domingo, 6 de novembro de 2016

Participação da equipa (Almagreira)

Representação a cargo de:
45km (distância única) - David Gonçalves, João Guerra, João Valério, José Silva, Pedro Lourenço, Rui Almeida, Vítor Guerra.

E foi precisamente em Almagreira e em Novembro, que em 2016 batemos o recorde de maior número de participantes do Clube de BTT Zona 55, com 7 participantes, em participações em eventos com organização a cargo de outros que não nós, pois a nível geral o nosso recorde de participantes deste ano foi na 5.ª edição da Rota dos Castelos, em que participámos com 9 elementos.

Apesar do nosso pessoal viajar de locais (cidades) diferentes, chegámos todos a Almagreira (Pombal)  a faltar cerca de 1 hora para a hora de partida, espaçados por escassos minutos e em pequenos grupos. Apesar de haver muita gente a levantar dorsais, a boa organização do Secretariado da Prova funcionou rápida e eficientemente.

Depois de estacionados os nossos carros, só houve tempo para um pequeno aquecimento, o qual foi feito até à manga de partida, pois o pelotão era enorme e não queríamos ficar demasiadamente para trás. O João Guerra ficou lá mais na frente, depois o restante grupo e, sozinho quase na cauda do pelotão, ficou o David Gonçalves. Quanto a mim, que tinha ido buscar a Cannondale à oficina no dia anterior, tarde me apercebi de que tinha a cassete mal apertada, mas teria de ir assim mesmo.

Os cerca de 480 participantes na distância única, perfilavam-se ao longo da rua principal de Almagreira, onde os primeiros aguardaram a partida por mais de 60 minutos, só para terem a oportunidade de poderem partir na dianteira de tão gigantesco exército de bttistas.

Apesar de ter chovido bastante nos dias que antecederam este evento, a realidade foi que o dia amanheceu solarengo, apesar de frio e previa-se uma fabulosa manhã de btt organizado pela Horizonte - Associação Juvenil, cuja reputação já está bem lá no alto a nível de percursos btt.

Os primeiros quilómetros foram de uma loucura total, cada um a tentar colocar-se o mais à frente possível com o objetivo de chegar à terra batida e aos primeiros singles na cabeça do pelotão, por forma a evitar os normais atrasados provocados pelo ajuntamento de participantes.


O José Silva foi o elemento da equipa mais rápido a chegar à terra batida, imediatamente a seguir ao João Guerra, que foi logo ali "descarregado", restando-lhe aguentar o maior tempo possível a posição de 2.º classificado entre os atletas da Zona 55 presentes.


Eu seguia um pouco mais atrás, a ver os 2 outros lá ao fundo entre o revolto pelotão. A intenção era aguentar-me também o maior tempo possível entre os nossos elementos, mas poucos metros atrás de mim seguiam os restantes 4 elementos.




O Vítor Guerra não estava nos seus melhores dias, mas tentava não largar o Rui Almeida, que seguia imediatamente à sua frente.


O David Gonçalves, por se ter atrasado a chegar à linha de partida, seguia lá bem atrás e tinha muita gente que ultrapassar até conseguir chegar ao elemento que seguia à sua frente, o Pedro Lourenço.



Na passagem pelo primeiro posto de controlo já diversos dos nossos elementos haviam trocado de posição entre si. O Pedro Loureço havia subido à terceira posição e o David Gonçalves havia subido à 5.º posição.


As zonas de abastecimento tinham um pouco de tudo, estiveram bem localizadas e tinham staff muito simpático e disposto a ajudarem no que fosse preciso.


Apesar de quase não ser preciso, devido às dezenas de rastos de pneus de btt no chão, as indicações de qual a direção a seguir estiveram excelentemente bem colocadas, com fitas e placas sinalizadoras, além de pó de pedra que já havia desaparecido quase todo devido às últimas chuvadas.


O percurso foi bastante rápido e à mínima paragem eramos imediatamente ultrapassados por dezenas de atletas, por isso era extremamente importante evitar avarias, furos, quedas e enganos. Eu lá seguia a torcer para que a cassete se aguentasse até final da prova, o que felizmente viria a suceder.


O David Gonçalves voltou aos tempos idos e celebrou a sua participação com 3 aparatosas quedas, nenhuma delas grave nem provocado avarias mecânicas, mas que o atrasaram alguns minutos.


Ao km11 atingimos o primeiro single, onde todos os elementos da equipa foram forçados a para na longa fila do pelotão, à exceção do José Silva que, beneficiando rolar na frente da corrida, passou sem dificuldade e ao ritmo que quis por ali, sem ninguém a atrapalhá-lo.



Na segunda zona de abastecimento estavam os sempre tão apetecidos e apetitosos pastéis de nata, onde só não parou quem tinha intenções em arrecadar um dos diversos prémios monetários reservados aos primeiros classificados de cada escalão.



