domingo, 3 de maio de 2015

Participação da Equipa (Almeida)

Representação a cargo de:
200km - João Valério e Samuel Nabiça

A nossa realização desta travessia surgiu da colaboração e parceria entre o Clube de BTT Zona 55, a revista Freebike e o Almeida Clube BTT. O nosso grupo foi composto de 4 dos habituais elementos multi-equipas que compõem a nossa equipa de travessias. A ideia surgiu ainda no decorrer de 2014 e quando já estávamos a preparar toda a logística para realizarmos esta travessia por meios próprios, foi-nos proposto pelo amigo Carlos Gonçalves (O Caruncho BTT) que aproveitássemos a travessia anual a cargo do Almeida Clube BTT, o que fizemos.

Aos elementos da Zona 55, eu (João Valério) e o Samuel Nabiça, juntámos o Manuel Maia e o Marco Lopes, a que se juntaram as acompanhantes Sofia e Raquel. Montámos o reboque e fizemos-nos à estrada, sempre pela nacional para desfrutar das paisagens. Chegámos à bonita cidade amuralhada de Almeida ainda dia e deixámos as nossas coisas no edifício que seria o quartel general da travessia, o Centro de Juventude de Almeida, composta por diversos quartos compostos de inúmeros beliches, casas de banho, sala de convívio... enfim, o essencial e ainda para mais estreada há pouco tempo.

A lista de inscritos não foi revelada pela Organização, daí desconhecermos por completo quem seriam os restantes participantes ou de onde viriam, porém já sabíamos que de entre todos os participantes apenas cerca de 20 dormiríamos nas instalações disponibilizadas. 

À noite aproveitámos para ir jantar fora juntos num restaurante aconselhado pela Organização, onde desde logo conhecemos outro grupo (FozBTT) vindo da Figueira da Foz, por sinal bastante simpáticos. Eles e nós fomos os grupos que nos deslocámos de mais longe para percorrer esta edição da GR do Vale do Côa. O nosso maior medo para os dias seguintes era o tempo instável, pois nas últimas semanas havia chovido bastante e ainda estava algum frio, se bem que já estávamos em plena Primavera.

O objetivo em cima da mesa era percorrermos desde Foios, onde se encontra a nascente do Rio Côa, 1 de 2 dos rios que em Portugal correm de Sul para Norte, até à sua foz, na localidade de Foz Côa, ao longo de 200km quase sempre perto das suas margens e, por vezes, com algumas alterações ao percurso marcado no terreno, com o intuito de evitar terrenos mais agrestes nesta altura do ano.

Este é um resumo da totalidade do que nos esperava.

 1.ª ETAPA
(Foios/Miúzela do Côa)
A nossa 1.ª noite de estadia deu para revermos caras conhecidas do btt nacional que não víamos há algum tempo e fazer novas amizades. Por apenas 30,00€/pessoa (ou 15,00€/dia/etapa para quem queira fazer somente 1 ou 2 etapas), qualquer bttista poderia ter-se inscrito nesta anual travessia com (quase) tudo incluído (excepto jantar): logística e transferes, dormidas, pequeno-almoço, abastecimentos, etc, porém as inscrições são sempre limitadas a 40 pessoas/etapa.

Na primeira manhã em Almeida o dia apresentou-se tristonho. Após acordarmos às 07h00, horário que cumpriríamos religiosamente nos 3 dias de estadia das etapas, tomámos o pequeno-almoço na sala de refeições do Centro de Juventude de Almeida, cujo frigorífico havia já sido devidamente carregado pela Organização com queijo, fiambre, sumos, leite... e na mesa ao lado pão fresco. Não se podia exigir mais, nem melhor! A recolha dos participantes foi às 08h00, à porta das instalações onde nos encontrávamos. Os representantes da Organização foram os anfitriões.

