domingo, 31 de outubro de 2010

Participação da equipa (Bairro-Ourém)

Mais uma participação da Zona 55 Bike Team, desta feita num evento proposto por uma Associação nossa "vizinha", o G. C. D. R. Bairrense. A manhã apresentou-se com muito vento e bastante chuvosa, com cerca de 50 corajosos participantes a alinharem à partida, que foi dada "à pressa" debaixo de chuva. 

O David apresentou-se reposto do acidente sofrido esta semana, aquando um treino em que foi "abalroado" por um carro, tendo partido o drop out e empenado o desviador, já mazelas foram só uns arranhões.
O Tufo (mais calórico que nunca) apresentava-se com a Jorbi alvo de uma operação ao quadro a nível de escoras, que não terá corrido muito bem, mas após afinações pré-prova conseguiu-se minimizar o problema.
Estiveram então presentes: David Gonçalves e João Valério.
Logo após 2kms percorridos, os participantes depararam-se com uma árvore caída no trilho, derrrubada pelo vento...
... a única solução era transpôr um dos muros para se poder seguir em frente.
Passados 6 kms o primeiro problema mecânico: o David partiu a corrente. 
Perderam-se cerca de 15 minutos na "operação" de montagem de um elo (valeu o Tufo), pois com as mãos engadanhadas e o querer-se ser rápido levou a perda de maior tempo.
Os restantes participantes, a nível geral sempre prontos a ajudar, lá nos foram ultrapassando até que ficámos em último! O bttista que segue mais atrás na foto acima, viria mais tarde também a sofrer problemas mecânicos,  tendo partido o seu drop out.
Ambas as distâncias proporcionadas (25/50 kms) eram comuns até sensivelmente ao km 24 e nesta altura ambas se encaminhavam a subir a Serra d'Aire até quase às antenas, pelo lado de Ourém, que para quem conhece não é pêra doce, ainda para mais com chuva e vento fortes. 
Os atletas subiam e pelo trilho descia um caudal de água que mais parecia um rio. Aproveitávamos os intervalos em que não chovia para ir captando umas fotos.
Começámos depois a descida vertiginosa (perigosa) pelo single que liga as antenas ao Miradouro. Bastante escorregadio, por entre rochas, pedras e lama abundante era difícil conseguir conciliar o controle da bike,  evitar furar e também cair, pois o local em questão é inacessível para veículos de 4 rodas e com o tempo que se fazia sentir, estava quase impossível para a circulação de motos de 2 rodas.
Notámos a falta de uma maior presença de elementos de apoio aos atletas, bem como não vimos quaisquer meios de socorro no decorrer dos trilhos, pelo que depreendemos que não tenham lá estado (dizemos nós).
 A nível de marcações nada temos a apontar, pois as fitas colocadas foram em número suficiente. Pelo caminho fomos-nos deparando com bastantes companheiros do pedal com avarias mecânicas ou simplesmente furos. Derivado às condições do terreno, David e Valério fizeram a prova a par.
 A progressão dos nossos atletas no terreno era algo lenta, tendo a média final se ficado pelos 11km/h, com uma velocidade máxima atingida de 32,6 km/h e havíamos-nos proposto à realização dos 50kms.
 O David ainda veio a sofrer uma queda, mas sem problemas de maior. Só uns arranhões no cromado.

Km após km lá fomos recuperando posições na classificação, recuperando o tempo perdido e beneficiando também dos azares dos restantes. Algumas desistências também ocorreram.

 Pessoalmente já conhecíamos os trilhos que fizémos, mas com tanta lama foi a primeira vez...

 Aproveitamos para dar os parabéns às 3 meninas (haviam mais?) que participaram e terminaram os 25kms, que apesar da dureza do percurso nunca desistiram, demonstrando grande garra.









  Aproximava-mos-nos já da ZA situada ao sensivelmente ao km 18, no sopé da serra.
 ZA indoor devido ao mau tempo.
 Alguns metros após o PC (km24,5), o Tufo teve de resolver um problema técnico no sapato direito e derivado a compromissos familiares dos 2 elementos presentes, marcando o relógio 12H00, decidiram os nossos elemntos, por unanimidade, optar pela distância de 25kms.
O total de kms percorridos acusado foi de 27,5kms, com um acumulado de subidas de sensivelmente 665 mts. em um pouco menos de 3 horas. Aguardamos agora os resultados e classificações da Organização. À chegada à zona de meta, muitos foram os participantes que apareciam na meta em sentido contrário, não seguindo as fitas que indicavam o caminho certo.

