domingo, 17 de janeiro de 2010

Participação da equipa (Sepins - Mealhada)

CLASSIFICAÇÃO GERAL 1/2 MARATONA (40KMS):

1.º (01H39:12) - Augusto Neto - SlowDown
106.º (02H23:37) - Filipe Rodrigues- Zona 55 Bike Team
299.º (03H02:43) - João Valério - Zona 55 Bike Team
305.º (03H03:10) - João Guerra - Zona 55 Bike Team
558.º (05H52:04) - Último


Chegámos (eu-Valério, João Guerra, Filipe Rodrigues e Mário Baeta) cerca das 08H20 a Sepins (cerca de 10kms de Mealhada), o que ainda nos deu tempo para ir tomar um 2.º pequeno-almoço, pois havíamos-nos posto a pé cerca das 06H00 e percorrido sensivelmente 170kms. Estacionámos a algumas centenas de metros do local estipulado, pois a confusão era grande.

Os elementos da equipa Fôjo-Zybex BTT Team (Abrantes), que haviam chegado no dia anterior, pouparam-nos a ida para a fila do levantamento de dorsais. Acabaramos nós de se equipar quando é dada a partida da Maratona (70kms), cerca das 09H30. A partida da nossa distância estava marcada para as 09H45.

Deslocámos-nos então para a fila da partida dos 40kms. No total das 2 provas estiveram presentes cerca de 850 bttistas. O S. Pedro havia sido generoso com os participantes deste evento, ao contrário do que se previa.

Esq.ª: João Valério (Zona 55 Bike Team) / Dt.ª: Renato Valério (Fôjo-Zybex BTT Team).

Muitos adeptos aqui se deslocaram, já com o menu de leitão proposto para o almoço em mente. A Organização também se havia socorrido de colaboradores em elevado número para fazer face aos "clientes".

Finalmente era dada a partida da Meia-Maratona com a normal apresentação pelas ruas da localidade anfitriã (Sepins), junto dos residentes. Apesar o tempo instável, as ruas estavam bem compostas de assistência.

O início da 1/2 Maratona foi calmo face ao tão elevado número de participantes.

Finalmente iniciámos a nossa luta contra as adversidades... e foram bastantes. Os trilhos, sabiamente escolhidos, exigiam um misto de técnica, sorte e atenção triplicada. Single-tracks espectaculares aguardavam-nos.

A apenas alguns kms do início, as descidas eram complicadas... um ou outro participante receoso e mais adiantado desmontava e obrigava dezenas de outros que seguiam mais atrás a fazer o mesmo.

Cerca de 2/4 dos primeiros trilhos percorridos eram compostos maioritariamente de zonas rolantes e descidas/subidas com pouca inclinação, o que permitia um andamento razoável.

O Filipe Rodrigues, desde o início tomou logo a dianteira aos restantes elementos da equipa, seguindo o João Guerra e o João Valério a escassos minutos daquele e muito próximos um do outro.

Até aqui, a lama ainda se ía conseguindo evitar, com algum cuidado!

Uma das passagens mais bonitas do percurso da 1/2 Maratona. Ponte em paliçada.

Quase todas as zonas de trilhos por onde passavamos haviam sido baptizadas pela Organização, esta era a Amazónia. Outra zona de single-track bem bonita e enlameada.
A lama já começara a fazer os seus estragos, era ver dezenas de participantes juntos aos trilhos a desobstruírem os desviadores, os travões, câmaras de ar... o Valério viu partir a sua corrente. Dupla sorte: trazia elos de corrente suplentes e também descravador, além disso, estava há breves minutos a reparar o estrago quando o João Guerra, que seguia um pouco atrás, chegou ao local e deu uma preciosa ajuda. O J. Guerra, por sua vez, já havia ficado sem travão da frente. A partir daqui seguiríamos juntos até final.

Eis um exemplo de uma zona baptizada. As fitas e restantes marcações estiveram 100% impecáveis.

Subidinha manhosa esta, homónima da zona de estrada situada na da Serra da Estrela!
Zona de single-track que antecedia uma descida de grande adrenalina.
Aproximávamos-nos agora da Zona de Abastecimento (ZA) e as bikes já pediam limpeza.
A chegada à ZA era radical. Uma rampa foi feita propositadamente para o efeito.

Nesta ZA, sinceramente não me lembro de mais nenhuma (eh, eh), havia bom ambiente. O J. Guerra, que normalmente dá mais atenção à competição com o J. Valério do que a comer pelo caminho nas ZA's, lá deu a dica: "- Vamos mas é deixar a classificação de lado e aproveitar para beber umas minis e comer umas sandes de entremeadas!" E assim foi!

Se os soldados entrincheirados da 1.ª Guerra Mundial alguma vez tivessem feito um intervalo para petiscar, certamente teriam transmitido aos demais o impacto visual que aqui se viveu.
Aconchegavam-se as barrigas e desemtupiam-se os orifícios da lama acumulada naqueles.

