domingo, 29 de março de 2015

Participação da equipa (Assentis)

Representação a cargo de:
50km - David Gonçalves, João Valério
35km - Carlos António, José Silva, Rui Almeida

Sabem onde é que há daqueles eventos bons, bons, mas mesmo, mesmo bons? Nós sabemos! É em Assentis concelho de Torres Novas e são organizados pelos nossos "vizinhos" do Grupo BTT Superfresco.


Nesta 2.ª edição estivemos representados com 5 elementos, mais um elemento que na 1.ª edição, além da presença do Jorge Rabaça, o nosso elemento fotógrafo, Nos parques de estacionamento (2) um próximo à zona de banhos/almoço e outro junto à zona de partida, mas também ao longo da estrada principal onde encontrámos muita gente conhecida, como foi o caso da equipa do BTT Vale da Serra quase sempre acompanhados pela Urbina Varela, a fotografar gratuitamente em prole do btt. 


Chegámos juntos e cerca de 40min. antes da partida, além de que já tínhamos levantado os dorsais na loja Be on Bike (Entroncamento), o que fez ganhar ainda mais tempo. Levámos 2 cameras GoPro para captação onboard, tendo esse trabalho ficado a cargo do Rui Almeida e João Valério. Igualmente, o Jorge Rabaça ajudou na recolha de imagens com a sua Nikon enquanto assistente.



Sem pressas e após o controlo zero, fomos-nos colocando na manga de partida, uma zona enorme com espaço para todos.

O José Silva, que este ano se estreou neste evento, com intenções de fazer um bom lugar nos 30km, assentou arraias na frente do pelotão.

Um pelotão bem composto por mais de 4 dezenas de bttistas presentes para confirmar tudo o que se tem publicado e comentado pelo facebook, relativamente a este evento e que, está evidentemente a ganhar cada vez maior número de adeptos, não só dos concelhos vizinhos mas também da grande Lisboa. 




A partida foi dada sensivelmente à hora marca e os primeiros kms foram feitos em asfalto para tentar, friso tentar, esticar o extenso pelotão.


O José Silva desde cedo a manter-se agarrado com unhas e dentes à cabeça do pelotão.



Não foram precisos muito mais além de 5km para começar a festa! O primeiro dos mais de 10 trilhos anunciados foi extremamente delicioso, mas o pelotão ainda rolava bem juntinho. Lá na frente a velocidade nem abrandou. Quem avariava saía para o lado e os de trás continuavam a abrir. Lá mais para trás era diferente, se alguém parava ou seguia a pé, empatava tudo e o ritmo geral abrandava consideravelmente.



De uma forma geral e na primeira metade do percurso, cuja divisão entre as distâncias (35/50km) apenas apareceu ao km30, apesar de algumas partes técnicas, o percurso era consideravelmente rápido. A nível físico as provas foram dadas em curtas subidas, descidas e singles rápidos e alguns drops, além de alguma pedra e rocha, que são vulgares nestas aldeias junto à Serra de Aire. 




Cada um descia como podia e o Carlos António, para quem as descidas nunca foram um ponto forte, não se fez rogado em carregar com a burra.


Quanto a mim (João Valério), que já participei no evento anterior, estava preparado para as filas que apanhei o ano passado, mas não as encontrei porque o percurso estava mais solto, achei eu. Com maior número de zonas e trilhos bonitos, apesar de desta vez a ribeira estar vazia, o que alterou por completo todo o ambiente desta 2.ª edição.


O Rui Almeida a cumprimentar o Jorge Rabaça, ambos a captar imagens para a Zona 55 num dos trilhos mais esperados pelos participantes, com diversas pontes em madeira e a seguir junto do leito da ribeira (vazia). 


Encontrámos um percurso tão limpinho e perfeito que parecia ter sido desenhado a lápis. Para melhorar só faltou mesmo um pouco de sol, porque a manhã esteve quase toda ela enublada, tendo mesmo caído algumas pingas de chuva.



O David Gonçalves seguia com ganas de conseguir uma boa classificação na distância dos 50km, apesar do tipo de percurso não ser à sua medida, porque como ele mesmo diz tem dificuldades em zonas técnicas, safou-se muito bem, sem quedas, tal como os nossos restantes elementos.



O Carlos António mais uma vez em dificuldades, pois as descidas são o seu ponto fraco.


As marcações estiveram a um nível superior! Marcações no chão a spray de tinta vermelha, com setas e também assinalando zonas perigosas, fitas e placas de informação e também muito staff ao longo de todo o percurso. Este subiram dois furos a nível de apoio humano.




