domingo, 7 de abril de 2013

Participação da equipa (Vendas Novas)

Representação a cargo de:
50km - João Valério

Foi a 1.ª participação da nossa equipa num evento em Vendas Novas e igualmente nos "Trilhos & Courelas", que já vai na 9.ª Edição, com Organização a cargo da ADN Trilhos. Viajámos (João Valério e Sofia Lopes) no sábado e os nossos anfitriões foram a Tekas e o Luís Gaibino, que nos recebeu simpaticamente na sua casa. Posteriormente juntou-se a nós a Teresa Martins e, como não podia deixar de ser a ementa foi a bela da bifana de Vendas Novas no restaurante Planície - bom atendimento, qualidade e preço em conta!

Complexo Desportivo Municipal de Vendas Novas - aqui esteve montado um gigantesco secretariado que conseguiu levar a cabo a entrega ordenada e eficaz de mais de 1000 kits de inscrição.
O convite partiu do Luís Gaibino (Vice-Presidente da ADN Trilhos), na foto, para nos deslocarmos no âmbito das parcerias que costumamos realizar com diversas organizações de eventos btt por esse país fora, ou seja, desafiou-nos a fazer a cobertura do evento para posterior publicação da reportagem em vídeo e escrita. O sábado foi comprido para o Luís, pois além da responsabilidade na organização do evento, ainda teve uma bike de um amigo para afinar para a prova do dia seguinte.

O dia amanheceu com sol e já com o kit levantado no dia anterior, foi deslocar até um café próximo à zona de partida para o pequeno almoço.



Foram 1115 inscritos pagos, ou seja, no local estariam garantidamente mais de 1000 participantes perfilados numa rua paralela à estrada principal. Os participantes dos 80km e dos 50km ficaram e partiram juntos, pois ambas estas distâncias teriam recolha de tempos e classificação, já os participantes nos 25km formaram um pelotão uns metros atrás e tiveram partida separada, pois o andamento era em verdadeiro ritmo de passeio e não cronometrados.

Enquanto os participantes se iam juntando, um speaker bem profissional ia debitando informações importantes e a ele se iam juntado elementos da Organização a fornecer dados de última hora relativos ao terreno e problemas que iríamos encontrar.

A partida foi dada sensivelmente à hora marcada e eu que me encontrava sensivelmente a meio do imenso pelotão, só comecei a avançar alguns minutos após a autorização de arranque, mas sem stress.

O local de partida foi um pouco estrangulado face ao espaço existente, o que a meu ver prejudicou aqueles que tinham objetivos classificativos. Após umas escassas centenas de metros com muito público e em zona asfaltada, rapidamente entrámos em terra batida, uma solução um pouco diferente das que estou habituado, com uma voltinha de "reconhecimento" pela povoação.




Sinceramente nunca tive necessidade de olhar para as fitas de marcação, pois à minha volta nunca deixei de ver outros participantes. Era só segui-los e/ou os rastos no chão!







 Desta vez, também a primeira, optei pelo uso da nossa GoPro no capacete num evento a cobrir, não por opção própria mas sim devido a ter perdido uma peça do handlebar que foi impossível ser reposta/substituída atempadamente pela D'Maker. O desafio residiu em encontrar o ângulo correto que permitisse captar imagens em boas condições, quer fosse ligeiramente inclinado ou quando levantasse a cabeça. Felizmente acertei e prova disso é o vídeo abaixo postado. O acessório usado na GoPro Hero HD2 foi a fita de capacete. 

As zonas de abastecimento (ZA) estiveram bem colocadas e com artigos nas quantidades corretas. Numa das ZA encontrámos uma zona de apoio mecânico, onde um colaborador da Bike Zone ia desenrascando aqueles que tinham tido azares e conseguido chegar até ali. Mesmo ao lado, um colaborador da Lancar lubrificava as correntes daqueles que o solicitavam.


O terreno confessava os dias de chuva que houvera suportado. Encontrámos algumas zonas de lama, onde praticamente era impossível transpôr sem desmontar. Igualmente fomos testados em locais com muita areia, o que complicou a vida de muito boa gente. Quanto a mim, dificuldades técnicas é o que mais gosto: sinto-me como peixe na água ;)



Ao longo do percurso vimos muito pessoal do staff, elementos da GNR e Bombeiros a darem o apoio necessário e imprescindível. A vantagem de estar perto da grande Lisboa, é sem dúvidas garantia de casa cheia, isto quando o serviço é de qualidade, pois nos dias que correm só os melhores eventos sobrevivem à crise...