As bikes, se falassem, também pediriam alguma atenção, tal era a disfuncionalidade do material.

Manetes de travão partidas, pastilhas desgastadas ou inexistentes, desviadores a funcionar em péssimas condições: estes eram alguns dos problemas que a maioria dos participantes sentiam.

Entre as duas colunas e ao fundo da imagem agachado, encontrava-se o J. Valério a tentar que o desviador dianteiro voltasse a actuar... nem que fosse a meio-gás. Entretanto passavam alguns dos elementos da Zybex-Fôjo BTT Team, empenhados em chegar ao fim e regozijando-se desumanamente por haverem ultrapassado os elementos da equipa de amigos que tomaram por concorrente (Guerra e Valério - Zona 55).

O Filipe Rodrigues havia aqui passado, mas parar nunca esteve nos seus planos, apesar de haver perdido o travão de trás! Tornara-se um destravado... mas o objectivo de chegar o mais na frente possível era inalterável!

Desde a ZA, J. Guerra e J. Valério aumentaram o grupo de convivas e passaram a fazer-se acompanhar do Sérgio e do Chamusco, que nos haviam entretanto "apanhado".

À medida que nos aproximava-mos do final, o terreno tornava-se mais exigente, bem como as subidas mais íngremes e mais longas, o que deveria ter sido o contrário.

Algumas subidas pareciam pequenos ribeiros.

Num repente víamos-nos perante a meta. Distância: aproximadamente 39kms. Dureza q.b.. O que mais nos marcou foi talvez os estragos que infligimos ao material das nossas bikes.

O Filipe Rodrigues foi o 1.º elemento da Zona 55 Bike Team a cortar a meta.

Cerca de 39 minutos depois chegava o nosso 2.º elemento, João Valério.
40 minutos depois chegava o João Guerra que, com medo do frio, havia adoptado usar um casaco não oficial para o proteger da água e do frio... depois arrependeu-se.

Zona da meta onde a Organização controlava as picagens efectuadas nos diversos controlos.
O Valério a contabilizar a diversidade de problemas que havia sentido a nível do desempenho do material.

Os elementos Zona 55 Bike Team presentes, após o terminus da prova.
A zona de lavagem de bikes estava bem apetrechada: 5 torneiras/mangueiras. No entanto, a quantidade de atletas presentes obrigava a fila.
O mecânico oficial da Zona 55 Bike Team, Mário Baeta, aguardava a sua vez na lavagem da bike. A falta de preparação física havia-o empurrada para a desistência logo no primeiro controle.

A vencedora da classe feminina da Maratona (70kms).
Foto de grupo das equipas Zona 55 Bike Team e Fôjo-Zybex Bike Team, após os banhos. Os banhos foram de água tépida ou quente, consoante estivessemos no chuveiro mais longe ou no mais perto da canalização após o referente aquecimento da água. A conspurcação dos equipamentos e pessoal participante e a enorme quantidade destes, tornou difícil a zona destinada aos banhos (balneários do campo de futebol de Sepins).

Depois dos banhos, a fila para o almoço.
Finalmente avistávamos a zona onde nos serviam os almoços.

Colaboradores a trinchar leitão não faltavam... mas também podíamos escolher frango.

Já na zona de distribuição de bebidas, a mais solicitada era o vinho espumante.

A fila de espera para o almoço era rapidamente absorvida, todavia, uma segunda fila, que por vezes chegava a ser maior, ía-se formando... a do pessoal que queria repetir as doses!

Leitão assado à Bairrada, batata frita, salada de alface, caldo verde e para acompanhar... vinho espumante.

A festa estava ao rubro... até já havíamos esquecido as dificuldades que tínhamos vivido há poucas horas atrás.

Panorâmica geral do pavilhão onde foram servidos os almoços.
Aguardando na fila do café distribuía-se o líquido da última garrafa de espumante a brindar a chegada de todos nós sem azares maiores.
TRADUÇÃO: até faz impressão... este recém-chegado elemento já se distinguir no topo e sem rival... para já!
O Filipe Rodrigues em pleno convívio com uma residente desta região centro, em que a bicicleta
é um dos meios de transporte mais comuns.


Foto de grupo já no regresso a casa. Da esq.ª para a dit.ª:
Filipe Rodrigues, Mário Baeta, João Valério, Renato Valério, João Guerra.

Em balanço final, só não prometemos para já voltar no próximo ano com receio dos estragos que iremos fazer no material das nossas bikes... quanto à Organização não temos nada a apontar, ou por outra, estiveram exemplares nas marcações, nos trilhos, no apoio humano, no almoço... a alterar só o local dos banhos. PARABÉNS!

