sábado, 26 de julho de 2014

Participação da equipa (Alvaiázere)

Representação a cargo de (distância única):
João Valério


Neste evento original para mim, por se realizar a meio da tarde, participaram 33 atletas (2 femininos) numa distância única de 40km anunciados (41,50km realizados). O secretariado (partida/meta, balneários e jantar) esteve localizado no Estádio Municipal de Alvaiázere.

A composição do kit de inscrição foi o normal, onde destaco a bonita t-shirt (pela qualidade e padrão) e o dorsal (pelo diminuto tamanho).

A partida, inicialmente marcada para as 17H00, atrasou cerca de 20 minutos, começando desde logo com a entrada do pequeno pelotão num single track com algum desnível, nos terrenos mesmo defronte às instalações desportivas.

 
Além do passeio btt estava também marcado um passeio pedestre (guiado), que esteve em riscos de não se realizar por falta de participantes, mas que acabou por acontecer e teve partida quase 30 minutos após a hora marcada (pelas 18H30), composto por pouco mais de uma dezena de pessoas que percorreram 10,50km (ao invés dos 7km anunciados) em 2H15.

O percurso btt teve um início aguerrido, com diversas subidas a pôr à prova a vontade dos participantes sob um sol de final de tarde com temperaturas bastante elevadas.

O pelotão ficou bastante partido logo quase desde início, devido ao tipo de terreno acidentado, com bastantes subidas e descidas, mas também zonas técnicas próprias da envolvência da localidade, com algumas pequenas incursões na serra de Ansião.

As marcações no terreno, apesar da utilização de fitas e marcas no chão, não convenceram. Por vezes percorríamos diversas centenas de metros sem quaisquer marcas de confirmação. Na aproximação às mudanças de direção, parte delas rápidas, apareciam em cima das curvas e sem sinalização anterior, obrigando a bruscas travagens ou a enganos. 

 
As diversas armadilhas/perigos naturais ao longo do percurso não tiveram direito a qualquer sinalização ou aviso, pregando uns sustos ao pessoal e até algumas quedas (pouco graves, felizmente).

Ressalvo o excelente trabalho da Organização na colocação de staff em praticamente todas as interseções com rodovias, quase todos atentos à nossa passagem a fim de evitar acidentes desnecessários.

Zonas de abastecimentos contei 3, duas delas compostas somente de água e a última também com fruta, todos elas bem localizadas e bastante apreciadas face à quantidade de água exigida pelo tempo muito quente.

O percurso foi bastante exigente, com muitas subidas longas e de bastante inclinação, além de técnicas à semelhança das descidas. Pelo caminho também encontrámos deliciosos single tracks, bem desenhados e por zonas bastante bonitas.

As paisagens que nos proporcionou o percurso puseram água na fervura à dureza encontrada. De vez em quando deparávamos-nos com umas subidas dignas do nome, a obrigar muitos a apear. Para recuperar o fôlego tivemos algumas zonas em patamar e pequenas extensões em asfalto, sempre bem-vindas.

Mesmo até à meta nunca houve facilidades, a dureza e exigência esteve sempre presente, terminando numa inclinada descida para a zona de meta, que apesar de balizada com fita, tinha uma entrada mal sinalizada e sem qualquer referência, o que fez com que a maioria não passasse por lá ou após avisos voltassem atrás para acertar.

Foram entregues lembranças aos 3 primeiros classificados masculinos e femininos. Tiragem de tempos não existiu, à semelhança de controlos de passagem. O total apurado no meu GPS foi de 785 metros D+ e 40,91km de extensão.

Pelo que me disseram na zona de meta cheguei entre os 10 primeiros,com 2H45 de prova, acompanhado pelo José Ramalho (Ansibikers) e pelo Nuno Lima, com o Zé a imprimir um ritmo bastante elevado, mas que devido a um engano levou atrás de si o Nuno, que falharam uma viragem à esquerda beneficiando-me e permitindo que chegasse na frente mas a roerem-me os calcanhares.

Após o banho tomado foi tempo de jantar no 1.º andar das mesmas instalações desportivas. As pulseiras entregues para controlo de refeições acabaram por não ser controladas e, talvez por isso, houve um descontrolo no serviço de cozinha responsável pela confeção da sopa de pedra (prato único) em escassa quantidade. Se os primeiros puderam repetir a sopa já os últimos a comer, como foi o meu caso, apanharam quase só batatas e sem direito a repetição, mas pior estiveram mesmo os quatro últimos, que o cozinheiro já nem esperava, tendo de comer uma ementa diferente.

Para a próxima edição proponho à Organização, que se revelou de grande simpatia, dentro do possível tente superar alguns dos erros acima apontados para aumentar o grau de satisfação dos participantes e assim ter uma maior afluência. De qualquer forma os meus parabéns pela iniciativa e só lamento não ter tido oportunidade de também participar no passeio de canoagem marcado para a manhã de domingo.


Track do percurso realizado aqui.

Créditos à reportagem:
Textos - João Valério
Fotos - João Valério, Margarida Fonseca, Morcegos do Chícharo GDA BTT..

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