As paisagens foram deslumbrantes o tempo todo. Muita passagem inesquecível, que segundo apurei repetidas de edições anteriores, ainda assim muito bom. Gostei especialmente das bem cheias ribeiras e das descidas técnicas.

Dois participantes que não conseguiram passar despercebidos no seu tandem MSC. 


As sempre intermináveis filas de bêtetistas por entre as bonitas paisagens bem verdes. 


Com alguma rapidez cruzei a meta, apesar das diversas paragens para filmar e confraternizar com outros participantes. A zona da meta possuía uma divisória 50/80km, porém e apesar das placas junto das entradas separadas por baías metálicas, julgo que teria sido de bom tom colocar mais placas anteriormente a informar o corredor correto, pois mais de uma vez vi pessoal com dúvidas por onde seguir devido à velocidade a que se aproximavam. Após chegada, era de imediato tirado o tempo através de pistola de código de barras. De seguida era-nos reservado um golpe de sorte através de bolas de sorteio (não me saiu nada...), mais à frente oferta de isotónicos.

Após a lavagem da bicicleta num espaço reservado para o efeito que, apesar de ser longo e de ter diversas mangueiras, apenas falhou por não ter máquinas de pressão, mas lá desenrascou! As instalações para banhos funcionou muito bem e com excelentes condições com água sempre quente e dando despacho aquela multidão toda. Como toda a base logística estava concentrada numa só avenida, foi fácil desde o parqueamento até ao deslocamento entre zonas. À entrada do local destinado ao serviço de almoço (uma escola), encarávamos logo com uma mesa repleta de entradas tradicionais de produtos locais.

Os cozinheiros de serviço. 

Eis a ementa, após uma sopa deliciosa de legumes (ou seria de cozido?...), tudo muito saboroso e bem confecionado. Havia diversas salas disponibilizadas para almoço e fiquei surpreendido pelo despacho do serviço! Em menos de nada entravamos na fila e poucos minutos depois já estávamos sentados e a ser servidos. Durante o almoço ainda tivemos a possibilidade de assistir à projeção de fotos captadas na prova.

Um evento sem dúvidas bastante animado, não só pela quantidade de participantes mas também pela qualidade e rigor dos serviços oferecidos e de toda a Organização. Parabéns! Esta reportagem será igualmente alvo de artigo de reportagem na edição n.º 50 da revista desportiva "O Praticante".

CLASSIFICAÇÕES 25KM | 50KM | 80KM
001.º - 01:48:29 - Fernando Carriço (Clube de Praças da Armada)
002.º - 01:48:42 - Bruno Santos (Bike Clinic) 
003.º - 01:48:59 - Ricardo Mendes (Mais Pedal/Evo Nutrition)
338.º - 03:09:37 - João Valério (Zona 55/O Praticante)
747.º - 05:49:30 - Último

ÁLBUNS DE FOTOS

PERCURSO REALIZADO

Vídeo-rescaldo

Créditos à reportagem:
Texto: João Valério
Fotos: Org. Maratona Castelo de Vide, Organização, Zé Bicho Fotografia e Zona 55.
Vídeo: Zona 55

sexta-feira, 29 de março de 2013

Desafio 2013: Caminho Francês, A logistica (parte I)

Em 2013 vamos voltar a Santiago de Compostela!

Na foto, da esq.ª para a dt.ª:
Miguel Serra (Cabeço da Águias Bike Team), João Valério (Zona 55 Bike Team), Renato Valério e Manuel Maia (Fôjo-Zybex BTT Team).

O grupo de amigos que se uniram pela 1.ª vez em 2010 com vista a levar avante a sua primeira aventura/travessia btt conjunta, pela mão do Miguel Serra, voltou a juntar-se. O repto foi lançado por mim (João Valério) em Dezembro último durante um Jantar de Natal: "VAMOS FAZER O CAMINHO FRANCÊS?" - Enviaram-se uns mails aos malucos do costume (grupo de pessoal de travessias anteriores) e finalmente chegaram as respostas. Nesta 4.ª feira (27 de Março de 2013) foi já a nossa 3.ª reunião de grupo. O pessoal está bastante empolgado e já pensamos nas histórias que vamos trazer para contar... mas não só, pois estamos a tratar a logística com muito atenção e cuidado. Temos pesquisado muito na net, pedido conselhos e analisado opções. Obrigado a todos quantos nos têm dado uma ajuda.