Em conclusão, a Organização proporcionou trilhos excelentes aos participantes, apesar da dureza acrescida pelo temporal, mas é sempre um prazer pedalar na Serra d'Aire. Abastecimentos suficientes, zona de banhos muito boa e com água bem quentinha. A zona de meta, à nossa chegada parecia abandonada, mas depois lá apareceu um elemento da Organização. Bom ambiente geral e quanto ao almoço não falamos por não ter-mos ficado para essa fase por compromissos familiares. À próxima desejamos melhor sorte com o tempo. 

Reportagem:
 Fotos DG e JV. Texto: Tufo.

domingo, 24 de outubro de 2010

Participação da equipa (Folgosa do Douro)

Mais uma aventura à "Descoberta de Portugal" em BTT.

 Desta vez a Zona 55 Bike Team deslocou-se até Folgosa do Douro, para um passeio a decorrer pelo Concelho de Armamar (Distrito de Viseu), por entre vinhas e margens do Rio Douro. Representação da equipa a cargo de João Valério.
 À chegada (no sábado), degustei uma bela de uma "francesinha" regada com vinho verde, em Armamar.
 Desloquei-me na companhia de 3 Zyberianos (Renato, Nuno e Pedro), também Abrantinos, e fomos pernoitar a casa do João (à esquerda), que simpaticamente nos cedeu cama e mesa. Muito obrigado a toda a família do João pela excelente hospitalidade e cumprimentos ao restante pessoal que ali conheci.
 Ali bem próximo visitámos a Barragem do Peso da Régua, onde "apanhámos" em plena acção o navio turístico Douro Princess a ser elevado nas comportas. Esta é mais uma aventura que pretendo fazer brevemente: a subida do Douro em navio.
 As paisagens por aqui são do melhor que Portugal tem!
 Nova imagem da Barragem do Peso da Régua.
 O Douro e as suas margens repletas de vinhas.
 No dia anterior ao evento (Sábado), colocámos-nos a caminho às 08H00. Pelas 10H30 já estávamos em Viseu a petiscar com o nosso amigo André Santos (da equipa "Os 6 do Pedal" - Viseu), que aproveitámos para visitar.
Pelas 12H30 de Sábado, parámos em Lamego para uma visita relâmpago pelos cafés da zona centro. O tempo estava agradável, com uma aragem fresquinha própria da zona, nada que uns Martini's não pudessem resolver para abrir o apetite para o almoço a ter lugar em Armamar.
Como pernoitámos a cerca de 16kms de Folgosa do Douro, tivémos de nos pôr a pé pelas 07H30, ainda meio mal-dispostos por causa da rambóia da noite anterior... e só com uma fruta a boiar no estômago lá carreguei a burra e com os Zyberianos por companhia rumei até Folgosa.
O gráfico da altimetria tinha-me deixado a pensar há 1 mês atrás na altura em que me inscrevi, quando ainda não conhecia  estas paragens. Achei um bocado exagerado e até pensei que se tinham enganado. Mas não! O total de acumulado de subidas era de aproximadamente 1.100 mts. para um total de 37,50kms. Um desafio a ter em conta... só para apreciadores! 
 Nuno, Pedro, Renato e Tufo.
 Apesar de haverem prognósticos de chuva, o certo é que o dia amanheceu sem água e assim continuou. No local estava ainda pouco pessoal quando chegámos e um calor esquisito (frio, tá claro!). 
 O levantamento de dorsais foi rápido. No saco um par de maçãs (Armamar é a Capital da Maçã da Montanha), uns informativos e um bonito jersey comemorativo desta 7.ª Edição do Passeio das Víndimas.
 A Organização disponibilizou algumas bicicletas estáticas para aquecimento dos participantes e neste evento, sem dúvidas que dava jeito: os trilho da prova começavam a subir logo assim que se dava a partida. 
Ao redor só se viam montes... e eu que não gosto nada de subir! Paisagem um pouco diferente daquela a que estou habituado em Torres Novas (a 350kms daqui).
 Desta vez era difícil encontrar pessoal conhecido. Esta zona do país é menos frequentada pelas caras conhecidas a que já nos habituámos lá em baixo. Mas aqui também se respira BTT de igual forma: é sem dúvida um desporto em expansão e há que aproveitar para também conhecer melhor o nosso país. E que melhor forma do que praticar BTT, ao mesmo tempo que vamos conhecendo outras gentes... 
 A partida atrasou cerca de 30 minutos, com os cerca de 180 participantes ansiosos por arrancar, devido ao atraso de alguns inscritos (está sempre a acontecer...).
Finalmente a partida... e começou desde logo a subir. Descubram o Tufo no meio do maranhal.
 Com a língua de fora lá segui a meio do pelotão.