Já após meio percurso resolvido, deu-se a volta de regresso a Almagreira, mas eram raros os momentos em que seguíamos ser ver vivalma, devida à enorme quantidade de atletas em prova, ainda por cima numa distância única.


Já a queimar os últimos cartuchos e na cavalgada final até à meta, enquanto uns já padeciam de dores musculares e fadiga, outros ainda tinham pujança para mais um sprint final. Entre os nossos elementos ainda voltaram a acontecer algumas trocas de posições, mas o pessoal não desistia de obter a melhor classificação possível, mais acesamente entre os próprios colegas de equipa.

No final acabámos todos a prova, com tempos excelentes, sendo que o nosso primeiro representante a chegar - José Silva - chegou com apenas 30 minutos sobre o nosso 7.º elemento - Vítor Guerra, encontrando-se todos os restantes separados em média por 1 a 2 minutos entre si, ainda assim, nenhum de nós consegui subir ao pódio em nenhum dos escalões.


Terminámos a nossa participação com um almoço de alto gabarito, onde nada faltou, nem a boa disposição, onde aproveitámos para confraternizar. Esperamos que em 2017 possamos estar novamente presentes em grande número neste espetacular e bem organizado evento btt.

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS

001.º - 01:56:23 - Ismael Graça (Nutrimania Sports Nutrition)
002.º - 01:56:24 - Emanuel Rodrigues (Cycling Team Mortágua/Anicolor)
003.º - 01:59:00 - Guilherme Mota (Marrazes/Gui/Brejinho/Bike Zone Leiria)
050.º - 02:19:59 - José Silva (Clube de BTT Zona 55)
106.º - 02:31:00 - Pedro Lourenço (Clube de BTT Zona 55)
142.º - 02:38:45 - David Gonçalves (Clube de BTT Zona 55)
153.º - 02:39:19 - João Guerra (Clube de BTT Zona 55)
177.º - 02:44:09 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
189.º - 02:48:13 - Rui Almeida (Clube de BTT Zona 55)
192.º - 02:49:12 - Vítor Guerra (Clube de BTT Zona 55)
454.º - 04:40:38 - Último

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Paulo Ministro, João Valério, Fátima Gonçalves, Rui Almeida

domingo, 30 de outubro de 2016

Participação da equipa (Abrantes)

Representação a cargo de:
25km (distância única) - João Valério, Samuel Nabiça

A concentração da edição de 2016 da Rota da Palha, novamente com organização a cargo da equipa Branquinhos do Pedal, foi novamente junto do edifício do Mercado Criativo (ex-mercado diário), para um passeio descontraído (talvez demasiado...) de 25km de extensão, mas nem por isso fácil para os petizes, pois o percurso apresentou-se com alguma dificuldade física e técnica.

Por esquecimento, nem tirámos foto do nosso trio (grupo) ainda antes do passeio comecar, e não foi por falta de tempo, pois a partida atrasou bastante tempo, daí que fica aqui uma foto, no mínimo estranha e/ou original, do nosso Samuel Nabiça... ou deverei antes dizer Musgo. O azarado do Samuel foi obrigado a desistir logo ao km5 quando o pneu da frente não parava de vazar e sem hipótese de reparação. E por falar em azares, o nosso terceiro elemento convidado, Rogério Coelho, também aterrou da bicicleta ainda ao km3... mas sem gravidade, apesar de me ter feito uns buracos novos no equipamento que lhe emprestei.


Lamentavelmente este ano, por esquecimento de máquina fotográfica, não me foi possível tirar mais fotos do aquelas que captei na zona de abastecimento, o que causa o (péssimo) efeito de parecer ter sido só comes e bebes... foi quase isso.
 
E de novo foto no reforço alimentar... que foi longo, preparado pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Casais de Revelhos e localizado exatamente na povoação de Casais de Revelhos, acompanhado pelo Rogério Coelho que me fez companhia no decorrer da manhã.

O passeio teve este ano a presença de 126 participantes e desenrolou-se nas proximidades da cidade de Abrantes, integrado na 15.ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional, cujo nome do evento foi inspirado no tradicional e famoso doce local, a Palha de Abrantes (feito de fios de ovos).


Zona de abastecimento

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: João Valério. Pedro David Fotografia
Vídeo: Pedro David Fotografia

domingo, 23 de outubro de 2016

Participação da equipa (Mação)

Representação a cargo de:
60km - João Valério

Por mim considerada a melhor região do Ribatejo para a prática de btt, rumei ao Mação - Capital do Presunto - para a 3.ª Maratona D'Arrota a Presunto! Comecei mal o dia, pois o despertador não tocou e acordei quando faltavam apenas 30 minutos para começar a prova, sendo que eu moro a 30km dali. Foi beber 1 copo de sumo, comer um bolo, meter umas saquetas de mel no bolso do jersey e, à pressa, carregar o saco de roupa informal e material para o banho pós-prova, previamente preparados na noite anterior, para de seguida acelerar o carro até ao Mação. 

