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domingo, 26 de novembro de 2017

Participação da equipa (Guarda)

Representação a cargo de:
70km - João Valério

Depois de me haver estreado em 2014 juntamente com o Rui Almeida em representação do Clube de BTT Zona 55 no já então famoso Invernal da Guarda, voltei, desta vez sem companhia, passados 3 anos para, desta vez, me aventurar na distância maior. Como cheguei no dia anterior, o levantamento do kit de inscrição foi tranquilo, no secretariado que se localizava no Estádio Municipal.

O kit de inscrição veio composto de um prático saco de tiracolo, um par de utilitários manguitos e o obrigatório frontal com as respetivas braçadeiras.

Como estava instalado a pouco mais de 2km da zona de partida/meta, aproveitei desde logo a deslocação para fazer o aquecimento, mas a coisa não estava fácil. O dia amanheceu fabuloso, com um sol intenso mas incapaz de aquecer a temperatura ambiente, pois o termómetro marcava 1ºC.

Fui dos primeiros participantes a chegar à zona de partida onde, estranhamente e ao contrário do que experimentara há 3 anos atrás, à medida que os restantes participantes iam chegando às imediações ninguém se colocava na manga de partida, o que só veio a acontecer 10 minutos antes da hora prevista para a partida. Derivado ao frio, a maioria do pessoal estava a fazer aquecimento e os restantes estava abrigados em edifícios, no interior dos carros ou ao sol.  

Uma vez que ninguém se chegava à frente para começar a perfilar o pelotão, tive de dar o exemplo e, penso que pela primeira vez, me coloquei numa frente de corrida, sendo quase de imediato imitado, primeiro pelos diversos concorrentes aos primeiros lugares da classificação e depois pelos demais participantes. Talvez o motivo do tardio ajuntamento foi a escassa participação na distância Maratona (cerca de 60), agravada pelo facto da partida para as ambas distâncias ser distinta, com um intervalo de 15 minutos, partindo somente às 09h15 os participantes na Meia Maratona.


 Assim que partimos percorremos cerca de 5km em asfalto até entrarmos na terra batida. O ar estava gélido, com uma aragem extremamente fria, tendo-me esfriado as mãos logo que partimos mantendo-se assim até cerca do km10. Nem mesmo as primeiras subidas iniciais me permitiram aquecer. A dificuldade em respirar era grande.



Os primeiros quilómetros foram compostos de diversas subidas, levando-nos desde logo aos locais mais elevados do percurso, facilitando a quebra geral do pelotão e tendo-se formado pequenos grupos, onde eu calhei num grupo de cerca de 6 elementos, seguindo nós juntos cerca de 20km, por vezes uns adiantando-se e outros atrasando-se, mas quase sempre juntos.



Pelo caminho fomos presenteados com algumas descidas épicas, exigindo alguma técnica, permitindo-me dar folga aos travões e ganhar algum avanço a diversos adversários mais cautelosos.



 Já na segunda parte da prova, sensivelmente a partir do km43, começámos a verdadeira luta contra as cambras, pois os últimos 20km foram praticamente sempre a subir, por vezes com inclinação bastante acentuada. 


Lá íamos passando pelas diversas zonas de abastecimento mas, como é meu apanágio, por não gostar de descansos pelo meio e por levar comigo o necessário para sobreviver aos quilómetros a que me tinha proposto, não parei.


Pessoalmente, a nível de dificuldade física, a dureza estava toda acumulada a partir do km52, já com o percurso comum a ambas as distâncias e a partir de onde, já um pouco exaustos, nos deparámos com as subidas mais íngremes e extensas, onde vi e pude ultrapassar diversos participantes de uma e de outra distância apeados, a arrastar-se por ali acima.


Os últimos 5km foram comuns à mesma extensão inicial, usufruindo de uma pequena extensão a descer após muitos quilómetros de subida, com a zona final de entrada nas imediações e cidade já em asfalto, o que de alguma forma deu ânimo apesar de ser em subida, tendo eu chegado à meta sem qualquer acompanhamento.



Percurso/track da Maratona de BTT Invernal Cidade da Guarda 2017.

Um pouco além do anunciado, o acumulado final aproximou-se dos 1700m D+ para um total de 66km percorridos no percurso da maratona.