Chegados à zona de abastecimento comum às duas distâncias, foi como se chegássemos a uma festa! Uma enorme fila de mesas disposta paralelamente ao trilho, sobre a qual se encontravam diversos produtos sólidos, desde fruta a sandes, pão, febras e por aí fora, além de água, sumo, vinho e cerveja.


Junto às mesas estava um grelhador que não dava mãos a medir aos dois homens ali de serviço.


O staff sempre muito simpático para com os participantes, mesmo nos postos de controlo. Este ano também vimos aumentar o número de fotógrafos nos trilhos. Contámos mais de 5. Mais uma vez parabéns. Só foi pena escolherem quase todos os mesmos locais, com tanto sítio bonito para estar...



O José Silva está ainda em adaptação à sua nova montada, também ele a fazer a passagem/adaptação de roda 26" para 29", mas não se saiu nada mal.






Já falei no trabalho que encontrámos nos trilhos? O grupo Superfresco mais uma vez não decepcionou ninguém. Fizeram um trabalho de se lhes tirar o chapéu. Muito mato limpo, pedra partida e afastada do trilho, terra cavada, pontes construídas... enfim, só quem já organizou ou organiza eventos (e que trabalhe neles) consegue dar o verdadeiro valor a isto. Meus amigos, isto é o turismo do futuro, creiam nisto! 





Após a divisão, o caminho dos 50km tornava-se mais exigente, pois empinava até às eólicas do Bairro, com muita pedra e estradão para rolar até deitar a língua de fora. Era dar tudo até ao caroço. Que loucura de percurso, houve mesmo de tudo e não foram precisos muitos quilómetros, mais houvessem.



A cerca de 2km da meta os percursos das duas distâncias voltaram-se a encontrar. Antes da meta um bocadinho de brincadeira num derradeiro trilho entre pinheiros e oliveiras, para depois descermos a todo o gás para a meta, comum à zona de partida.



O Rui Almeida e o Carlos António fizeram dupla em todo o percurso dos 30km, ora puxando um, ora outro, curtindo à brava cada metro de terreno.


Após a meta, onde se encontrava uma verdadeira animação vs. recepção, como o pessoal gosta, percorríamos algumas centenas de metros para lavar as bikes onde fez falta uma máquina de pressão, pois dava mais despacho que as mangueiras e lavava melhor.

Os banhos foram mesmo ali ao lado. Deu o despacho adequado e não foi preciso muito para despachar tanta gente. A água esteve sempre temperada, pelo menos até à nossa vez.

O almoço foi no primeiro andar do mesmo edifício dos balneários, junto a campo de futebol de Assentis (ou Assentiz, como alguns escrevem - ainda estou para saber realmente como se escreve).

As filas foram curtas, apesar de haver muita gente para comer, fora os que ficaram excluídas pela Organização logo nas inscrições, porque não haviam condições para servir com qualidade tanta gente. Do menu fazia parte carnes grelhadas com batata frita e salada ou mão de vaca, ambos deliciosos e muito bem regados pelo ali famoso Superfresco (vinho branco traçado com gasosa), água, sumo, tintol ou cervejol.

Para os da Zona 55 que tiveram direito a almoço, a animação foi garantida, Pusemos a conversa em dia com muita malta nossa amiga, não só da zona mas também de longe que já não víamos há alguns meses. O pessoal do btt é uma família!

A bela da maminha de vaca que falei há pouco atrás.

Para terminar faço um brinde com os amigalhaços da equipa Os Mouros. Os nossos parabéns à Organização por mais um fenomenal evento. Para o ano estamos cá novamente batidos.



TRACKS 2.º PASSEIO SUPERFRESCO
Track 35km / Track 50km



CLASSIFICAÇÕES GERAIS
001.º - 01:47:37 - Hugo Moreira (Pódio)
002.º - 01:55:33 - Rui Ventura (individual)
003.º - 02:02:46 - Leandro Brito (G. C. Barquinhense)
006.º - 02:10:34 - José Silva (Zona 55 Bike Team)
085.º - 03:24:33 - Carlos António (Zona 55 Bike Team)
086.º - 03:24:42 - Rui Almeida (Zona 55 Bike Team)
246.º - 05:39:11 - Último

001.º - 02:31:33 - Luís Martins (Marrazes/Brejinho/Joficina/Bike Zone Leiria)
002.º - 02:37:28 - David Conde (Pódio)
003.º - 02:41:38 - Diogo Almeida (Marrazes/Brejinho/Joficina/Bike Zone Leiria)
030.º - 03:14:58 - David Gonçalves (Zona 55 Bike Team)
039.º - 03:24:25 - João Valério (Zona 55 Bike Team)
128.º - 05:58:22 - Último