A primeira manhã foi a que teve a logística mais complicada de gerir para a Organização, uma vez que as bicicletas iriam ser todas elas carregadas de Almeida e transportadas numa carrinha de caixa aberta desde ali até Foios, onde iniciaríamos a 1.ª etapa. No final de cada etapa as bicicletas iriam ficar guardadas em instalações lá existentes e somente os participantes seriam recolhidos e transportados de regresso a Almeida.

Pois bem, as bicicletas não couberam todas na camioneta de caixa aberta e para evitar 2 viagens, algumas das bicicletas, por sinal as nossas 4, tiveram de viajar connosco no autocarro. Aos participantes que dormiram nas instalações, juntaram-se ainda mais alguns bttistas locais que também compareceram ali logo pela manhã. 



Depois de uma viagem de autocarro de cerca de 60km de distância e 60 minutos de duração, bicicletas e participantes fomos descarregados a escassas centenas de metros da nascente do Rio Côa, cuja curta extensão fizemos calmamente e em grupo seguindo as já bem visíveis marcas nas rochas e placas informativas indicando a nascente. Após um pequeno briefing pelo Presidente do Almeida Clube de BTT, João Marújo, teve lugar a habitual foto de grupo da praxe junto da nascente que marcava oficialmente o ponto de partida desta travessia.

O grupo de 23 participantes que se reuniu para participar na 1.ª etapa, deram assim início à jornada. Inicialmente, os diversos grupos presentes seguiram todos juntos, num ritmo calmo que seria comum ao longo dos 3 dias, porém os grupos foram-se partindo em grupos menores que ora se separam, ora se voltavam a reagrupar.

As primeiras centenas de metros foram as mais complicadas de percorrer, pois ali o terreno é bastante rochoso, o que nos obrigou a ter mesmo de trocar de posição com a bicicleta, passando nós para baixo e elas para cima.


 O nosso receio de que viesse a chover afinal não passaria disso no primeiro dia. Passados poucos quilómetros já o pessoal havia despido as capas de chuva. Inicialmente passámos por muitas linhas linhas de água, pequenos riachos que mais não eram que o ainda jovem Rio Côa. A primeira aldeia (Foios) foi rapidamente atingida, a mesma que é o berço deste rio.



À medida que íamos avançando, o leito do rio ia aumentando em largura, assim como a confraternização entre todos os participantes. O ambiente era alegre e o tempo ajudava a isso, pois o sol veio fazer-nos companhia a meio da manhã. As paisagens são verdadeiramente espetaculares e, curiosamente, bastante diferentes a cada etapa, o mesmo se passando com os trilhos. Vêem-se muitos animais nos pastos, a natureza pouco mexida pela mão humana, trilhos agradáveis e de fácil progressão, as gentes das aldeias bastante simpáticas trocando cumprimentos connosco.

Um acontecimento que se manteve ao longo de todo o percurso foi a aparecimento regular de açudes e pequenas e estreitas pontes em cimento armado sobre o rio, os quais são frequentemente atravessados por esta GR.



No primeiro dia tivemos a felicidade de poder rolar diversos quilómetros pelo interior da Reserva Natural da Serra da Malcata, do qual ainda recordo a minha professora da primária nos falar do famoso Lince que ali vivia, à época em vias de extinção.

O nosso grupo estava ansioso em chegarmos ao primeiro abastecimento, devidamente marcado no track gps fornecido, não pelo cansaço mas pela curiosidade de como e onde seria servido, o que não veio a decepcionar-nos. A camioneta que havia transportado as bicicletas estava agora transformada em carro de apoio e abastecimento. Parada num local estratégico, junto às margens do Rio Côa, simpaticamente o seu condutor colocou à disposição dos participantes diversas merendas, presunto, queijo, doces, água, sumos e frutas. Aproveitámos para mais uma vez confraternizar com os restantes atletas e de novo foi o reagrupar de todos os participantes.


De novo no trilho, rapidamente chegámos ao Sabugal e nos fizemos à curta mas íngreme subida até junto do castelo onde novamente aproveitámos para tirar mais uma foto de grupo. Entretanto o Manel teve um furo, mas como o pneu era tubeless e o furo foi pequeno, lá selou e seguimos sem complicações acrescidas. 