Depois do retemperador banho, bem quentinho por sinal, onde quase sem exceção se ouvia o pessoal repetidamente a tossir, resultado da inspiração de ar bastante frio ao longo de toda a prova, segui-se a deslocação para o espaço destinado ao almoço onde, cá fora, havia uma espécie de menu de entradas composto de enchidos e carne de porco no espeto, bem regado. O almoço foi ali ao lado, muito bem servido e com qualidade q.b..


O evento terminou com a cerimónia de entrega de troféus e prémios, o que aconteceu após o almoço mas à qual não assisti, pois tinha 200km de regresso para fazer até casa. Mais uma vez fui e fiquei um pouco triste por não ter encontrado neve, mas enfim... no futuro não prometo regressar a este evento, dada a distância de casa, porém se tiver companhia, nunca se sabe. De qualquer forma, aconselho vivamente todos os apaixonados pelo btt a participarem, pelo menos 1x na vida neste famoso evento beirão.

01.º - 02:48:14 - Ricardo Gomes (Lamigroup/Casa do Benfica de Castro D'Aire)
02.º - 02:49:44 - Nuno Ribeiro (individual)
03.º - 02:52:37 - Hugo Fernandes (Bandarra's BTT Trancoso/CCG)
28.º - 04:04:40 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
58.º - 05:59:05 - Último

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS

Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Cláudia Sofia, Miguel de Melo Costa, Município da Guarda, Nelson Oliveira, Photoburst.net, Sofia Lopes.

domingo, 18 de junho de 2017

Participação da equipa (Almeida)


Representação a cargo de:
200km - Rui Almeida e Carlos António

Pela segunda vez, o Clube de BTT Zona 55, participou na travessia da Grande Rota do Côa (2017) organização de João Marujo, tendo sido representado este ano pelo Rui Almeida e Carlos António.

Esta travessia teve uma extensão de 200km, com cerca de 4000m de acumulado (+) e de 4792m (-), efectuados em três dias, com cerca de 40 btttistas a iniciar o evento.

Dia 15 (véspera do evento):

- Pelas 19H00, chegámos à Casa da Juventude de Almeida, local onde iríamos pernoitar, onde conhecemos logo alguns companheiros que iriam pedalar connosco durante a travessia e que nos fizeram companhia durante o jantar, no restaurante "A Muralha" (boa referência - naco de vitela).

Dia 16 (1.ª etapa)

- Depois de uma noite de descanso, apesar de temperaturas muito elevadas, preparámos-nos para o primeiro dia, com grande expectativa do que iríamos encontrar e vontade de conhecer durante estes 68 km;

Pelas 06H00 da manhã, pequeno almoço tomado, estava na hora de arrumar as bikes nas carrinhas, para que as mesmas nos seguissem à retaguarda do autocarro, até à nascente do Côa.

Por volta das 08H15, chegámos à zona da nascente.



Preparámos-nos e subimos até à mesma, para a foto da praxe.


Pelas 08H30 da manhã, hora de pedalar.



A desfrutar pela Serra, à procura do Lince.

 Encontrei um Lince!
Belíssima paisagem natural.
A isto, chama-se pedalar ao som da natureza.
Castelo do Sabugal, já a aproximar-se da hora de almoço, mas ainda nos encontrávamos afastados do local onde iríamos tomar essa excelente refeição.
A temperatura estava elevadíssima, tivemos de nos refrescar um pouco, apreciando o leito do Rio Côa
 

Pelas 14H00 chegámos à Quinta do Refugio do Campo, onde após chegarem todos os atletas, fomos almoçar.


Enquanto esperámos, demos um mergulho nesta piscina...

... com serviço de bebidas.


O almoço foi self service.

Grelhada mista e massas.
Um excelente almoço com bebida à descrição, composto por um menu de sobremesas e café.

Estava na hora de voltar a pedalar, pois já se estava a fazer tarde, e tínhamos o autocarro à espera para nos levar novamente à cidade de Almeida, onde estava agendado um jantar para as 20H00.

 Aqui o C. António, "à vontadinha" demonstrando a sua técnica.


Terminus da 1.ª etapa da GR do Côa, mais um mergulho no rio para refrescar e depois entrar no autocarro com destino a Almeida.