Por sorte encontrei um lugar de estacionamento a 20 metros da zona de partida. Levantei o kit de inscrição a correr e, lucrando com um atraso de 5 minutos na partida, tive algum tempo extra para me preparar para me juntar ao pelotão, o que não consegui, pois o pelotão partiu todo sem mim e só um par de minutos depois estava pronto para arrancar, sozinho e já sem a azáfama inicial.

Ainda ponderei em fazer apenas a distância pequena, mas como não gosto de infringir as minhas próprias regras, segui sem pensar mais para a Maratona. Os primeiros seiscentos metros segui sozinho e sem marcações, porém com as indicações recebidas à pressa pela Organização quanto ao caminho certo a tomar. Precisamente na transição do asfalto para a terra batida comecei a ver as motos que fechavam a prova e, logo a seguir a eles, os últimos concorrentes. A um ritmo elevado comecei desde logo a ultrapassar participantes para recuperar todo o tempo perdido.

Já com diversos concorrentes ultrapassados e após uma descida bem técnica e rápida, o percurso começou a subir de forma surpreendente. As forças e energia inicial rapidamente se esgotaram,, principalmente pela falta de alimento ingerida no pequeno-almoço inexistente. Tive de ir gerindo o ritmo e adequar o melhor possível a energia, parando em todos as zonas de abastecimentos para comer fruta, bolos e tudo o que me pudesse fornecer energia, pois o percurso estava exigente.

Aproveitando a coexistência do percurso comum a ambas as distâncias na maior parte do traçado, ia-me sentido mais pujante de cada vez que me cruzava com os atletas participantes na Meia Maratona, pois o meu ritmo era mais elevado, o que dava maior força psicológica para ir continuando rumo à meta, zelando para não cometer erros que levassem a uma avaria mecânica, pois o terreno estava bastante molhado, enlameado e perigoso, fruto dos últimos dias de chuva intensa que assolara a região porém, a manhã estava até ao momento sem chuva. 

Com poucos atletas no horizonte, ia-me valente a força anímica transmitida pela Sara Lopes (AC BTT Fôjo), com a qual me ia revezando uma e outra vez, ora passando um, ora passando outra, sempre a puxar um pelo outro e incentivando com palavras de ânimo.  

Esta foi a primeira vez que participei nesta maratona com o título atualmente em vigor há 3 anos, mas já por mim conhecida de outras edições com outras designações, pelo que é sempre para mim um prazer e uma animação poder vir testar os percursos agora com organização a cargo dos amigos da equipa São Miguel Bike, que nunca decepcionam ninguém.


As paisagens foram sempre de excelência, com trilhos de montanha bastante desafiadores e desafiantes, singles e drops adrenalínicos, retões e descidas de cortar o fôlego, passagens e pontes originais e, acima de tudo, gente simpática ao longo de todo o percurso.

Como pontos negativos tenho a apontar as zonas de abastecimento terem-se apresentadas um pouco mal localizadas face à extensão do percurso - apesar de bem apetrechadas. De igual modo, a inexistência de picagens/controlos de passagem em pontos-chave, também foi uma situação a melhorar numa próxima edição. 

O percurso foi todo ele bastante interessante, com muitas zonas distintas e com passagens pelas zonas e locais mais pitorescos e dignos de visita nos arredores de Mação, como sejam aldeias, praias fluviais, ribeiras, etc... Foi bonito de se ver o enorme trabalho realizado pela Organização na abertura e limpeza de muitas centenas de metros de caminhos, construção de pontes em madeira e sinalização do percurso. Foi de lamentar não haver mais pessoal do staff ao longo dos percursos a captar fotos.

No final, os banhos foram disponibilizados na Escola existente próximo à meta onde se encontrava apenas uma mangueira ligada a uma torneira que por não ter máquina de pressão, não permitia limpar a fundo tanta lama que havíamos trazido dos imensos pinhais. A zona preparada para servir o almoço esteve ao rubro, muito animada e onde não faltou comida, nem bebida.

Antes e após o almoço, estiveram disponíveis mesas apetrechadas com o "petisco" da região, que é o presunto que deu nome ao evento, a que a maioria dos convivas não conseguiu resistir.

Os primeiros classificados têm nesta competição o seu esforço recompensado com a oferta de presuntos. No meu caso, não me calhou nada, mas fiquei feliz de ter conseguido chegar ao fim sem problemas, apesar do início atribulado. Convido todos a estarem presentes na próxima edição desta fabulosa maratona, sejam de perto ou de longe, vale muito a pena fazer 200 ou 300km para se participar neste evento e, garanto que ficarão surpreendidos pelas paisagens e percursos apresentados. Esta é sem dúvidas uma região que tem muito para oferecer e crescer a nível de eventos btt, pena é não ter mais imagens para com elas mais facilmente vos poder convencer. Até 2017! 

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS

Track da 3.ª Maratona D'Arrota a Presunto
» Percurso Maratona
» Percurso Meia Maratona


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Carlos Marques, Miguel Ramos Fotografia, João Valério
Vídeo: Modo Vision

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