Após o Sabugal, tivemos oportunidade de passar por paisagens magníficas e pequenas aldeias típicas, sempre com o sol a acompanhar-nos, de tarde com mais calor mas ainda assim com temperatura amena. Fisicamente, o traçado não se apresentava difícil, com algumas subidas mas no geral sempre a rolar bem.


Adiante voltámos a ter de transportar as bicicletas às costas, para ultrapassar o rio onde existia um pequeno açude formado por pedras e alguma vegetação. Lá tivemos de molhar os pés e enfrentar a passagem com redobrado cuidado porque a passagem era bastante escorregadia.




Quase a terminar a etapa passámos sobre uma imponente ponte romana. Finalmente chegámos ao fim da 1.ª etapa, localizada num parque de merendas onde nos aguardavam febras grelhadas, queijo e outros manjares a regar com vinho tinto, cerveja, sumo ou simplesmente água, que foi como se do almoço se tratasse, apesar de já estarmos a meio da tarde. Após a paparoca, a camioneta de caixa aberta recolheu e transportou as bicicletas para umas instalações em Miúzela do Côa, onde ficariam a "descansar" até à manhã seguinte. Quanto a nós e restantes participantes, fomos recolhidos e regressámos ao Centro de Juventude de Almeida no autocarro para o merecido banho, após o que saímos para jantar já (quase) restabelecidos do esforço e com diversas histórias para contar.

2.ª ETAPA
(Miúzela do Côa/Quinta Nova)

Na segunda manhã repetiu-se o ritual da primeira, porém foi tudo mais rápido, pois as bicicletas já nos esperavam em Miúzela do Côa, só faltava-mos nós que pouco antes das 9h00 já nos encontrávamos a sair do autocarro. Nesta segunda etapa o grupo de participantes aumentou consideravelmente, tendo uns quantos já não participado (por só estarem inscritos para a etapa anterior), mas muitos outros "novos" se juntaram a nós, tendo esta etapa intermédia sido aquela que teve mais participantes.



De novo tivemos a sorte de ser brindados com um dia de sol e temperaturas amenas. As paisagens e trilhos alteraram-se substancialmente do 1.º para este 2.º dia, mas os açudes e pontes a cruzar continuaram a manter-se.


Para "ganharmos" o abastecimento tivemos de suar as estopinhas ao longo de uma extensa e algo íngreme subida, parte dela em calçada romana e num percurso já por mim conhecido da última Maratona de Almeida, em que participei, porém em sentido contrário.



Esta segunda etapa foi a que nos proporcionou mais single tracks e talvez o maior número de passagens sobre o rio Côa. Foi também, na minha opinião, a mais dura das etapas, a nível físico, pois apanhámos muitas subidas e rolámos muitas vezes sobre rocha ou pedra, talvez por isso foi também a etapa em que os grupos mais se separaram entre si.


Antes de atingirmos as defesas da Cidade Fortaleza de Almeida ainda tivemos uma provação, que foi a subida em calçada romana até chegarmos à famosa fortificação em estrela, onde nos aguardava a zona de abastecimento, para lá dos inúmeros túneis das muralhas que passámos, sensivelmente à hora de almoço, pois neste segundo dia a dureza esteve maior que antes.




A aventura continuou e a cada monte conquistado, com novas e fabulosas paisagens éramos brindados. Tivemos uma passagem sobre um açude em que rolámos por entre escassos centímetros de altura de água que nos fez vibrar bastante e que deu para tirar fotos excecionais.

A etapa terminou na aldeia de Quinta Nova (Pinhel), mais propriamente no empreendimento de turismo rural Encostas do Côa, onde cuja localização rural e instalações nos oferecem um espaço agradável e intimista. O nosso grupo terminou a meia tabela do total de participantes e os últimos quilómetros até ali foram de uma grande exigência física percorrendo em subida com inclinação acentuada uma calçada romana e eu com um furo lento a atrasar-nos, tentando resolver o problema sem recorrer à montagem de uma camera de ar no pneu tubeless, o que se tornaria inevitável.

