domingo, 28 de abril de 2013

Participação da equipa (Vila Nova da Barquinha)

Participação a cargo de:
35km - José Santos
70km - João Valério

Não esteve fácil arranjar elementos com disponibilidade, mas obrigatoriamente tínhamos de estar presentes em mais um evento que se previa de grande sucesso, com organização a cargo dos nossos amigos do GCB. 


À semelhança das edições anteriores, mais uma vez a concentração e partida foi junto ao Pavilhão Desportivo da Moita do Norte, ali mesmo ao lado de Vila Nova da Barquinha. Como levantámos os kits no dia anterior, foi só chegar e estacionar no gigantesco parque de estacionamento pensado para o efeito, o campo de futebol local, com a preciosa ajuda dos muito bem organizados elementos do staff. Junto ao Secretariado também algumas mesas com uns pré-reforços alimentares e líquidos, que não experimentámos.

Inicialmente ambos inscritos nos 35km, acabei (João Valério) por me "enfiar" de cabeça para os 70km e alterei à última hora a minha opinião, apesar de ter sido avisado por elementos da Organização de que o traçado era muito duro técnica e fisicamente, mas é preciso recuperar a forma rapidamente para em Junho estar apto para cumprir os 900km do Caminho Francês em apenas 9 dias. Continuando, arranquei a todo o gás e coloquei-me desde logo no grupo dos 50 primeiros atletas, onde o ritmo era alucinante.

A partida foi rápida, com o extenso pelotão composto por +500 bêtetistas a lutarem desde logo por uma posição o mais à frente possível, com vista a chegarem às primeiras zonas de estrangulamento do track sem terem de baixar o ritmo e assim minimizando o risco de terem de parar e esperar que as filas escoassem.


O José Santos, participando nos 35km, tinha menos pressa e rolava entre dezenas de participantes, integrando um extenso e colorido pelotão, cuja progressão se tornava mais complicada.

Tal como me tinham adiantado, o percurso foi realmente muito exigente! Poucas foram as zonas para rolar, pois o track era um constante sobe e desce, por vezes bastante técnico e exigindo muita atenção. Os muitos e variados single tracks anunciados pela Organização apareciam de quando em vez e quando entravamos convinha não termos companhia para não atrapalhar nem ser atrapalhado. Um erro crasso da org. foi perante a dificuldade física do percurso (maior) colocarem a maioria dos ST's, até escassos 5km do final, num momento da prova em que o discernimento e reflexos já estavam bastante afectados pelo cansaço físico e mental, tornando o que se esperava ser momentos de prazer em pura exaustão.

A marcação do percurso esteve quase sempre irrepressível. A quantidade de elementos do staff, bombeiros e autoridades no terreno também esteve equilibrada e suficiente, a garantirem a segurança necessária a todos os participantes.

A maior ZA da prova, onde se disponibilizava de tudo, até mesmo porco no espeto. As ZA's estiveram bem localizadas até aqui, no entanto, carecia de melhores escolhas para a parte final, onde deveriam ter sido colocadas mais zonas com distribuição de água, sorte a nossa que o dia esteve encoberto, pois no caso de ser dia de calor tinha sido uma situação complicada de gerir.

Um dos exemplos dos exigentes single tracks que encontrámos a escassos 15km do final.

Nós optámos por inscrições sem almoço, pelo que nada temos a referir quanto a esse aspeto, somente cujo local se encontrava afastado escassos kms da zona da concentração. Na foto, José Santos no ST apelidado de Trilho dos Espargos.



Mais uma zona espetáculo, na aldeia de Tancos e a escassos kms do final.

Um pouco antes desta fase, mais uma situação que considerei menos boa, que foi a repetição da colocação de um ST numa zona já com a união de ambas as distâncias, onde não foi prevista a existência de uma escapatória/desvio para os menos hábeis/ágeis, levando a que o desfasamento de velocidade entre os participantes 35/70km tivesse causado alguns sustos já no interior desta zona mais estreita.

Desta vez a filmagem ficou a cargo do José Santos. Após a chegada encontrávamos uma muito bem localizada barraca de imperial. Para quem quisesse aproveitar, havia igualmente préstimo de massagens. Nós não usámos!... mas fizemos mal.

Zona de lavagem de bicicletas. Seguidamente os banhos ali mesmo ao lado, numas instalações fabulosas.

Em resumo, o evento esteve a bom nível, porém um pouco abaixo das nossas expectativas em alguns aspetos que já foram atrás referidos, o que permite desde logo a possibilidade de compreenderem onde erraram para na próxima edição estarem ainda melhor e, se possível, terem ainda mais gente por cá.

