quinta-feira, 15 de março de 2012

Entrevista: Jorge Baeta ("patrão" da JORBI)

Jorge Baeta com o modelo Race Plus Carbon, topo de gama BTT 2012 da marca JORBI .
Imagem: Aquapólis (norte) - Barreiras do Tejo (Abrantes)
Edição de imagem e fotos: João Valério

- Reportagem Exclusiva à Zona 55 -

     A JORBI é uma marca de bicicletas portuguesa, oficialmente fundada em 2010, cuja fábrica está sediada em Abrantes e que deve a sua criação à perseverança do seu fundador, Jorge Baeta e restante equipa que o acompanha.

     Conforme já o fizemos anteriormente e de acordo com as nossas estatísticas aqui no blogue, trazemos-lhes mais novidades da JORBI. Desta vez resolvemos voltar a entrevistar o Jorge Baeta, que fez um balanço actual da JORBI.

A JORBI no mercado
João Valério: Qual o balanço que fazes destes 2 anos de existência/produção da JORBI? Foram os objetivos alcançados?
Jorge Baeta: Bastante positivo, apesar da enorme recessão económica que estamos a atravessar, os objectivos foram alcançados. 

J.V.: Qual o feedback que tens tido do mercado relativamente à qualidade e fiabilidade dos quadros JORBI? Tem a JORBI conseguido fidelizar clientes?
J.B.: O feedback é bastante positivo. Sim, apesar da curta existência e da crise que atravessamos temos conseguido fidelizar clientes.

J.V.: Tens informação do total de unidades JORBI vendidas e de qual a região do país onde mais se vendem?
J.B.: Até ao momento vendemos cerca de 1500 artigos JORBI, que compreende toda a gama da marca, com principal destaque para quadros e bicicletas completas. Vendemos um pouco por todo o país, além desta zona onde nos encontramos sediados, destaco também o Algarve e o Litoral Norte.

J.V.: Neste momento, a JORBI já pode ser encontrada à venda em qualquer ponto do país?
J.B.: Sim. Para se inteirarem dos Agentes Autorizados, basta acederem ao nosso site (www.jorbi-bikes.com).

J.V.: Há alguma região ou distrito onde pensas apostar mais fortemente para breve? De que forma?
J.B.: A zona de Lisboa. Quanto à forma ainda estamos a estudá-la.

J.V.: Actualmente, qual é o produto mais procurado da marca JORBI?
J.B.: As bicicletas de estrada. Mais concretamente a gama de entrada de alumínio.

J.V.: Quais os produtos e áreas de utilização abrangidas actualmente pela JORBI?
J.B.: Fabricamos bicicletas para usos em diversas utilizações, a saber: estrada regular, estrada contra relógio, pista, ciclocross e BTT. A nível de acessórios, já temos uma pequena gama de acessórios, onde destaco as rodas, travões, pedais e fechos rápidos para as bicicletas de estrada, bem como, outros acessórios de utilização mista como sejam os bidons, grades de bidon, selins e drop out's.

Gama 2012
J.V.: Quais as principais novidades na gama 2012, nas diversas vertentes da marca? 
J.B.: Na vertente estrada lançámos na alta gama o quadro Supreme, que se destaca pelo seu peso de 790 gramas, a ser utilizado esta época pelos trepadores da equipa do Clube de Ciclismo de Tavira, bem como a introdução do quadro Ultimax, a ser utilizado pelos restantes elementos desta equipa e das restantes equipas que a JORBI apoia. Introduzimos também o novo quadro de pista em carbono e o de ciclocross, abrangendo deste modo todas as áreas do ciclismo. O modelo Racing Carbon foi substituído pelo Evolution.
Na vertente BTT, lançámos os novos quadros Race Plus Carbon com 990 gramas rígidos, o Race Plus Carbon FS de suspensão total em carbono e introduzimos 2 modelos roda 29” rígidos, com quadro em alumínio. 

A JORBI na área competitiva
J.V.: Relativamente a projectos na área competitiva onde a JORBI está directamente envolvida, de uma maneira geral, quais os que consideras terem sido mais interessantes, não só para a divulgação da marca, mas também para testar a sua fiabilidade?
J.B.: A nível de notoriedade e evolução, sem dúvidas a equipa do Tavira Prio (estrada) e a Jorbi Test Team (BTT). A competição é por excelência o maior “laboratório” para desenvolvimento de qualquer produto deste género.