À chegada às Encostas do Côa o nosso olhar pousou de imediato numa imponente casa da árvore lembrando-nos a personagem do Huckleberry Finn. As biclas deixámos-las junto da entrada do empreendimento para depois atravessarmos um corredor de pedra telhado composto de colunas diversas. Do lado direito uma piscina exterior e ao fundo diversas mesas e cadeiras de vime onde já se encontravam outros participantes sentados, aos quais nos juntámos e com quem trocámos alguns minutos de conversa acompanhados de algumas cervejas fresquinhas que vieram mesmo a calhar.

 

Nas instalações onde terminámos a segunda etapa era possível a estadia dos participantes, no entanto essa opção e respetivo pagamento (à parte) teria de ser realizado antecipadamente aquando a inscrição. As nossas bicicletas ficaram ali parqueadas até ao dia e etapa seguinte, sendo dali transportados de novo até Almeida para passar a noite.

Após chegada a Almeida estava programada, sob reserva dos interessados, uma visita à Feira Ibérica de Turismo (FIT) 2015, cujo transporte foi assegurado (gratuitamente) pela Organização. Juntámos uns quantos elementos e grupos participantes e rumámos para uma noite de divertimento e paródia até à formosa, forte e fria cidade da Guarda, onde se localizava a dita feira. Após apreciação de todos os stands (ou quase) juntámos um grupo de 8 e fomos provar a Chanfana de Cabra (velha como convém) à moda de Miranda do Corvo, a original (dizem...) e no final (esplêndido) pouco mais de 7€ coube a cada um, com refeição e bebida incluída... vinho tinto, pois claro!

3.ª ETAPA
(Quinta Nova/Fôz Côa)



Ao terceiro dia já o corpo pedia para ficar mais um pouco no beliche, mas qual quê (!?), ainda havia muito por descobrir e conhecer. A concentração do costume após o pequeno almoço e rumámos de autocarro, de novo até Quinta Nova e junta da casa da árvore onde as bikes nos esperavam. Que dia tão fresco! Após pequeno briefing, reforço alimentar e alguma animada conversa com os já "velhos" conhecidos dos dois dias anteriores e as boas novas aos recentes bttistas que se nos juntavam na estreia para a tirada única desta etapa, fizemos-nos ao último dia da aventura.



Os primeiros quilómetros foram de pura loucura. Por vezes chovia, outras menos. As subidas foram em maior número e mais extensas que anteriormente. A paisagem voltou a transformar-se, marcando assim definitivamente cada dia da etapa como único e excecional, com belezas únicas e distintas. Neste dia foi a vez do Marco furar. O trabalho de equipa funcionou a 100%, pois as ferramentas e material suplente foram divididas em partes iguais entre todos, valendo-nos de todos nós sermos possuidores de Cannondale F29. O track continuava a ser fácil de seguir, como nos dias anteriores e a camaradagem era cada vez maior, pois entretanto havíamos desenvolvido amizade com todos os restantes grupos e seus elementos e passámos a ser um grande grupo de amigos.




A foz da Ribeira das Cabras, onde tivemos de ultrapassar um aglomerado de pedras com a bike às costas, foi uma parte do dia inesquecível. Mais alguns quilómetros de calçada romana também fizeram parte da nossa experiência antes de atingirmos a zona de abastecimento, situada em Cidadelhe, onde fomos recebidos com grande simpatia, animação e... chuva! O frio era algum e impunha-se pedalar para aquecer, daí que a paragem foi de curta duração, não sem antes a foto da ordem e uma passagem de olhos prolongada pelos autênticos e tradicionais casarios em pedra. 



