domingo, 26 de fevereiro de 2017

Participação da equipa (Romeira)

Representação a cargo de:
35km - Vítor Guerra
60km - João Guerra, João Valério

Fui o primeiro da equipa a chegar à pequena povoação de Romeira, a escassas quilómetros da cidade distrito de Santarém, pelas 08:15, onde havia espaço suficiente para estacionar. Os irmãos Guerra foram de casa de bicicleta, numa curta viagem de 5km, para aquecerem os músculos. Levantei os dorsais e esperei pouco pela chegada dos meus companheiros de equipa. 

Levantei os nossos dorsais calmamente e sem filas. Ali ao lado estava a mesa posta, com uma simpática miscelânea de doces, frutas, sumos e águas, mas não me senti tentado, antes pelo contrário, tive de recorrer aos lavabos para largar lastro.

O dia estava espetacularmente solarengo, um pouco fresco, mas suportável. O terreno ansiava pelas nossas rodas. Apesar de  me ter custado a levantar de manhã para guiar 75km até aqui, senti-me feliz e satisfeito por ter aceite o convite do João Guerra para participar, ao invés de ter ficado na cama a ganhar rugas. 

A entrada para a manga única de distâncias realizou-se calmamente para os cerca de 150 participantes inscritos ali presentes neste que foi o primeiro evento organizado pela equipa da Ofimoto/Rvirtual. As expetativas eram muitas, pois nas imediações há muitos trilhos dignos desse nome e apropriados para a prática de btt.


O João Guerra, como é seu hábito, colocou-se junto à cabeça do pelotão, tendo saído no grupo da frente e desde logo a dar tudo o que tinha para dar. 


 Eu e o Vítor arrancámos a cerca de meio pelotão e em ritmo descontraído, apesar de irmos para distâncias com extensões diferentes. 


Surpreendentemente, os atletas na cabeça do pelotão pareciam travar um andamento desenfreado logo à saída da partida, mesmo apesar de não haver carro ou moto na sua frente, o que levou a que o pelotão total se mantivesse unido inicialmente durante algum tempo, dando tempo para um aquecimento ligeiro, pois percorremos algumas centenas de metros em asfalto até nos enfiarmos no mato.

 O João Guerra, que para ele esta zona é o seu quintal de treinos, levou a sua audácia longe demais logo ao km17, onde numa descida acentuada perdeu o controlo da sua Bergamont, tendo vindo a cair e sendo recolhido do local por se apresentar com dores e sem condições físicas que o permitissem continuar em prova.

Ainda não tinham passado 10km e lá começaram os problemas... pois as fitas sinalizadoras de percurso escolhidas eram pretas e amarelas, fazendo-as passar despercebidas, além de se encontrarem mal colocadas também se agarravam à vegetação e arvoredo e outras ainda desprendiam-se e rolavam pelo chão. As marcações no solo, em pó de pedra, especialmente setas, também não abundavam e o mesmo sucedia com as setas em madeira.


Após cerca de 4km enganados, num pelotão de cerca de 15 participantes, onde seguia o Vítor Guerra, eu, a que se sagraria vencedora feminina dos 60km e mais uns quantos rapazes, lá conseguimos voltar ao percurso correto, mas já com acumulado positivo extra e bastantes minutos perdidos para os restantes competidores, numa altura em que o percurso ainda era comum a ambas as distâncias.


Apesar de ter encontrado bastantes trilhos fabulosos e ter visto algum trabalho de limpeza que deverá ter dado bastante que fazer à Organização, o certo é que fomos brindados com demasiados quilómetros em asfalto, atrevendo-me a arriscar mais de 20km percorridos em alcatrão. Parafraseando um participante que a páginas tantas seguia junto de mim: "Se eu soubesse tinha trazido a bicicleta de estrada!".

Depois da separação de percursos e nova união destes, voltámos à zona onde se deu a partida, onde o mini-raid tinha fim e o raid seguia para mais 17km, quase todos eles em asfalto e a rolar entre os 30km/h e os 45km/h. 

Já a escassos quilómetros da meta encaminharam-nos para uma zona-espetáculo, onde me voltei a enganar, seguindo em frente e voltando com 400m não previstos. Relativamente a zonas de abastecimento, vi diversas mas não usei nenhuma, uma vez que fui abastecido de casa.