J.V.: Quais as equipas e projectos que estão atualmente a ser apoiadas pela JORBI?
J.B.: Na vertente estrada, continuaremos a apoiar como até aqui o Tavira Prio, o Louletano, o Mortágua e o Cartaxo. Na vertente BTT mantemos a equipa da marca, Jorbi Test Team. Já em relação a projectos pessoais, apoiaremos o Ricardo Marinheiro (BTT), o Sérgio Silva (duatlo) e alguns outros nomes ainda não confirmados.

J.V.: Já que referiste a Jorbi Test Team, para quem não sabe ou desconhece, esta equipa foi criada inicialmente com o lançamento da marca. Este projecto obteve até ao momento os resultados esperados? 
J.B.: De certa forma sim, uma vez que estamos a falar de uma equipa amadora que tem como base os atletas que estavam no Team Baeta. A nível competitivo, temos conseguido ter atletas na categoria principal (elites) constantemente no pódio e esperamos que em breve possamos ter o primeiro título nesta vertente (BTT).

J.V.: Quais os objectivos que tens actualmente para a Jorbi Test Team, na próxima época? Passam alguns deles por participações além-fronteiras?
J.B.: Depende muito dos apoios que conseguirmos, mas não estão colocadas de parte participações em Espanha.

O futuro da JORBI e novos projectos
J.V.: Uma das tuas mais recentes apostas é a produção de rodas para equipar bicicletas de estrada. Podes esclarecer como surgiu a ideia e qual está a ser a recepção do mercado?
J.B.: Surgiu derivado à necessidade de equiparmos as nossas bicicletas com materiais de melhor qualidade cujo preço final fosse mais competitivo e simultaneamente tentando fazer um produto de alta qualidade sem recorrer a outros fabricantes.

J.V.: Além dos quadros e das rodas, tens intenção em apostar noutros segmentos de acessórios para bicicletas? 
J.B.: Além dos que já falámos anteriormente, estamos igualmente a produzir acessórios para rodas, travões, pedais, forquetas e drop out's essencialmente para o segmento estrada e também selins, bidons e grades de bidon de utilização mista, além de outros pequenos acessórios.

J.V.: A JORBI já se encontra disponível para venda além-fronteiras? 
J.B.: Atualmente ainda não. Estamos a ponderar apostar em Espanha, Brasil e talvez Angola.

J.V.: Continua a JORBI a trabalhar com a “prata da casa” na produção dos seus produtos?
J.B.: Sim, e tal se pretende face à actual época de contenção de custos.

J.V.: Queres aproveitar para listar os nomes dos colaboradores/responsáveis pelas diversas áreas de produção?
J.B.: Concerteza. Na área de design de quadros sou eu mesmo, Jorge Baeta. O design gráfico está a cargo do Pedro Ruivo. A pintura é repartida pelo Artur Vieira e pelo Sérgio Ramos. A montagem e o embalamento é da responsabilidade do José Aparício e do Sérgio Campos.

J.V.



domingo, 11 de março de 2012

Participação da equipa (Gavião)

Link da Organização aqui.
Representação da equipa Zona 55 Bike Team a cargo de:
35km - Pedro Silva
65km - João Valério e Filipe Rodrigues

Cerca de 180 bêtetistas deslocaram-se ao Gavião, vila-concelho do distrito de Portalegre, para participarem no 1.º evento BTT organizado pelo BTT Clube Gavionense.

O secretariado da prova esteve colocado no edifício do Município, a funcionar perfeita e rapidamente.

Entre os participantes até encontrámos alguém que levou bicicleta com motor auxiliar... um alentejano genuíno sem dúvida, já a pensar no cansativo regresso. Valha-nos neste desporto a livre utilização de doping e tudo o que pudermos para chegarmos menos cansados à meta e pelo meio ultrapassarmos todos aqueles que pedalam por simples prazer e contacto com a natureza.