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Fanny Dias Photography, Filipa Fidalgo, Joel Graça, José Perdigão, Nuno Matos, Sérgio Pereira, Urbina Varela, Zona 55 (Jorge Rabaça)
Vídeo: Zona 55

domingo, 22 de março de 2015

Participação da equipa (Portalegre)

Representação a cargo de:
David Gonçalves, João Valério e Samuel Nabiça

- Esta foi a primeira travessia em que participámos em 2015, em equipa, com recurso a GPS. Tratou-se da estreia deste evento com organização a cargo da Agitar Portalegre, onde participaram cerca de 200 bttistas, vindos um pouco de todo o país. Da nossa equipa (trio), fizemos um total de 960km para estarmos presentes: Samuel Nabiça = 458km, David Gonçalves = 312km e João Valério = 190km. A participação/inscrição foi gratuita, bastava aparecer, com direito ao track a realizar, o resto era por conta dos convivas, cujo objetivo passava por juntar uns amigos para pedalar e dar a conhecer os bons trilhos existentes na zona.

- O principal ponto de concentração foi em Portalegre, onde se terá juntado a maior parte dos participantes, mas também houve grupos que iniciaram noutros bosses do percurso, como foi o caso de Alegrete, Marvão e Castelo de Vide, mas todos circulando no sentido contrário aos ponteiros do relógio pelo percurso, não havendo cruzamentos de pessoal.

- Vimos muitas caras conhecidas ao longo do percurso, onde realço a presença do Francisco Mestre (pai) e do Marco Mestre (filho), mas também de conhecidas equipas como os Trilhos Sem Fim. A partida foi pelas 08h30 na Praça da República, à qual não comparecemos porque estávamos todos na White Chapel (lol), mas como ninguém ia para ganhar nada conseguimos juntar-nos ao grosso do pelotão em poucos quilómetros.

- Após o exigente início de percurso com uma subida de quase 5km, praticamente toda ela em asfalto, para abandonar-mos Portalegre, finalmente demos entrada nos trilhos de terra com algumas zonas bem rápidas, de patamar mas também descidas loucas.

- Ao km21 atingimos o primeiro dos 4 castelos - Castelo de Alegrete. É uma pequena mas imponente construção militar, bem tratado e com uma vista muito bonita.


- A maioria dos grupos participantes aproveitou para entrar. Os que não o fizeram foi em parte porque nem se aperceberam do caminho que levava ao interior do Castelo. Aqui tivemos a percepção da quantidade de participantes no evento, pois terá sido, além da partida, o local onde naturalmente se juntaram mais equipas.


- "Foto de família" do nosso trio de participantes à entrada do Castelo de Alegrete. Conforme o significado da palavra equipa "...conjunto ou grupo de indivíduos aplicados na realização de uma mesma tarefa ou trabalho.", seguimos sempre juntos até final, valendo-nos um momento geral de forma física abaixo do normal, à excepção do Samuel Nabiça que tem feito mais treinos (casa/trabalho/casa), permitindo-nos seguir com um andamento descontraído... mas não demasiado!


- A maior dificuldade física do dia esperava-nos adiante, na transposição da Serra de São Mamede cuja altitude máxima é de 1.025mt., local esse assinalado com um marco geodésico e junto ao qual passámos. Uma passagem dura mas de beleza ímpar! É verdadeiramente arrebatador subir por entre a floresta de pinheiros até ao ponto mais alto e às torres eólicas ali existentes.




- Após a subida, veio obrigatoriamente a descida. O tempo estava bastante frio, mas sem vento. Nem a subida de 12km de extensão até ao alto de São Mamede foi suficiente para esquecermos o frio que se fazia sentir lá no alto. Caíram uns pingos de chuva, havia alguma névoa no ar, o que não permitia uma clara percepção da beleza do local onde nos encontrávamos, mas por outro lado minimizava a dificuldade do trajeto que previa 86km de extensão e mais de 2.300mt de acumulado positivo, conforme registaram os nossos GPS no final.



- Sensivelmente ao km43 passámos junto das margens da Barragem da Apartadura, para mim desconhecida até então... e é disto que eu gosto no btt: conhecer o nosso Portugal! Daqui já se consegue avistar o majestoso e imponente Castelo de Marvão, para além das águas e lá no topo da serra.


