domingo, 2 de novembro de 2014

Participação da equipa (Almagreira)

Representação a cargo de:
David Gonçalves e João Valério

Levantei-me às 6 da manhã, tomei o pequeno-almoço e pus-me ao caminho para me encontrar com o David e esposa, na zona de Fátima. Juntos, em carros diferentes, lá seguimos até à Almagreira, onde o David já é cliente habitual e desde pelo menos há 2 anos a esta parte que me anda desafiar para lá ir. Sempre me disse que as inscrições são bastante baratas, o percurso é fluído e que tem uma Organização muito boa.

Pelo caminho e como a partida estava marcada somente para as 09H15, comi 2 pastéis de nata e bebi uns goles de sumo. Quando dei por mim já estávamos em Almagreira, uma pequena localidade do concelho de Pombal. Logo à entrada deparámos-nos com um desvio de trânsito onde estava pessoal do staff da Organização (Horizonte - Associação Juvenil de Almagreira).


Quanto mais para o centro da aldeia, maior a fila de carros ficava! Estavam inscritos "só" 500 bêtetistas na distância única de 45km. Muitos deles com o cheiro nos prémios monetários: 150€, 100€ e 50€ para os 3 primeiros classificados da geral, masculinos e femininos. Junto a outro desvio passámos mesmo defronte ao Secretariado, onde elementos do staff nos aconselharam a desde logo levantar os kits de inscrição. O Secretariado estava muito bem organizado, com afixação das listas dos nomes e respetivos dorsais ali mesmo ao lado onde viria a ser servido o almoço e as entregas divididas por centos, com miúdas bem giras e simpáticas a atender o pessoal.

De seguida fomos procurar sítio para estacionarmos os carros, o que até não foi tarefa difícil, pois encontrámos uns espacinhos perto do campo de futebol onde estavam sinalizados os balneários e zona de lavagem das bikes. Ainda tempo para largar lastro e depois percorrer algumas centenas de metros até à zona de partida, que serviu desde logo para aquecer as pernas.

Chegámos à manga de partida pelas 08H50 e já lá estava quase toda a gente! Ficámos a cerca de 4/5 do enorme pelotão, o que desde logo não nos dava grandes hipóteses de conseguirmos uma boa classificação. Estava eu a encaixar os pedais quando me aconteceu dar uma pedaladela em seco! "- Mau!?" - Então não é que um piqueletes do cepo da roda traseira não estava a descolar? Lá tive de interiorizar que iria ter problemas ao longo do caminho e lgo desabafei com o David que tinha traçado para hoje dar-lhe luta renhida, o que já não deveria acontecer.

À hora marcada lá foi dada a partida para toda aquela gente, com muito público a assistir. Eu e o David partimos lado-a-lado. Até começarmos a dar as primeiras pedaladas vimos muita gente arrancar lá à frente. Parecia uma onda... lenta. Passámos sobre a linha de partida já o cronómetro gigante marca 1 minuto e 26 segundos, e lá continuámos bem devagar metidos no meio do pelotão por mais alguns minutos.


Cuidadosamente lá começámos a ultrapassar pessoal, ora pela direita, ora pela esquerda, ao centro, seguindo um atrás do outro ou afastados. Fomos nisto uns bons 3km, após isso consegui apanhar melhores abertas que o David e lá o deixei para trás, preso entre o pelotão em zonas de difícil ultrapassagem. O cepo por enquanto não me estava a dar problemas, era preciso era não parar de pedalar.

O percurso estava muito bem marcado, com muitos elementos do staff e por isso as passagens nas interseções com rodovias era a voar. Hoje, como não levava o habitual equipamento de reportagem (GoPro e máquina fotográfica) só tinha de me preocupar em dar o máximo e gerir a corrida por forma a terminar num bom lugar e sem me aleijar, que é sempre o mais importante.