A chuva ia e vinha, enquanto isso pedalava-se, pois nada nos iria impedir de terminar esta GR. Mais uma e outra subida em calçada romana estavam-nos reservadas, mais uma delas que parecia interminável pela sua inclinação. Ao fundo, lá em cima, avistava-se uma fortificação e intensificava-se o pensamento da dureza que seria trepar tão extensas subidas mas, com vontade e determinação lá chegámos com um sorriso nas faces. 



Percorremos diversos quilómetros de singles, bem desafiantes por sinal, onde o Samuel viria a deixar cair do respetivo suporte o seu aparelho gps Magellan sem se aperceber, valeu o Manel vir uns metros atrás e ao quase passar-lhe com a roda por cima se aperceber do sucedido. Fica o aviso: prender sempre o gps com um fio para assegurar perdas, mesmo que aparentemente bem fixado no suporte. A segunda zona de abastecimento, uma vez que era habitual haverem 2 abastecimentos/dia, foi em Almendra, novamente esplendidamente e simpaticamente bem recebidos com uma extensa e bem apetrechada mesa. Foi mais um momento de grande convívio. 

 


A chuva começou a cair cada vez com maior frequência e intensidade. Os grupos foram criando cada vez maiores distâncias entre eles devido às dificuldades acrescidas da chuva, frio e terreno, porém as paisagens não pararam de nos surpreender pela beleza.


Já bem próximos do objetivo chegámos junto do derradeiro vale do rio Côa. Ao longe avista-se a mão humana nas abandonadas obras daquela que era para ser a barragem de Foz Côa. As colinas recortadas com a rocha a descoberto, naquele momento molhada pela chuva intensa, transmitiu-nos uma sensação de melancolia e tristeza. Impõe-se uma descida longa, em ziguezague e perigosa até junto do leito do rio, pois as rochas soltas e molhadas revelam queda certa se não se tiver pulso firme e decisão sábia no carreiro certo a trilhar.





Os últimos 3km desta aventura foram inesquecíveis! Com uma subida superior a 13% de inclinação, piso molhado e chuva miudinha, a bicla patinava a cada pedalada. Muitos nem arriscaram e levados pelo desgaste mais não restava que empurrar a bicha subida acima. No topo encontra-se o imponente Museu do Côa. Ali esperava-nos um pequeno banquete, não sem antes uma rápida e pequena visita com direito a foto com vista para a foz do rio Côa que ali morre no rio Douro. Terminou a aventura tal como começou, com o transporte das bicicletas, agora em duas camionetas de caixa aberta, e nós no autocarro. Foi uma aventura tremendamente brilhante. Fizemos novas amizades, conhecemos gentes e património que desconhecíamos, deslumbrámos-nos com paisagens, enfim, valeu muito a pena e convidamos cada um de vós a percorrer ou repetir a experiência de percorrer esta Grande Rota do Vale do Côa, se possível aproveitando a qualidade da excelente organização do Almeida Clube de BTT, tal como nós fizemos, aos quais agradecemos de coração a oportunidade. 

Além do vídeo resumo desta travessia, poderão também ler online a reportagem assinada por mim na revista Freebike (clicar para ver), edição 36, páginas 36 e 37. Aproveito a deixa para agradecer o apoio desta publicação trimestral e gratuita em prole do btt nacional.

Não podia terminar esta reportagem sem publicar o track da Grande Rota do Côa BTT 2015. Apesar desta Rota encontrar-se totalmente marcada, a cada edição organizada pelo Almeida Clube de BTT, pelo menos nas duas primeiras edições, foram alvo de pequenas alterações/desvios à rota original por motivos diversos. 

Rescaldo em vídeo

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS
Clube de BTT Zona 55 - Etapa/dia #1 por João Valério e Samuel Nabiça
Clube de BTT Zona 55 - Etapa/dia #2 por João Valério e Samuel Nabiça
Clube de BTT Zona 55 - Etapa/dia #3 por João Valério e Samuel Nabiça

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: João Valério, Samuel Nabiça, João Marujo, Organização
Vídeo: Zona 55

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