 Nossos dorsais.










Na 1.ª reunião começámos por delinear o objetivo da travessia: Partir de Saint-Jean-Pied-de-Port (França) e percorrer o Caminho Francês até Santiago de Compostela, acrescentando uma derradeira etapa de 90km, entre Santiago de Compostela e Cabo Finisterra, para terminarmos junto ao mar, uma etapa que já nos ficou "no goto" em 2010. Serão um total aproximado de cerca de 900km, a percorrer em 9 dias.
Um pouco de história de Saint-Jean-Pied-de-Port (País Basco - França)

Estas são as etapas que temos pré-definidas, mas no decorrer da travessia, poderemos vir a alterá-las face a  diversas condições:

06 de Junho
Saída de Abrantes às 06H00, de carro (em princípio), com destino a Saint-Jean-Pied-de Port, onde esperamos chegar pelas 18H00, percorridos que serão cerca de 900km, tantos como aqueles que iremos percorrer depois em bicicleta.




O reboque que em princípio irá servir para transportar as nossas bicicletas e demais material até ao início da 1.ª etapa está em fase de acabamentos. O trabalho tem estado a cargo de Joaquim Rodrigues, João Valério e Rui Santos.




07 de Junho » 1.ª Etapa (prólogo) = 65 km (Saint-Jean-Pied-de-Port / Pamplona)
Este é o Albergue onde começará a nossa jornada: "L'Esprit du Chemin". A reserva já está feita!


Uma visita ao Albergue "L'Esprit du Chemin"

08 de Junho » 2.ª Etapa = 85 km (Pamplona / Viana)
Pamplona
09 de Junho » 3.ª Etapa = 130 km (Viana / Burgos)
Viana
10 de Junho » 4.ª Etapa = 120 km (Burgos / Sahagun)
Burgos
11 de Junho » 5.ª Etapa = 100 km (Sahagun / Astorga)
Sahagun
12 de Junho » 6.ª Etapa = 92 km (Astorga / Herrerias)
Astorga
13 de Junho » 7.ª Etapa = 78 km (Herrerias / Portomarin)
Herrerias
14 de Junho » 8.ª Etapa = 90 km (Portomarin / Santiago de Compostela)
Portomarin
15 de Junho » 9.ª Etapa = 90 km (Santiago de Compostela / Cabo Finisterra)
Santiago de Compostela
16 de Junho » Regresso a casa de automóvel (Cabo Finisterra / Abrantes)
Cabo Finisterra
Infelizmente a quantidade de dias necessários para realizar esta travessia, as despesas recorrentes e a indisponibilidade profissional dos restantes habitués que fazem parte deste grupo de aventureiros, não permitem que o grupo este ano vá além de 4 participantes. Pelas nossas contas contamos gastar entre 350/500€ por participante, no total das despesas relacionadas diretamente com a travessia.

Desta vez a nossa aventura será em autonomia total, o que levou a que ponderássemos muito bem qual o tipo de artigos que iremos levar para transportar no interior tudo o que precisamos.




O Manuel Maia optou pelo trailer com suspensão.
O Renato Valério continua indeciso, mas apostado em levar mochila.
O Miguel Serra aposta na mochila.
Eu optei igualmente pelo trailer, mas sem suspensão.
Lembro que nas nossas anteriores travessias optámos por mochilas e alforges, mas dessas vezes tivemos o apoio de viatura.
Desta vez iremos utilizar única e exclusivamente albergues para as nossas pernoitas e, sempre que possível, aproveitaremos o menu do peregrino que prevê jantar + banho + dormida + pequeno almoço.


O primeiro teste conjunto ao material está marcado para dia 25 de Abril e o palco escolhido será o cenário mais violento possível: Serra de Aire e Candeeiros. Serão cerca de 55km de puro e duro btt que irão colocar à prova as nossas capacidades e do material.

Na próxima crónica irei dar-vos a conhecer mais alguns pormenores, apresentar-vos  o nosso cartaz promocional, a ver se conseguimos angariar alguns apoios... nunca se sabe. Para já temos o apoio da Profbike - Loja e oficina de bicicletas (em Abrantes) e aguardamos a confirmação do apoio da parte de algumas entidades contactadas.

Texto: João Valério