O jantar foi servido nas Portas de Santo António, no Centro Histórico de Almeida e tendo sido confeccionada uma excelente paelha pelo Sr.º Manuel Pereira. (parabéns a este Sr.º, pela qualidade deste prato)...


... digerido com a ajuda deste vinho de Pinhel, sem dúvida uma " Grande Escolha".

No final do jantar, foi -nos oferecido pela ADR - Territórios do Côa, representado por Dulcineia  Moura, um copo personalizado.





Dia 17 (1.ª etapa)



A 2.ª etapa da travessia, começou no mesmo local onde tínhamos terminado no dia anterior, só que no centro da aldeia, junto do sitio onde tinham ficado guardado as nossas bikes.




Depois de tomarmos o café matinal, foi sempre a descer até chegarmos ao rio e depois a rolar junto do mesmo.


 Uma ponte muito fixe.

Pelo caminho passámos por um forno, que não passou despercebido, pois em vez de fazer crescer o pão, fez crescer uma grande árvore.

O C. António a apreciar o auto estrada de pedra e técnica que já tinha percorrido(a subir), e a continuação que teria de fazer.
Depois da subida, encontramos o trânsito um pouco engarrafado, pois estava a haver outro evento desportivo...

... pelo que tivemos de esperar um pouco e só depois podemos seguir


Assim chegámos ao 1.ª abastecimento da etapa, onde após concentrar-nos e alimentar-nos seguimos destino.

O abastecimento foi junto ao Rio Côa, por baixo da A23 (Guarda/Espanha)

- Após este abastecimento tivemos de voltar a subir, com as temperatura a dificultar-nos, pois já  estavam muito elevadas (isto é, pensava eu que estavam elevados, tendo em conta o que iríamos apanhar, até estava fresco).

- Até aquele momento ainda não tínhamos tido problemas mecânicos, mas o C. António ao fazer aquelas subidas com toda a força bruta, o pedal não aguentou e acabou por partir-se...

... não deixando o mesmo de fazer aquela ponte estreita, pois só do lado de cá havia maneira de resolver aquele problema...

... faltavam cerca de 4 km para a cidade de Almeida, e um companheiro residente naquele local, prontificou-se a levá-lo à sua residência, para arranjar o pedal.


Já no Centro Histórico de Almeida, depois de 2 km sempre a subir cheguei ao 2.º abastecimento do dia, onde aguardei a chegada do C. António.

Naquele local voltei a juntar-me com o outro elementos da equipa, abastecemos e juntamente com outros elementos voltámos ao pedal.



Faltavam 25 km para o final da etapa, mas os mesmos foram complicados, pois as subidas eram compridas e técnicas, os trilhos rolavam afastados do rio, a vegetação era baixa sem sombras com um sol escaldante e as temperaturas marcavam no GPS 50ºC.

Ao chegar à aldeia das Cinco Vilas, encontrámos uma fonte com uma pia para o gado beber água, que transformámos numa piscina, pois tínhamos necessidade de nos refrescarmos para baixar a temperatura.

O C. António e o Adão também a refrescarem-se, pois tínhamos de continuar para dar a vez aos outros.

Apesar deste local e aquele banho ter-nos sabido muito bem, também foi aqui que o C. António teve um acidente.

Assim, deixamos aqui  um alerta a todos os bttistas, pois nós por vezes usamos estes locais e não tomamos atenção a alguns aspectos. Neste caso, entrámos para dentro da pia e não vimos que estavam vidros partidos, que acabaram por fazer um golpe no pé do nosso atleta.

Mas com grande destreza do atleta (C. António) !?!?!?!?!? a ajuda de duas senhoras da aldeia que nos deram compressas, e o socorro prestado pelo nosso amigo Luís Cordeiro dos Lobos do Pedal - Dom Pipas, voltámos a pedalar, pois estávamos ali para isso.



Após mais alguns km, chegámos a um pequeno oásis, uma barragem com a água a passar por cima da mesma, local onde todos os atletas foram parando para descansar, mergulhar e nadar um pouco, pois só faltava 7 km, dos quais 4 eram a subir.



Foto da praxe, pois foi naquele local que foi recolhida a foto para o dorsal 2017.