CLASSIFICAÇÃO GERAL 35KM | 70KM
Classificação Parcial 35km
001.º - 01:42:40 - José Silva (Aktive Team)
002.º - 01:43:31 - André Forte (M. F. Bike Team)
003.º - 01:44:53 - Gonçalo Forte (M. F. Bike Team)
186.º - 02:44:52 - José Santos (Zona 55 Bike Team)
352.º - 04:59:31 - Último

Classificação Parcial 70km
001.º - 03:28:43 - Ricardo Nunes (Nova Bikes)
002.º - 03:28:48 - Hugo Moreira (Nova Bikes)
003.º - 03:40:30 - Luís Pires (Fátima BTT Club / Suplementos 24)
040.º - 04:42:09 - João Valério (Zona 55 Bike Team)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Trailers Test na Serra D'Aire

No Jardim Municipal em Porto de Mós, os 7 magníficos, como o Edgar nos apelidou, da esq.ª para a dt.ª:
João Valério (Zona 55), Edgar Francisco (Bike Clinic), Filipe Rodrigues (Zona 55), Nuno Carpinteiro (Fôjo-Zybex), José Gouveia (Lamego Bike), Marco Veríssimo (Aventura 100 Limites), Manuel Maia (Fôjo-Zybex). Após a concentração sensivelmente à hora prevista (09:00), tomámos café e aí vão eles.

Após o envio de convites a diversos bttistas que tínhamos entre os nossos contactos compareceram 7. Voltámos a deslocar-nos a Porto de Mós para cumprir o objetivo não conseguido em Dezembro último de fazer um track de aproximadamente 54km que o ano passado nos inspirou ao ler-mos uma crónica no blogue dos nossos amigos da equipa Trilhos Sem Fim (Leiria).

Desta vez concretizámos o objetivo: 52,79km com 1.170mt  D+. Os valores finais ficaram um pouco adulterados face ao previsto, pois pelo caminho fizemos algumas alterações de última hora ao track que levávamos. Os responsáveis pela leitura do GPS foram o José Gouveia e o Marco Veríssimo.

Desta vez aproveitámos (João Valério e Manuel Maia) para dificultar um pouco mais as coisas, pois carregámos connosco os trailers (com cargas totais entre 10 e 12kg), com vista a testarmos no terreno o comportamento dos mesmos e também o desgaste que provocam num terreno/percurso que consideramos de dificuldade física/técnica difícil. Estes são os trailers que nos acompanharão no nosso desafio em Junho que é realizarmos 900km do Caminho Francês em 9 dias, entre Saint-Jean-Pied-de-Port (França) e o Cabo Finisterra (Espanha).


O Filipe Rodrigues, nosso mecânico oficial, acompanhou-nos neste teste para garantir o apoio técnico e mecânico necessário, caso fosse preciso, mas tudo correu bem. Os trailers estavam carregados com todo o material suplente que previmos vir a ser utilizável, além de roupa e calçado, levando connosco quase o total de material que na realidade iremos carregar no dia "D". 


A maior dificuldade na mobilidade dos atrelados é quando precisamos de realizar curvas muito fechadas quando não temos espaço suficiente para alargar o ângulo de ataque. Mas com paciência e alguma ajuda é sempre possível.
A 1.ª parte deste desafio consistia na subida até à Fórnea, onde se encontrava o maior acumulado. As paisagens primaveris deram um semblante ainda mais bonito à serra e ajudaram a ultrapassar os obstáculos que se nos foram depararando.


A meia encosta da zona mais elevada aonde teríamos ainda de pedalar.



Desta vez, além da indispensável máquina fotográfica, levámos também a GoPro, pois o momento tinha de ser registado como devia ser.









A foto imprescindível na zona de passagem mais "mágica" do percurso.


Mesmo as subidas em asfalto, rebocando os atrelados, eram complicadas de gerir a nível de esforço físico.


O Manuel Maia atrelou o seu B.O.B. Ibex, que prima por um chassis dotado de suspensão junto à roda traseira, além de que é sobreelevado na zona de engate ao eixo da bike.

Uma ajudinha é sempre bem-vinda.


O pequeno grupo rolou unido e os mais rápidos e mais leves tiveram de atrasar o ritmo de forma a que o pessoal dos atrelados os pudessem acompanhar.


Paragem para mudança de montagem da GoPro, de forma a posteriormente podermos visualizar o comportamento dos atrelados em filme (ver resultado no final desta reportagem).