EM 2010 DECIDIMOS PONTUAR AS PROVAS EM QUE PARTICIPAMOS (escala 0 a 10).
4.ª Rota dos Besouros (Sepins) - Nota 8

Reportagem:
Fotos: Zona 55, Zybex-Fôjo, T. Neves, Puro Olhar, J. Ramos, Duarte Silva.
Texto:
J. Valério

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

TREINO SEMANAL (2 em 1)

Esta semana, por motivos profissionais, o treino semanal correu um pouco mal, tendo sido realizado em locais, datas e com elementos distintos.

Em Abrantes, logo a começar a semana, no dia 11, o Filipe Rodrigues e o João Valério, acompanhados pelo mecânico semi-oficial da equipa, Mário Baeta, fizeram-se aos trilhos pelas 15H00. O Filipe Rodrigues antes do treino mostrava a sua faceta mais negra com o cigarro a não faltar!

O Mário Baeta, devido à falta de treino, parecia um asmático em fase terminal...
A chuva esteve presente sob a forma de chuviscos. Para dar descanso ao M. Baeta ía-se fazendo umas pequenas paragens.

João Valério voltava a furar. Em 2 treinos seguidos, era a 3.ª vez que furava e voltava a utilizar a nova forma de transportar câmaras furadas (à cintura).


Os trilhos encontravam-se envoltos em verde e os cursos de água cheios.

Percorreram-se cerca de 30kms a um ritmo bastante calmo.

Como se vê pela foto, a escolha dos trilhos era consensual! Na próxima semana há mais.

Em Torres Novas, sexta-feira, dia oficial de treino, 15 de Janeiro, pelas 09H30, a fraca presença de elementos ditou que o Abílio Bernardo e o José Santos se fizessem ao treino sózinhos.

O tempo estava muito instável, inicialmente só nublado, depois muito nublado e finalmente a chuva, que apesar de fraca não era nada agradável.

O treino direccionou-se para a zona da Golegã, por trilhos mais ou menos alagados.
As chuvas das últimas semanas deixaram os terrenos bastante alagados.

Com algum jeito lá se conseguia ir seguindo sem ir à água.

Apesar da dificuldade do terreno percorreram-se cerca de 28kms.

Para a próxima semana esperamos que o S. Pedro seja mais condescendente connosco e que haja mais elementos presentes... sem medo da chuva e com vontade de andar de bike.
Reportagem e Fotos: J. Valério, A. Bernardo e J. Santos

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Treino Semanal

Esta semana por falta de elementos disponíveis em Torres Novas para o treino semanal e para não começar-mos a 1.ª semana do ano sem reportar qualquer treino, João Valério e Filipe Rodrigues fizeram-se ao caminho e decidiram fazê-lo ao redor de Abrantes.
Reunimos às 14H30 no Parque Urbano de São Lourenço e rumámos em direcção a Rio de Moínhos. O tempo estava excelente e o terreno também.

Pelo caminho deparámos-nos com diversos pequenos cursos de água e uma paisagem muito verdejante. Passámos junto à localidade de Amoreira em direcção a Montalvo.

Dali seguimos até à bonita Vila Poema de Constância, sempre pelo mato e floresta. De início as pernas meio empenadas da falta de treino dificultaram alguma coisa juntamente com o almoço à pouco ingerido e sem ter tido tempo de fazer a digestão... mas o prazer de andar de bike era superior a isso tudo!

Numa intersecção às portas de Constância, reparámos na placa de indicação do Centro de Ciência Viva de Constância, olhámos para o alto e avistá-mo-lo. Decidimos fazer por lá passar o nosso passeio.

À entrada do C. C. V. Constância.

Talvez por ser de semana, não se encontravam ali muitos visitantes, somente um autocarro de turismo. Feita a visita (por fora), decidimos regressar ao ponto de partida, aproveitando uma longa e inclinada descida, algo técnica mas muito prazenteira.

Ao longe avistavamos Constância Sul na outra margem do Rio Tejo.

Pelo caminho íamos evitando passagens por poças de água, mas por vezes era inevitável.

Na zona norte da povoação de Montalvo e durante uma descida aparentemente fácil, lá me (Valério) estreava a cair em 2010. A roda da frente encontrou um misto de areia/terra que não aguentou o peso da passagem da roda da frente e eis que atirou comigo pelos ares, apesar de ainda ter tentado evitá-lo. Resultado: uma pequena esfoladela na canela da perna direita e umas dores de costas para mais tarde depois do banho.

Alguns metros mais à frente apercebemos-nos de que eu tinha um furo na roda traseira. Como a câmara de ar tinha ficado em casa, alinhou uma pequena 24 do Filipe que desenrascou. E com isto descobrimos uma nova forma de transportar câmaras de ar: em redor da barriga - neste caso até ao próximo Eco Ponto.
Até para a próxima semana em Torres Novas... esperamos que haja pessoal disponível!