 Lá fomos subindo e já se avistavam muitos betêtistas espalhados pelos sucalcos até ao cimo do monte.
 Os "Chaparros" de Santiago do Cacém também estiveram presentes.

 Subindo, subindo, subindo, subindo...
 ... mas cada vez eram mais bonitas as paisagens!
 Parecia que nunca mais ía-mos parar de subir.





 O Paulo Ministro marcava presença e anunciava a chegada do sol.


 Apesar da perigosidade dos trilhos, principalmente a descer, claro, a nossa comitiva não teve qualquer problema, quer a nível de quedas, quer a nível de problemas mecânicos.

 Ao fundo o Douro.

 Sempre com boas marcações, maioritariamente com fitas.

 A Organização pautou também pela colocação de diverso pessoal nas intersecções mais importantes, que na minha perspectiva não houve falhas a apontar.


 Chegada a Armamar, onde estava colocada a única ZA.


 O abastecimento foi excelente. Parecia o mercado diário com tanta fruta fresquinha, bolos de carne e pastelaria, sandes, sumos, enfim, do melhor que se poderia pedir. Pena foi que o meu estômago e intestinos me estavam a tornar a missão difícil, já me estava a preparar para largar lastro.
 Após uma paragem de cerca de 20 minutos, em que tive de me enfiar por entre castanheiros a evitar picar os glúteos para largar lastro, ainda fiz uma tentativa de gregório mas não resultou: "- Elas não matam mas moem!" - lá ía dizendo o meu irmão Renato, Zyberiano de corpo e alma, que me acompanhou o tempo todo.
Já um bocadinho mais leve lá prossegui. Foi com surpresa que reparei que os trilhos estavam bem guardados pelos proprietários das vinhas: não fosse algum magano rapinar uns pés de videiras.
 Uma passagem bem original, sobre uma pequena ponte.

 Ainda tive tempo de provar uns medronhos e outras frutas com que me deparei...
 Na Quinta do Tedo, a escassos kms do final, fomos brindados com uma prova de Vinho do Porto.
 Ao fundo um afluente do Douro a dar um encanto natural.
 E foi na marginal asfaltada junto ao Rio Douro que percorremos os restantes 4,5kms até final.

 Alguns ainda bem fresquinhos no final do percurso. Na meta iam sorteando lembranças, mas a mim não me calhou nada. Paciência.
 Após o banho, onde considero ter sido mais fraco o evento (mas há que aproveitar as condições que se têm), veio o almoço. Um autêntico banquete: com entradas diversas: salgados, presunto (muito bom), feijoada de feijoca, bolo de carne, sandes, queijo, tudo do melhor. A imperial é que estava a sair fraca.
 Já na fila para o almoço, podia-se ir apreciando a bonita paisagem.
 O almoço estava bom, mas o meu estômago não me permitiu desfrutar a 100%.
 Sem dúvida um evento com uma Organização muito boa e com bons colaboradores e apoios.
 Apesar de ter saído do trabalho no sábado às 07H00 e com uma directa viajar os 320kms de casa até aqui, após o que ainda tive de fazer uma prova de vinhos e carnes durante toda a tarde e parte da noite em Armamar, acabando por dormir só 4 horas nas últimas 48H antecedentes ao evento, foi com um esforço acrescido que realizei todo o percurso, mas nem por isso desisti. Valeu a pena a viagem e o esforço físico que tive de fazer para estar presente. Adorei.
Não posso ainda prometer estar presente no próximo ano, mas desde já convido todos os bêtetistas de corpo e alma e espírito aventureiro como o meu, a participarem neste evento numa próxima oportunidade. É sem dúvida inesquecível esta participação, sem querer menosprezar outras.

Votação: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Tufo (Zona 55 Bike Team)

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...