Ambos os trailers estiveram à altura das dificuldades e surpreenderam-nos pela positiva, face ao facto do elevado patamar de dificuldades que os levámos a ultrapassar. Até fisicamente nos superámos, pois não é pêra-doce puxar por mais 15kg por estas paragens.


Já nas zonas mais elevadas do percurso cruzámos-nos com diversos outros grupos de bêtetistas que aproveitaram o feriado e o excelente tempo para se fazerem à serra. Por vezes parecia quase um caminho de peregrinação, tantos eram os bttistas ao longo do percurso.



Desta vez, por forma a diminuir riscos e também devido a levarmos os atrelados, evitámos a passagem mais perigosa do percurso, a qual fizemos em Dezembro (ver aqui).


Mais uma paragem para agrupar o pessoal e cumprimentar um outro grupo de bêtetistas com os quais nos cruzámos e que iam em direção aos Olhos de Água (nascente do Rio Alviela).


Lá bem no alto sente-se uma brisa bem fresquinha, que nos arrefece os motores já em sobreaquecimento após quase 20km de subidas.



O meu atrelado é uma mistura de modelos. Um engate B.O.B. Yak montado numa plataforma universal adquirida num leilão na Alemanha através do ebay.




O objetivo passava igualmente por regressarmos a Porto de Mós antes das 14H00, mas ultrapassámos um pouco o previsto.



Mais uma subida asfaltada, desta vez com a companhia do José Gouveia.


Sobre a Fórnea, um momento de contemplação.



Mais uma foto para o álbum de recordações.


O Marco Veríssimo a propôr uma visita ao "Sítio do Isaías", uma cabana "plantada" na serra e nunca visitada pelos restantes elementos do grupo, apesar de conhecida das aventuras retratadas por outros grupos de bêtetistas como um local de visita obrigatória.

Num pequeno café na povoação de Lugar das Fórneas (ou seria Chão das Pias), seja como for está marcado no mapa e track no final desta reportagem. Fomos muito bem atendidos por um casal de idosos bem dispostos que não se deixaram intimidar por um grupo de 7 matulões que desesperavam por uma bebida fresca.

Uns quilómetros adiante, já na cabana do Elias. Esta é a entrada principal.

À nossa disposição temos 2 torneiras. Nos armários encontrámos latas de conserva, licores, pratos e  talheres... enfim, o essencial. Uma surpresa bastante agradável num lugar algo remoto. Fez lembrar a cabana do Huckleberry Fin, o companheiro de aventuras do Tom Sawyer.


Nesta cabana toda construída em madeira, aberta a todos os transeuntes em geral, encontramos uma longa mesa, bancos corridos, armários e diversos artigos expostos, a maioria deles deixados por outros visitantes. Existe igualmente um livro de presenças para os interessados em registar a sua passagem e agradecer ao anfitrião.  A salientar que ninguém vive aqui. O lugar encontra-se em completa solidão de vizinhança e vazio de pessoas.


Na parte final do nosso desafio, a obrigatória passagem pela ecopista de Porto de Mós, com a espetacular rodagem por dentro dos túneis, para o qual tivemos de fazer uma pequena marcha atrás, face ao nosso desvio para irmos à cabana do Elias. Que aragem e vista espetaculares. O passeio ficou marcado por um único contratempo: o Filipe Rodrigues partiu a corrente a escassos 3km do final.

Um dia verdadeiramente inesquecível na companhia de pessoal muito porreiro. A repetir, sem dúvidas! Aproveito para endereçar os agradecimentos à simpática senhora Laurinda Isidoro, que nos recebeu e serviu com enorme alegria no seu restaurante "O Miguel", sito na Av. Dr. Sá Carneiro, lote 4, R/C D, em Porto de Mós, a qual apesar de não ter ajuda e já passar das 15H30, nos matou a fome e a sede. Deixamos também um obrigado especial aos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, que nos disponibilizaram balneários para os banhos e troca de equipamentos.


Percurso realizado


Vídeo exclusivo do comportamento/testes dos atrelados


Vídeo do passeio

Agradecimentos: Bombeiros Voluntários de Porto de Mós e Restaurante "O Miguel" na pessoa da sr.ª Laurinda Isidoro.

Ver álbum de fotos completo clicando aqui.

Créditos à reportagem:
Textos: João Valério
Fotos: Edgar Francisco (Bike Clinic), José Gouveia (Lamego Bike), Marco Veríssimo (Aventura 100 Limites), Filipe Rodrigues e João Valério (Zona 55 Bike Team)
Vídeos: Zona 55

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