Entre a multidão muitas caras e grupos conhecidos neste meio, mas notámos a franca solidariedade para com o BTT Clube Gavionense de diversos grupos btt alentejanos, que se fizeram notar em grande número.




 Marco Lopes (Os Mouriscos) à conversa com João Valério (Zona 55), que apesar de ter saído do trabalho às 07H00, alinhou ainda assim nos 65km com uma direta de sono.

 O Pedro Silva tinha inicialmente optado por participar na prova de 65km, mas não se achou fisicamente preparado para tal, tendo optado pelos 35km. 

O início do percurso, comum, foi motivo de redobrada atenção, devido ao pelotão ainda se encontrar muito compacto no decorrer dos primeiros kms por trilhos algo estreitos, técnicos e muito rápidos, mas apesar disso não tivemos notícia de terem havido quedas ou outros tipos de problemas. 

 Tufo na passagem pela herdade da Fonte dos Garfos, que deu o subtítulo a este evento.


Pedro Silva em velocidade cruzeiro. 

Ainda antes da separação de ambos os percursos, após os quilómetros iniciais onde encontrámos paisagens e trilhos fantásticos, a transpor um túnel sob a EN118.



Ao afastar-nos da vila de Gavião, começámos a encontrar grandes estradões em patamar, cuja única dificuldade encontrada era alguma regularidade no aparecimento de zonas de areia.


Na nossa opinião, os percursos estiveram excelentemente bem marcados, com diversas e enormes placas de sinalização, não causando o terreno grandes dificuldades de progressão aos atletas.




 Pelo caminho encontrámos diverso pessoal do staff que se encontravam devidamente informados face às questões que os atletas iam colocando. 



As zonas de abastecimento, além da simpatia dos elementos da Organização, tinham os artigos necessários face à necessidade dos participantes. 


Mais um evento com a colaboração e presença de elementos da Lancar, cujos lubrificantes deram um jeitão, pois as transmissões impregnadas de pó já pediam atenção.  

O Pedro Silva a mostrar a sua bike junto a uma seta sinalizadora tendo como pano de fundo a vila de Gavião lá no alto. 


 O vencedor dos 65km no ataque final a cerca de 1km da meta.


Tufo na última subida antes de cruzar a meta. 

 Pedro na última curva antes de terminar a sua prova, no Largo do Município.

 Tufo a terminar o percurso dos 65km.


Filipe a chegar também ele à zona de meta. 

Na foto: João Valério, Carlos Cabedal e Pedro Silva. 

Grande plano do recinto onde nos foi servido o almoço. 

Também para o almoço encontrámos fila curta. Foi chegar e andar! 

O nosso prémio! 


Fomos dos últimos a abandonar a sala... mas ficámos com a barriguinha satisfeita. 


Os troféus para os vencedores do dia.

Tiago Lavadelas a receber o troféu de vencedor da prova maior.

Classificação Parcial 35km:
01.º - 01H22'50" - José Peixoto (Team Ciclo-Trilhos Dieselegre)
02.º - 01H29'05" - César Estrela (BTT Assumar/Muachos)
03.º - 01H29'39" - André Barata (Centro Vicentino da Serra BTT Team)
50.º - 02H22'42" - Pedro Silva (Zona 55 Bike Team)
94.º - 03H14'54" - Último
Listagem da Classificação Geral da Meia Maratona aqui.

Classificação Parcial 65km:
01.º - 02H33'45" - Tiago Lavadelas (BTT Assumar/Muachos)
02.º - 02H33'58" - Pedro Casqueiro (Individual)
03.º - 02H34'27" - Pedro Lacão (Centro Vincentino da Serra BTT Team
47.º - 03H30'56" - João Valério (Zona 55 Bike Team)
51.º - 03H40'37"- Filipe Rodrigues (Zona 55 Bike Team)
84.º - 04H56'29" - Último
Listagem da Classificação Geral da Maratona aqui.


Créditos à reportagem:
Texto: João Valério
Fotos: Zona 55 Bike Team, ABTFoto, Armando Chamusco, Photo Shot.
Tracks: Organização
Video: Clube BTT Zona 55 Outdoor Films

domingo, 4 de março de 2012

Participação da equipa (Rio Maior)

Link da Organização aqui.
Representação a cargo de:
70km - João Guerra

 A chegada ao local já praticamente em cima da hora, não deu tempo ao nosso atleta de fazer o habitual aquecimento.