Já a apenas 100m da meta, voltei-me a enganar por inexistência de quaisquer tipo de marcações, levando-me a percorrer +800m além do percurso regular, tendo assim terminado com uma cabeça do tamanho de um melão, mas feliz com a minha prestação pessoal, face à minha atual condição física.

No fim de contas o João Guerra foi quem ganhou... o metacarpo e o pisiforme da mão esquerda fraturados e 2 meses de baixa, mas por outro lado teve de me pagar o almoço porque estava em jogo qual de nós chegaria em primeiro à meta... a pedalar. Venham dias melhores, porque agora fiquei sem o meu principal concorrente da equipa, para me dar cabo do juízo e me desafiar para a luta no btt.


Percurso da distância maior (Raid 60km)
Realizado com enganos versus Marcado para realizar


ÁLBUM DE FOTOS DA ORGANIZAÇÃO


CLASSIFICAÇÃO GERAL
Classificação Meia Maratona (35km)
01.º - 01:23:30 - Luís Cardoso (Róódinhas/Santos Silva)
02.º - 01:27:52 - António Eloy (Ribabike)
03.º - 01:27:59 - Hélder Costa (Ass. 20km Almeirim/O Forno)
51.º - 02:13:47 - Vítor Guerra (Clube de BTT Zona 55)
111.º - 03:17:19 - Último

Classificação Maratona (60km)
01.º - 02:41:02 - Fábio Pedrosa (Casa Povo Abrunhosa)
02.º - 02:41:04 - Sérgio Gaspar (Bike Box)
03.º - 02:43:37 - Gil Azóia (Róódinhas/Santos Silva)
28.º - 04:11:05 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
35.º - 04:42:09 - Último
DST - João Guerra (Clube de BTT Zona 55)

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Scalabitrilhos, Tiago Carvalhal, Carla Silva, João Valério

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Viajar de bicicleta em autonomia total

Vais fazer uma longa viagem de bicicleta em autonomia total e ainda estás indeciso sobre como deverás transportar todas as coisas que irás necessitar ao longo do caminho? Então lê a reportagem abaixo, baseada na nossa experiência e... tira as tuas próprias conclusões.

Que tralha hei-de levar? Como levar a tralha toda? Para quê tanta tralha? 

Alforges versus Trailer versus Mochila

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ALFORGES
Antes de mais, é absolutamente desaconselhável o uso de alforges em bicicletas de carbono, ou mesmo quadros de alumínio ou titânio que possuam montado um espigão de selim em carbono (substituam por um de alumínio). Isto porque os componentes em carbono têm um limite de resistência inferior ao alumínio, ferro ou titânio. Ora, as oscilações e energia empregues pelo ciclista à bicicleta carregada e as sofridas na própria bicicleta pelo peso adicional, são muito elevadas e acima dos limites ditos considerados normais para uma utilização para a qual os quadros foram fabricados e testados.

As únicas bicicletas que vêm preparadas de fábrica para carregar malas e alforges são as bicicletas de trekking, as quais são (por norma) totalmente construídas em alumínio e testadas para esse objetivo.

Apesar de parecer uma escolha rápida e coerente, entre os alforges existem diversos tipos e modelos, mas antes disso é preciso escolher o porta-alforges, que é por onde irei começar.







Vais utilizar uma bicicleta rígida ou de suspensão total? É que para cada uma delas existem porta-alforges distintos!
A título pessoal e porque já utilizei, para as bicicletas de suspensão total aconselho "El Burro", que é um porta-alforges bastante leve (alumínio), com dupla fixação: a principal fixação é na chaveta - especial (vem no kit) - da roda traseira, mas simultâneamente fixado ao espigão de selim. Este último com a versatilidade de acompanhar todos os movimentos oscilantes provocados pelo amortecedor da bicicleta. Nem notamos que existe, de tão bem que funciona. E existem modelos apropriados para cada tamanho de roda (26/27,5 e 29).

Para as bicicletas rígidas existem inúmeras marcas e modelos de porta-alforges. Por exemplo, o da imagem acima é compatível para bicicletas rígidas e também para as de suspensão total, uma vez que a fixação é unicamente no espigão de selim, mas há que ter cuidado com este tipo de porta-alforges, pois não devem carregar muito peso, devido a ter um único ponto de fixação, o qual exige muita resistência ao espigão de selim, já por si submetido à força/peso do próprio ciclista. Neste tipo de porta-alforges aconselho o da marca Topeak, que já usei e mostrou-se bastante fiável, o que não significa que não haja outros tão bons ou melhores! Neste modelo teremos sempre de aprimorar a parte inferior do porta-alforges, por forma a evitar que a parte de baixo dos alforges venham a bater nos raios e roda traseira, passando umas abraçadeiras plásticas ou fitas entre os ferros inferiores laterais do porta-alforges e as escoras superiores do quadro, conforme demonstram as setas na foto.

