esconde umas instalações e decoração interiores deveras atrativas. A qualidade da comida, a simpatia dos funcionários e os preços económicos explicam a predileção dos nossos guias pelo estabelecimento. Foi com enorme surpresa que descobrimos que uma das funcionários é nossa compatriota e oriunda de Viana do Castelo. Fiquei fã deste espaço e, um dia que esteja de passagem por estas bandas, voltarei para visitar e tomar uma refeição.  




O almoço foi bastante animado, conforme o foram todas as outras refeições do grupo, com muita galhofa e nós a fazermos trocadilhos com as semelhanças e diferenças entre a ortografia e a dicção das palavras em espanhol e em português.


Aproveitámos a presença da carrinha com os kayaks sit-on-top e, à tarde, por unanimidade o grupo decidiu fazer um passeio na barragem de Valdeobispo. Descansámos os músculos das pernas e forçámos os dos braços. Esta barragem preenche de água um estreito vale, muito utilizado para pesca, mas igualmente para observação de aves protegidas.


Regressámos ao nosso Quartel-General ao final do dia, percorrendo os 80km que nos separavam auxiliando-nos novamente da carrinha, tempo que aproveitámos para descansar um pouco antes do banho merecido e do jantar.

O jantar foi desta vez no restaurante El Figón de Eustáquio, situado mesmo defronte ao nosso hotel, a escassos 20 metros de distância. A noite estava fresca e por isso optámos por jantar numa das salas interiores ao invés das mesas dispostas no exterior e frente ao jardim público. Tal como já estávamos habituados, o menu era gourmet e de ótima qualidade e, à semelhança dos restantes restaurantes que já havíamos experimentado, aqui também se servem os tradicionais pratos extremeños com uma apresentação moderna, como o foi o caso da sopa de tomate e do gaspacho.




Como não podia deixar de ser, o jantar terminou com um brinde. Seguiu-se uma visita guiada pela zona histórica de Cáceres. Para nossa satisfação, o guia (espanhol) falava português fluente e levou-nos a viajar na história ao longo de 90 minutos, descrevendo-nos a história e histórias ali ocorridas em tempos idos. Tivemos ainda a oportunidade de espreitar as filmagens da 7.ª temporada da Guerra dos Tronos, que estava a ser gravada ali mesmo nas antigas ruas de Cáceres e que irá ser transmitida em Portugal em 2017. 




Para terminar este dia, havia que aproveitar a nossa última noite em Cáceres, daí que apesar do cansaço nas pernas e braços, o duo de representantes da revista Freebike ainda se aventuraram na vida noturna, com uma breve visita ao original bar Mastropiero, Gastrobar y Jardín, um bonito snack bar possuidor de um jardim privado onde se pode conversar calmamente saboreando umas tapas.


Na manhã do nosso terceiro dia de estadia, a vontade de levantar da enorme e confortável cama já era pouca, mas tinha de ser. Depois do pequeno-almoço fizemos as malas e reunimos-nos na receção para o check-out. De seguida esperava-nos mais uma viagem de carrinha, desta feita com 120km pela frente até à zona do Valle del Jerte, muito famosa pelos seus pomares de cerejeiras e fortes tradições locais, como é o caso das Jarramplas - uma espécie de tomatina, mas em que se lançam nabos.


Estágio 3 - Descendo ao longo do Rio Jerte



Montámos nas bicicletas um pouco acima da localidade de Tornavacas, a partir daí foi (quase) sempre a descer até final da etapa. Começámos com alguns quilómetros por um caminho em cimento armado e passagens pelo interior de pequenas e típicas aldeias. Um pouco à frente entrámos na terra batida, realizando alguns quilómetros da Rota D Carlos V, toda ela devidamente sinalizada, com alguns single-tracks - um percurso excelente para umas descidas "à bruta" ou parafraseando o grito dos nossos amigos espanhóis, aqui... "no ay amigos". 






O "ponto alto" do dia foi a passagem por Los Pilones, na Reserva Natural Garganta de los Infiernos, onde tivemos de fazer a travessia por uma ponte de madeira sobre as enormes pedras gastas pelo rio, que formou diversas piscinas ao longo do seu leito. A entrada e saída do local têm obrigatoriamente de se fazer com a bicla às costas, pois o terreno é bastante agreste.




Já após abandonada a Rota D. Carlos V, tivemos uma passagem por floresta densa cujo caminho de saída estava bloqueado por diversas e enormes pedras, cuja terra havia sido arrastada pelo degelo da neve das montanhas no decorrer da última Primavera. A extensão a pé foi de apenas algumas dezenas de metros, pelo que aproveitámos para conversar mais um pouco sobre esta região com os nossos guias.




Na povoação de Navaconcejo, já quase a terminar a nossa terceira e última etapa, partilhámos o percurso comum à conhecida prova de btt internacional Madrid-Lisboa. O rio Jerte fez-nos companhia durante quase todo o percurso, onde com facilidade encontramos comércio e fontes para nos abastecermos ao longo da jornada.  



A aventura de btt na Extremadura terminou no Camping do Valle del Jerte, onde comemorámos com uma foto de grupo na praia fluvial local. Depois do banho tomado, voltámos à carrinha para regressarmos novamente à cidade de Plasencia para o bem-vindo almoço, novamente tardio e à boa maneira espanhola.


A nossa última refeição realizou-se no imponente Parador de Plasencia, implantado no antigo edifício do Convento de São Domingo, construído no século XV. O almoço alancharado, devido à adiantada hora do dia, serviu de despedida entre todo o grupo de envolvidos nesta viagem de cariz turístico, desportivo e gastronómico. A comida foi mais uma vez de enorme qualidade e o edifício e decoração convidam a uma visita demorada no local.

E antes do regresso a Portugal, ainda reinei um pouco por terras espanholas, ponderando desde logo uma ideia para uma aventura btt que ficou em lume brando com os nossos guias e amigos espanhóis. O futuro dirá se realizaremos tal projeto... resta-me agradecer a todos os envolvidos, em especial ao Gonçalo, pelo convite de integrar este grupo.

Nota: Não percam também a reportagem a sair na edição de Dezembro de 2016 da revista Freebike!

PERCURSOS REALIZADOS versus PROGRAMADOS


ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS
António Baganha - Álbum 3
Edu Mostazo - Álbum 1
Edu Mostazo - Álbum 2
Edu Mostazo - Álbum 3
João Valério


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: António Baganha, Chema Gallego, Eduardo Gracía, João Valério e estabelecimentos identificados.
Vídeo: Clube de BTT Zona 55

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