Um pouco antes do primeiro abastecimento fui finalmente apanhado pelo David Gonçalves, mas como já é meu hábito, não parei ao contrário dele, o que me permitiu voltar a ficar à sua frente, mas só por escassos quilómetros, pois ao km18,5 numa picada bem jeitosa mas que eu até conseguia subi-la, vi o David a ir embora enquanto eu fiquei a dar aos pedais em seco. Que boa altura para o cepo me tramar! Tive de fazer toda a subida, com mais de 100 metros, a pé, permitindo que dezenas de participantes me ultrapassassem sem que nada pudesse fazer a não ser desviar-me e esperar que no topo conseguisse engrenar num dos piqueletes, o que vim a conseguir.

A partir dali as pedaladas em seco começaram a tornar-se comuns, o que me obrigou a colocar mudanças a todo o momento e sempre sem abrandar o ritmo das pernas. Consegui imprimir um bom ritmo, pois o percurso era fluído e o pelotão já estava mais disperso, ultrapassando sempre que podia e fazendo as curvas no máximo.

O problema do cepo deitou-me abaixo mas não me tirou a esperança de tentar fazer o melhor tempo possível abaixo do David. Fui pensando que talvez ele me viesse a dar pelo menos uns 30 minutos, principalmente quando ao km32, num bonito e delicioso single track desenhado numa encosta de pinhal, cheio de sobes e desces, em que constantemente tinha de engrenar mudanças, dei umas quantas pedaladelas em seca, numa das quais me viria a provocar uma pequena queda em que feri o joelho direito, atrasando-me ainda mais.

Lá mais à frente, sem eu o saber, o David igualmente teve algumas quedas, numa delas feriu também o joelho direito, por coincidência. Este tipo de percurso e traçado, bastante rolante e técnico, era mesmo à minha medida e também um pouco para o David, se bem que ele é menos competente tecnicamente, apesar de estar a melhorar a olhos vistos.

Chegado à 2.ª zona de abastecimento, novamente bem colocada e apetrechada, estava localizada à saída de um single track e pinhal, onde o pessoal que foi foram largando as bicicletas de qualquer maneira sobre o percurso onde era suposto passar os restantes participantes, sem se preocuparem com mais ninguém. Novamente e como ainda levava comigo géis e o bidon meio, lá consegui passar pelo meio daquela confusão sem parar. Alguém ainda gritou: "- Então não páras!?". Qual quê, eu queria era chegar ao fim o mais rápido possível.


Os últimos kms foram, tal como fui ouvindo muitos comentarem ao longo do percurso, os mais difíceis de fazer. Muitos singles, bem bonitos por sinal, bastantes subidas e pouca oportunidade de rolar, o que só veio a acontecer nos últimos 6km, onde dei o meu máximo, estimulado por um amigo montado numa 29 e em cujo jersey li Tomar, que me conseguiu passar. Fomos picados uns bons 3km, ultrapassando diversos outros participantes, tendo-o deixado dar o litro comigo sempre em cima dele a pressioná-lo, até que deu o estoiro numa pequena subida e passei para a frente.


Até final foi sempre a abrir, nunca baixando dos 20km/h. Sem me aperceber estava de volta à Almagreira e foi com vontade e sem nunca deixar de pedalar para não ser tramado pelo cepo, que entrei no asfalto da reta da meta a pedalar de pé. O David, como eu previa, já lá estava à minha espera. Perguntei-lhe: "- Há quanto tempo chegou?", respondeu-me "- Uns 10 minutos". Fiquei parvo! Afinal e mesmo com problemas não me deu muito avanço. Qual não foi o meu espanto que ao consultar as classificações, afinal a diferença foi de apenas 00.07'57". David, põe-te a pau! Melhores dias virão.

Porque às 13H00, por motivos profissionais, tinha de estar em Torres Novas, não lavei a bike, não tomei banho e nem almocei. Foi só carregar a bicla, aceitar uma sandes de porco no espeto arranjada pela esposa do David e meter-me ao caminho. Segundo o David, a água dos banhos estava pior que aquela que usou para lavar a bicicleta... bem fria. Já o almoço foi outro momento alto, com comida e bebida à descrição, onde até café e bagaço estavam incluídos no valor da económica inscrição. Para o próximo ano desde já prometo que farei os possíveis para voltar a estar presente, mas espero que mais pessoal da equipa nos acompanhe.