O tipo de porta-alforges mais conhecido do mercado talvez seja o que descende daqueles que equipavam as velhinhas "pasteleiras", semelhante a este da imagem, só que agora mais sofisticados. Existem muitos e para todos os preços, fáceis de encontrar em grandes superfícies de artigos desportivos, em lojas de bicicletas vocacionadas para a venda de material de viagem ou mesmo na internet. Este género de porta-alforges é bastante resistente e possibilita carregar bastante peso, pois tem 2 pontos de fixação: na chaveta (especial, pois é mais comprida) e na escora superior ou no espigão de selim.

Agora que já arrumámos a questão do porta-alforges, há que escolher (bem) os alforges. Face aos novos tipos de sacos e saquinhos passíveis de serem montados numa bicicleta, hoje em dia podemos optar somente pelos alforges traseiros e/ou dianteiros e/ou traseiros, ou optar por adquirir diversos tipos de compartimentos e "espalhá-los" por toda a bicicleta, já que existem sacos apropriados para cada espaço: selim, entremeio do quadro, guiador, amortecedor, etc... enfim, um infinito número de possibilidades, mas não esquecer que o motor da bicicleta somos nós, por isso, há que ser ponderado a carregar a bike e friso novamente: levar mesmo só o essencial

No caso dos chamados eggs (ovos), que mais não é que uma resistente bolsa que encaixa dentro de uma estrutura metálica fixada ao espigão do selim, testámos (em condições adversas) um modelo de uma marca de referência no mercado e revelou-se péssima escolha. Após alguns quilómetros submetido a vibrações diversas, com peso médio dentro, a estrutura acaba por não resistir e partir, que foi o que nos aconteceu... 2x, e para levar pouca coisa dentro não compensa esta opção perante o peso total. Depois tivemos o consequente problema acrescido de decidir onde transportar o que lá estava dentro e o próprio saco e estrutura.

Para direcionar o assunto, vou-me debruçar somente nos alforges traseiros, que é o mais prático e usual numa btt normal. No meu caso, compenso sempre o acréscimo de peso traseiro montando uma bolsa no guiador e, às vezes, uma outra na parte da frente do quadro, onde levo aqueles artigos que preciso com mais regularidade (baterias/pilhas diversas, carregadores, carteira, telemóvel, ...). Assim distribuo o peso por todo a bicicleta e alivio um pouco a parte traseira. Por vezes ainda distribuo algum peso por uma pequena mochila que carrego às costas.


Em relação ao tipo de alforges a escolher, convém serem impermeáveis à água (ou com capa para chuva) e bastante resistentes. Neste caso não há cá a história do "Bom, Bonito e Barato"! A qualidade paga-se e não convém arriscar, isto para que depois no decorrer da viagem não tenhamos mais um problema para resolver no caso dos alforges romperem ou descoserem, no meio de nenhures. A nível de alforges uma das marcas mais conhecidas é talvez a Ortlieb, que é a nossa marca de eleição pela sua fiabilidade, design distinto e boa capacidade de carga, mas existem outras marcas disponíveis no mercado e hoje em dia temos a facilidade de poder comprar online e mandar vir de qualquer parte do mundo, só temos de começar a fazer a logística com alguns meses de antecedência para correr tudo bem, listando tudo e mantendo-nos sempre organizados, para no dia de começarmos a aventura estarmos descansados e somente seguir a lista.

OPINIÃO AO USO DE ALFORGES:

- É uma boa opção se o tipo de caminhos e trilhos que formos percorrer não forem muito sinuosos, nem técnicos, pois o peso extra dos alforges obriga-nos a um ritmo mais moderado nas descidas para não perdermos o controlo da bicicleta, o que resulta num gasto invariavelmente maior de pastilhas (ou calços) de travão e risco de sobreaquecimento do óleo de travões (ou quebra dos cabos, no caso específico dos v-brakes) e desgaste acrescido dos discos.

- O peso extra na traseira dá-nos mais tração nas subidas é certo, mas o desgaste físico é bem maior e, antes de nos aventurarmos numa grande viagem com alforges, é aconselhável treinarmos algumas vezes para ver como nos sentimos e se nos adaptamos a esta opção.