 O João Guerra deslocou-se a esta maratona na companhia do Pedro Lourenço, com o qual travaria uma luta interessante até final da prova.


Alguém quis desorientar o nosso atleta no inicio da maratona, escondendo a GoPro, mas depressa se arrependeu.
 A esta cidade deslocaram-se cerca de 400 Bttistas, mas apenas ¼ estava com vontade de subir às antenas da Serra dos Candeeiros, que mais tarde nos iria brindar com magníficos trilhos e paisagens de cortar a respiração. 


 A partida fez-se praticamente à hora prevista e a grande velocidade, sendo os primeiros 4 ou 5 kms em alcatrão, o que fez com que o JG colasse ao pelotão da frente e poupasse nesta fase inicial algumas energias.

 Já na entrada para a terra, as habituais dificuldades do nosso atleta começaram a aparecer e por alguns minutos, foi só vê-los a passar!

 E é claro o Pedro Lourenço que tinha saído mais nas calmas, depressa apanhou e ultrapassou o Joneuore.





Para comemorar a ultrapassagem o Pedro executou um espectacular cavalinho...

...com aterragem atribulada, que deixou alguns atletas de boca aberta (certamente a pensarem: Mas como é que este bacano não caiu?).


 O João seguia logo atrás a tentar encontrar o seu ritmo num terreno muito bom para rolar, onde as marcações e assistência dada pela organização estava muito boa, aliás foi uma constante ao longo de toda a maratona.


As dificuldades da serra começavam agora e com elas os espectaculares singles mais técnicos e com paisagens de cortar a respiração.


Depois da subida às antenas da Serra dos Candeeiros e com o nosso atleta já recuperado do desgaste inicial, o encontro com o Pedro deu-se novamente e durante alguns kms os dois Bttistas trocaram de posição diversas vezes entre si.

Aqui o Pedro a controlar o João, que numa curva muito apertada, quase ía ao tapete.
No último posto de controlo, o Pedro com problemas no contador do cronómetro, que teimava em meter-se entre os raios da roda da frente, deixou o Joneuore ganhar alguma vantagem. 


A chegada do nosso atleta numa das Avenidas mais movimentadas da cidade  junto ao Jardim, onde vários entusiastas da modalidade e familiares dos Bttistas, aguardavam ansiosamente os seus heróis!


  A confirmação da foto da chegada do Joneuore.

 O Pedro chegava pouco tempo depois e a brindar esta excelente organização e apreciadores da modalidade com mais um bonito cavalinho.

No almoço não estivemos presentes mas pelo que sei, estava tudo muito bom e a festa terá continuado pela tarde dentro. 

O balanço final é positivo (Nota: 8/10), desde o terreno que se encontrava muito bom para a prática da modalidade, até aos espectaculares singles no meio da serra (pena foi que começou a chover quando comecei a descer o single das antenas que tinha alguma pedra e tornou-se um pouco escorregadio, mas nada de mais), as paisagens eram de cortar a respiração em alguns locais, não senti grandes dificuldades para efectuar estes 70 kms nesta bela serra, todo o percurso estava muito bem marcado, o staff foi 5 *, o público também, sobretudo já na cidade, quanto aos abastecimentos, eu praticamente não precisei, mas pelos que passei não vi ninguém a queixar-se. Por isso é assim,

EU GOSTEI, E PARA O ANO PODEM CONTAR COMIGO NOVAMENTE! 

Classificações (parciais) 70km:
01º - Hugo "Espigão" Carvalho (CCAPP/Superbikes) - 02:37:48
02.º - Marco Sousa (KTM Team Benebike) - 02:40:39
03.º - Ivo Santos (Prototype Factory Team) - 02:43:20
46º   João Guerra (Zona 55 Bike Team) - 3:45:48
83º   Último - 5:13:14

Classificações gerais: aqui

Créditos à Reportagem
Textos: João Guerra
Fotos: Zona 55 Bike Team e Organização
Vídeo: Clube BTT Zona 55