Pelas 15H55 chegámos à Quinta Nova, ao empreendimento turístico - Turismo Rural Encostas do Côa.

Este alojamento é excelente, com muito boas condições, quartos marcados com nomes de plantas e um anexo, denominado " casa da árvore".

Foi nestas instalações que pernoitámos, pelo que era altura de descansar e confraternizar até à hora do jantar.


 Um bom banho de piscina


Pelas 20H00, já depois de terem chegado todos os atletas, foi-nos servido um excelente jantar, assim continuávamos como até aquele momento, sem nada a apontar, pois estava tudo excelente.



Dia 18 (3.ª etapa)

Pelas 05H00, estavam todos levantados a tomar o pequeno almoço (tinha sido decidido entre todos, antecipar a hora de levantar, devido às altas temperaturas que faziam).

Pelas 06H00, já estávamos todos a sair, para aproveitar o fresco matinal.


Os primeiros km foram a descer, com uma descida técnica e o Mário Dantas a controlá-la.

 O C. António a dar-lhe ... a esta descida, para ele é "papinha" !!!! mas ele não gosta de papa.



Uma bonita paisagem a descer junto ao antigo leito do rio Coa - pois segundo me dizerem o mesmo foi desviado naquele local.

 Agora vinha daquelas subidas que nunca mais acabam.

 É pedalar, olhar para baixo e esperar que as rodas rolem até ao cimo.

Já no cimo, encontrámos o nosso amigo pastor, que nos deu a honra de tirar uma foto connosco e com as suas atletas fornecedoras de lã.

Abastecimento livre, mas só para bons trepadores, aqui com o Daniel Adão a demonstrar a sua técnica na apanha de figos.

Muito deliciosos, e eu até não ligo muito a este fruto.



O 1.º abastecimento da 3.ª etapa foi na localidade de Cidadelhe, muito bom com bebidas frescas, fruta e pão caseiro.



 Nesta localidade, eu (R. Almeida) ribatejano a mostrar como se monta a cavalo...

... e o C. António, um ribatejano da Beira Baixa, a fazer uma pega de caras.


Entrada da reserva da Faia Brava - uma reserva natural privada.



Depois de alguns kms a pedalar na reserva, e a aproximar-se da hora da missa, lá conseguimos chegar a tempo.




 
Um dos atletas mais novos a participar na GR, descendente da bonita família Santos, brindou-nos com uma missa em plena reserva natural, onde nem faltou o oratório (com a sua mãe um pouco envergonhada, pois o sermão do dia era muito moderno e original).



Depois da missa, um pouco de passeio pedestre, pois iam todos a pensar nas palavras do padre, e que ninguém tomou atenção ao GPS, pelo que saímos todos do trilho. 




Nesta fase da etapa, depois de uma dura e cumprida subida, estávamos a cerca de 5 km do fim da etapa e da travessia (Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa ).

  Grande descida, rápida mas com muita terra solta.


Esta é a subida mítica desta etapa...

... nunca mais acabava!


Pelas 12H55 terminámos a 3.ª etapa e a travessia da Grande Rota do Côa 2017.

Foz do Rio Douro com o Rio Côa.
Imagem do relive da 3.ª etapa (Mário Dantas)

Track de GPS da 3.ª Etapa


 Este foi o resultado do único  acidente que sofremos (quer dizer o C. António pois o pé é dele).
  Hora de repor líquidos (umas imperiais), enquanto aguardávamos a chegada dos restantes atletas.

Almoço final em Foz Côa, no restaurante " Côa Museu".
Estes são os atletas que terminaram a travessia da Grande Rota do Côa 2017, pois devido a várias situações, outros foram obrigados a abandonar o evento.

Assim:


Deixamos aqui o nosso obrigado a todos os atletas presentes nesta Rota e que nos acompanharam, bem como os parabéns ao João marujo e a toda a sua equipa pela excelente organização. 

Este Rota recomenda-se, pois é dura, com trilhos e paisagens muito interessante, uma grande organização e devido ao seu enquadramento torna-se numa travessia de BTT em ambiente familiar.

MAIS FOTOS






VIDEO ( EM ELABORAÇÃO)

Reportagem
Texto: Rui Almeida
Fotos: Rui Almeida, Carlos António, João Marujo, Mário Dantas e Luís Cordeiro