- Para rolar em alcatrão os alforges são ótimos! Já fora de estrada a história é outra. No segundo caso, ao início e nos primeiros dias parece não custar nada, mas se os sobe e desces forem muitos e o percurso se revelar exigente, depressa percebemos que fizemos uma má escolha, salvo se a nossa condição física estiver acima da média.

- A nível de preços requer um investimento a rondar os 200€ (alforges + porta-alforges), dependendo das marcas e modelos escolhidos.

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BIKE TRAILER / ATRELADO
É muito bonito de ser ver, é engraçado de rebocar/transportar, carrega muiiiito peso e é bastante fiável. Há-os para todos os gostos e para todas as carteiras, mais ou menos radicais e adaptados para diversos tipos de terrenos, conforme a utilização que se pretenda dar-lhe. São maioritariamente vendidos já dotados de sacos próprios, chaveta de roda especial (+ comprida e + resistente) e até uma bandeirinha. O melhor é que são facilmente personalizáveis, onde podemos acrescentar porta-bidons, luzes, etc... mas não sejam brutos a inventar e vão testando a funcionalidade.

Existem bike trailer's (ou atrelados, em bom português) com e sem suspensão. Nós já utilizámos ambas as versões e o dotado de suspensão revela-se mais cómodo e ágil. Neste último, e por ter sido aquele que usámos, o que destacamos é o BoB Ibex, mas o elevado preço faz-nos pensar 2x antes de avançarmos na compra, principalmente se ponderarmos o número de utilizações que lhe iremos dar.

Aos atrelados podemos ainda juntar a opção da extra-wheel, mas como nunca experimentámos, simplesmente não vou abordar este método de transporte de material, apesar de ser bastante idêntico, mas que é um misto entre alforges e trailer, com a mais-valia da roda extra poder ter o mesmo diâmetro das outras 2 da bicicleta que a reboca, mas acaba por ser uma saltitona lá atrás, em trilhos técnicos.

Quando optamos por levar um atrelado, nunca nos devemos esquecer de levar material suplente específico para ele, como seja: 1 pneu, 1 camera de ar (com gel), 1 chaveta, 1 kit de chaves, além de algumas abraçadeiras e um pouco de arame, que nos poderão salvar num aperto. 

Tal como já referi antes, há que ponderar muito bem a lista de artigos que iremos precisar ao longo da viagem, para não (nos) sobrecarregarmos no atrelado. Por norma os atrelados são vendidos já com o respetivo saco (à prova de água e bastante resistente), mas tal nem sempre acontece, por isso, quando comprado à parte, há que analisar muito bem até que ponto o saco é resistente e se efetivamente é à prova de água, porque se romper com facilidade poderá vir a fazer-nos perder carga pelo caminho e num local sem opções de os podermos reparar. Em relação a repassarem água é a mesma situação, porque pode-nos vir a sujar ou molhar mudas de roupa ou outros artigos que não convém apanharem água, mas nesse caso podemos sempre envolver todo o saco com um outro saco de plástico bem resistente, para reforçar.

O atrelado é sempre uma boa opção quando o tipo de terreno não é demasiado técnico, nem tem subidas demasiado íngremes e as distâncias (e quantidade) de etapas a percorrer não sejam demasiadamente extensas. Isto aplica-se aos aventureiros sem aptidões ou treinos especiais. Porque se as distâncias forem, em média grandes, o piso exigente e difícil (tudo o que não seja alcatrão/asfalto) e muitas etapas a percorrer, uma mistura disto tudo ou uma grande percentagem de cada uma destas condições, rapidamente o prazer vai-se tornar em sacrifício.  Nas descidas rápidas e dotadas de curvas, há que ter cuidado, pois o peso extra empurra-nos em frente e dificulta-nos na tarefa de manter uma trajetória regular.

OPINIÃO AO USO DE ATRELADO

- É uma boa opção sempre que o piso seja bom (asfalto ou terreno sem grandes e constantes oscilações), sendo também satisfatório e opção para quem sofre das costas, pois a força empregue afeta maioritariamente os músculos das pernas e tendões dos pés.

- Tal como noutras opções de carga, há que ser sempre ponderado na carga e ter como limite máximo uns 12kg. Não esquecer de levar material específico suplente. O saco do atrelado tem de ser de muito boa qualidade (resistente e à prova de água).