- Antes de iniciarmos a duríssima subida até ao Castelo de Marvão, mais uma lição de história a cargo do David Gonçalves. Passámos pela localmente famosa e antiga cidade romana à data designada por Ammaia, atualmente Amaia. Sem dúvidas merece-nos uma visita familiar... num outro dia.


A maioria das equipas, segundo constatámos, decidiram parar para almoçar ou para ingerir sólidos de qualidade nos diversos restaurantes e pastelarias por aqui existentes, pois começava aqui a parte que considerámos mais exigente fisicamente: a tomada do Castelo de Marvão.


- De Amaia à transposição das muralhas de Marvão contabilizámos 4km de pura dureza. Foi sempre, sempre a subir em calçada romana, em ziguezague, por entre sobreiros, até lá acima com uma inclinação de se lhe tirar o chapéu. À medida que ia subindo pensava no trabalho que teria dado construir tal via à época dos romanos e no esforço que homens e animais eram obrigados a empregar para conseguir chegar lá ao alto no dia-a-dia... tempos de dureza, sem dúvida, em que cada homem de então devia ter a força de 5 homens de agora, se equivalências fossem feitas com a atualidade.


- Na subida voltámos a juntar-nos com muitas outras equipas, devido à hora do dia (almoço) e dificuldade da zona. O David e o Samuel descolaram de mim enquanto parei para comer uma banana e trocar a bateria da GoPro. Quando voltei a arrancar, escassos minutos depois, seguiam pequenos grupos de participantes trepando a rija estrada romana. Foi preciso determinação e ritmo certo para chegar ao topo... largos minutos de sofrimento para concretizar um feito perfeito: o Castelo de Marvão.  


- O Sam (Samuel Nabiça) "partiu o motor" a meio da subida e lá esperou por mim para tirar umas fotos. Já o David, só o voltei a ver lá no topo! Esta é sem dúvidas um excelente local de treino para quem vive aqui perto. Fez-me lembrar a subida ao Castelo de Monsaraz, mas com tripla dificuldade  devido ao pavimento e inclinação.




- "Foto de família" entre amigos da equipa Trilhos Sem Fim. Da esquerda para a direita: Samuel Nabiça, Paula Pita, Leonel Cordeiro, João Valério e David Gonçalves. 


- Depois do almoço (que não tomámos), pois decidimos relaxar só no fim, seguiram-se alguns quilómetros de descida por adrenalínicos single tracks de rocha e pedra com uma valente inclinação onde só alguns se aventuraram a arriscar, sem possibilidade descansar pernas ou braços e exigente a nível de atenção, pois à mínima distração era queda certa.




- Não foi preciso andar muito mais para chegarmos ao terceiro castelo, precisamente em Castelo de Vide, cuja vila adoptou o nome da sua edificação. Uma passagem rápida quando finalmente o sol parecia ter decidido fazer companhia aos convivas deste bonito evento.


- Quando parecia que todas as dificuldades já haviam sido ultrapassadas, eis que à saída de Castelo de Vide se impunha uma derradeira subida, por sinal a última digna do nome até à chegada a Portalegre: mais uma subida em calçada romana sobre uma majestosa cordilheira montanhosa, a que seguiu uma descida por igual piso. Já deitávamos calçadas romanas pelos olhos... estes gajos da Organização sabem como agradar aos seus convidados!... eh eh.

- A apenas 800 metros do último castelo, o de Portalegre, já na cidade capital de distrito do Alto Alentejo, a minha corrente decidiu partir. O David e o Samuel ainda "picaram": "-... vais até final a pé. É perto!". Retorqui: "- Daqui ninguém sai até que isto esteja arranjado. É para acabar montado na bicicleta!". E assim foi. Perdemos uns 10 minutos mas fez-se. A partir dali foi um instante até ao Castelo. Demorámos cerca de 7h15m e ficámos com uma peitaça pelo um treino tão exigente. Depois disso lá nos desenrascámos com uma banhoca nas instalações do Comando Distrital da P.S.P., a que se seguiu um almoço às 17h00 no restaurante ali ao lado. Menu: frango assado com legumes acompanhado da boa pinga de região. Um dia memorável! Parabéns aos elementos da Organização pela iniciativa e esperamos estar presentes no próximo ano.

No final o GPS marcava um pouco acima dos 86km e um pouco mais de 2.300 metros de acumulado positivo, percurso que o nosso grupo realizou em sensivelmente 07h15m.

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS
Carlos Pinto
Bruno Barbas
Zona 55 Bike Team

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Bruno Barbas, Carlos Pinto, José Gonçalves, Leonel Cordeiro, Samuel Nabiça.
Vídeo: Zona 55