Track aqui.
No final o percurso deu no meu GPS 43,23km, com um acumulado 769m D+, algo inferior ao que havia sido anunciado. Por obra do São Pedro, o terreno esteve incrível, rijo e sem lama. Esteve um óptimo dia de sol, se bem que ao início um pouco enevoado e frio à mistura, que depressa aqueceu. Ao longo de todo o percurso vimos bastante terreno do trilho limpo, demonstrando grande e bom trabalho da Organização, que não mediu esforços para oferecer um bom dia de btt aos participantes, por um preço acessível a todos.


001.º - 01:53:28 - Diogo Silva (Maxygim/Bikezone Leiria)
002.º - 01:53:44 - Diogo Almeida (Marrazes/Brejinho/Joficina)
003.º - 01:53:45 - André Duarte (Pombal Jovem/More Bike Park)
160.º - 02:34:02 - David Gonçalves (Zona 55 Bike Team) » 8.º Masters
204.º - 02:41: 59 - João Valério (Zona 55 Bike Team) » 43.º Vet. B
500.º - 04:38:12 - Último
Nota: +47 desistências


Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: Fátima Gonçalves (Zona 55), Organização.

domingo, 26 de outubro de 2014

Participação da equipa (Abrantes)


Percurso de 20 km guiados:
Representação a cargo de:
Filipe Rodrigues, dois amigos Miguel e Tomás Rodrigues, Sérgio Bernardo, Abílio Bernardo, Sofia Lopes, João Valério, Rui Almeida, Ana Almeida, Carlos António, Hugo Almeida e Jorge Rabaça,

Concentração dos atletas, pelas 08H30, junto ao Mercado Criativo.
Os nossos atletas mais novos, já prontos e a aguardar instruções.
A Ana e o Hugo também já com tudo pronto para avançar.
Sérgio e Jorge a aguardar a hora ...
Por sua vez, a chegada do João que exerceu a sua actividade profissional durante a noite e que devido a motivos profissionais só conseguiu chegar em cima da hora de partida.
O Filipe a dar orientações técnicas aos mais novos.
 

A Sofia em 1.º plano a rolar para aquecimento muscular.
Após a concentração de todos os participantes e de um pequeno briefing, iniciou-se o passeio começando dentro da cidade com destino ao Castelo de Abrantes.
J. Valério, o nosso cameraman "extensível", testando mais um acessório da GoPro.
A dupla Sérgio e Abílio Bernardo, a aproveitar o sol matinal desta cidade,
Paragem para concentrar todo o pelotão, à saída do Castelo.
Carlos António e Luís Inácio a todo o gás a aproveitar uma bela descida, com a Ana "colada na roda".

Luís, Carlos e Rui numa formação em linha prontos a avançar .
Os manos Rodrigues a desfrutar de um passeio e a deixar o Rodrigues papá para trás.

Nova concentração, agora em Rio de Moinhos, para agrupar e os atletas a aproveitar para as sessões fotográficas.
 

Chegou a hora do abastecimento oferecido pela Organização, com uma excelente paisagem proporcionada pela margem do Rio Tejo, com abastecimento agradável e qb, no cais de Rio de Moinhos.
O João aproveitando a colocação dos atletas no anfiteatro, para a foto de grupo e mais um take para promover o vídeo.
A Sofia, após uma longa subida, mostrando um sorriso e pronta para outra.
Após o terminus do evento e o banho de imersão, no Pavilhão Desportivo de Abrantes, por indicação do João deslocá-mo-nos ao Restaurante "A Lareira", na Chainça, onde nos foram servidas refeições muito bem confeccionadas, com um atendimento excelente (recomenda-se).

Os outros elementos da equipa participantes neste evento, por vários motivos não puderam estar presentes connosco no almoço de convívio.


Podemos concluir que este passeio guiado esteve muito bom, numa manhã solarenga e agradável para esta prática do BTT, que nos levou a ver paisagens muito bonitas e à confraternização entre os nossos atletas e de outras equipas.

Fica aqui os parabéns a esta Organização " Os Branquinhos do Pedal", por esta iniciativa de que só ficou a faltar a prova da "Palha de Abrantes".



Créditos à reportagem
Texto: Rui Almeida
Fotos: R. Almeida (Zona 55 Bike Team)
Vídeo: Zona 55