- Podemos colocar luzes, uma bandeira e até bidons com hidratação extra, além de outras ideias. É fácil arrumar toda a tralha no saco largo e comprido, bem distribuídos pelo atrelado, sendo que a maior parte do peso deverá estar mais sobre a parte dianteira (junto ao eixo).

- A aplicação da chaveta especial para encaixe do atrelado não prejudica em nada o normal rolar da roda traseira, nem fragiliza o conjunto, além de que é passível de ser utilizado sem qualquer tipo de problema nem diferenciação, num quadro de alumínio, carbono ou outro tipo de material.

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MOCHILA
Desde que comecei a fazer as minhas primeiras travessias longas, sempre coloquei de lado esta opção, não por ter problemas de costas, mas porque me parecia transmitir um sofrimento acrescido para o ciclista porque é carregado diretamente no nosso corpo, além do mais não denota poder levar grande quantidade de coisas. 

Tal como escreveu Fernando Pessoa num slogan publicitário à Coca Cola: "Primeiro estranha-se. Depois entranha-se." Comigo deu-se o mesmo em relação ao uso da mochila de grandes dimensões enquanto forma de transportar os meus haveres em grandes viagens de bicicleta. Demorei anos para experimentar esta opção, mas depois de ter usado atrelados e alforges em situações anteriores, tinha mesmo de testar uma mochila, até porque tinha más memórias de alguns episódios em que me vi em apertos com as restantes opções.

 
Tal como nas restantes opções, o mais importante é fazermos sempre uma escolha filtrada (diversas vezes) do material a transportar. Dependendo da marca e modelo de mochila utilizada, por norma têm sempre muitos compartimentos e de diversas dimensões, que nos ajudam a melhor repartir cada item que carregarmos.

Maioritariamente as mochilas vêm dotadas de uma capa para proteger da chuva, além de possuírem na zona das costas uma proteção e afastamento de forma a permitir a circulação de ar e evitar calor excessivo. As alças são também, por norma, dotadas de um reforço e zona mais macias a fim de minimizar o peso direto nos ombros, além de um aperto para a cintura, o que permite transportar a mochila bem junto do corpo e anular todas as oscilações. Deste modo e sempre que necessário, facilmente nos movimentamos, seja a pé ou a pedalar. Permite-nos carregar até um máximo aconselhável de 8,5kg, dependendo da capacidade do modelo escolhido.

  
A adaptação ao desconforto inicial do peso extra nas costas desaparece ao fim de pouco tempo, principalmente se tivermos o cuidado de ajustar todas as alças, mesmo que a carga seja pesada. Existem mochilas acessíveis a todas as carteiras e quase todas as marcas apresentam modelos minimamente confortáveis e robustos, distinguindo-se pela quantidade de compartimentos e outros extras disponíveis. 

OPINIÃO AO USO DA MOCHILA

- Para quem tem problemas de costas não é definitivamente a melhor opção.

- Carrega o indispensável para viagens longas ou curtas, de muitos ou poucos dias, podendo transportar até 10kg, o que já é um abuso.

- A existência de diversos compartimentos e por estar facilmente acessível a qualquer momento, é uma mais-valia, pois fica tudo arrumadinho e à mão.

- É extremamente útil quando nos deparamos com trilhos bastante técnicos, tornando mais fácil a progressão. Nas subidas também não é tão ruim quanto aparenta, devido ao conforto proporcionado.

- Não tem o problema de avariar ou precisar de reparações de maior e ainda serve de encosto ou almofada sempre que paramos para descansar.

- É uma opção bastante fiável em todos os aspetos, principalmente a nível económico e que nos ajuda a decidir mais facilmente que itens devemos levar connosco.

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OPINIÃO FINAL

- Antes de fazermos a tal viagem, há que fazer um levantamento do tipo de terreno que iremos apanhar pela frente. Se for de progressão fácil, bom piso, sem exigir muita técnica, então os alforges são a opção certa, mas o trailer/atrelado também o é. Se o percurso for exigente ou desconhecermos o que vamos encontrar, então o melhor será mesmo optar pela mochila.


Uma vez que a mochila é, pela maioria de nós, o melhor método para transportar os nossos pertences, deixo abaixo algumas opiniões relativamente a marcas e modelos de mochilas por nós já usadas.


Ver e analisar o uso destas mochilas em atividade
Dêem uma vista de olhos no nosso blogue, nas reportagens onde até ao momento já usámos/testámos este tipo de material em viagens em autonomia total:
Texto e fotos: João Valério

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