domingo, 11 de maio de 2014

Participação da equipa (Almeida)

Representação a cargo de:
70km - João Valério

Residencial Morgado: local onde pernoitei, bem simpático e cómodo.
Este ano tenho tentado escolher e participar em alguns eventos btt onde nunca haja participado, que sejam distantes da minha área de residência e se possível em locais que ainda não conheça. Baseando-me nestes pontos, decidi-me a participar na Maratona de Almeida - Na Rota das Invasões Francesas, um evento que já vai na sua 13.ª Edição e que já conhecia só de ouvir falar. Aventurei-me à distância maior (70km), já com o objetivo de ganhar ritmo para a travessia de 3 dias que irei realizar em Junho.

Face aos 239km que me separam de Almeida e para me safar aos pórticos da A23, optei por fazer toda a viagem por estradas nacionais onde demorei quase 4h de caminho, por isso mesmo arranquei no sábado depois de almoço e fui a desfrutar as bonitas paisagens ao longo do caminho, tendo passado pela Serra da Malcata e recordado que este ano não pude participar na Maratona Terras do Lince, mas em 2015 quero estar presente.

Depois de comparecermos na residencial (eu e a Sofia), fomos até à Escola Secundária, ali bem próxima, onde funcionava o secretariado, para levantar o kit de inscrição, pobrezinho por sinal... só o dorsal e as abraçadeiras! Há que poupar, pois claro, mas sabia bem levar uma recordação destas bandas.


No sábado ainda tempo para visitar esta bonita vila do distrito da Guarda, cujo centro se localiza no interior de uma enorme e imponente fortaleza com o formato de uma estrela de 12 pontas, se vista do ar. Ao redor estende-se a zona nova da vila, cuja ligação se faz por túneis e pequenas pontes construídas em pedra. 


No domingo, após o rápido pequeno-almoço, onde confraternizei com outros participantes (entre eles um espanhol vindo de Madrid que participava pela 3.ª vez) também hospedados na mesma residencial, desloquei-me os cerca de 300m que me separavam da zona de partida.

Uma ligadinha rápida para o colega de equipa Sérgio Vicente, que estava em Abrantes no backoffice do programa desenvolvido por portugueses - iSD (Inlane Safety Device), uma plataforma que visa a segurança dos desportistas outdoor e que iremos disponibilizar gratuitamente aos participantes no evento organizado por nós - Rota dos Castelos - a realizar dias 13/14 de Setembro.


À medida que o tempo avançava os participantes iam chegando e passando o primeiro túnel de acesso ao local de partida, onde fomos desde logo controlados. 


Já no interior da fortaleza ficava a linha de partida, entre as zonas de partida mais bonitas que já tive a oportunidade de presenciar. Os participantes de ambas as 3 distâncias num total superior a 300, partiram juntos e o enorme pelotão desenrolou-se ao longo da estreita e antiga ponte de pedra. 


O local, de acesso e zona envolvente estreita, não permitiu infelizmente a existência de público, o qual optou por aguardar a passagem no interior da muralha e túnel logo seguido à partida.


Com um atraso além de 20 minutos, por culpa de alguns atrasados e também da Organização que optou por esperar por eles, para infelicidade dos que chegaram a horas, finalmente foi dada a partida.


Os primeiros quilómetros foram percorridos pelo interior da fortaleza de Almeida, para depois voltarmos a sair e passadas poucas centenas de metros entrámos desde logo na terra batida, sempre a descer...


Apenas com 7km percorridos, quando o pelotão rolava ainda bastante espesso por permissão do terreno, deparei-me com o primeiro ex-libris desta Maratona. Tratava-se de um acesso por cima de umas enormes e gastas pedras, a uma ponte metálica bastante estreita que não permitia a circulação a par. Fez-se aqui um momento de pausa e aguardava-se pacientemente a vez rodeado de uma enorme cobra multicolor que era a fila de bttistas participantes.


Um pouco mais à frente fui surpreendido por diversos e longos single tracks pelo meio de enormes pedregulhos e rochas e junto a um deles encontrava-se o meu amigo fotógrafo Paulo Ministro, sempre a captar excelentes fotos como esta.


 O percurso foi quanto a mim bastante exigente a nível técnico, principalmente no 2.º terço do traçado, onde com bastante frequência fomos postos à prova na passagem por calçadas, entre rochas, trilhos em pedra, ribeiros, subidas em rocha, enfim, um pouco de tudo, mas para mim, que adoro trilhos técnicos, curti à brava. 


 Sensivelmente ao km29 fizemos o retorno de forma bastante original, atravessando o Rio Côa e, havia duas formas possíveis/propostas para fazê-lo: passando sobre o estreito muro do açude ou indo de boleia no barco dos Bombeiros Voluntários de Almeida. Eu optei por passar o rio pedalando.



 Após a travessia do rio situava-se a principal zona de abastecimento da prova que aproveitou um parque de merendas ali existente onde a Organização primou para que nada faltasse, desde a cerveja e bifanas até à normal laranja, sem esquecer as sandes, barritas... um espetáculo!


Depois de bem abastecido, onde aproveitei para beber uma mini, de novo no track por sinal bem complicado, principalmente nos 3km seguintes junto às margens do Rio Côa, percorrendo terreno rochoso com estreitos e muito técnicos trilhos a não permitirem andar rápido.

Os últimos 30km foram totalmente diferentes. Quase sempre em patamar a terra batida rija, não criava dificuldades e permitiu recuperar todo o tempo perdido lá atrás. Por vezes umas subidas ou linhas de água para cortar a rotina vieram também a calhar.

Já começava a ficar preocupado porque olhava para a frente e não avistava a fortaleza, apesar do GPS me indicar que estava prestes a terminar, até que me lembrei de olhar para a minha esquerda e lá estava a vila, fiquei deveras surpreendido porque nunca me passaria pela cabeça vir numa faixa lateral.



Ao atravessar a linha de meta fui advertido pela Organização para me manter no lado esquerdo da fita, pois ao lado estava a realizar-se uma outra prova, o que me deixou confuso... só depois percebi que aquela ponte estava também a ser utilizada na 3.ª Etapa do Trans-Portugal e os respetivos participantes iam passando com intervalos enormes entre si. 

Terminei um pouco exausto, pois na verdade fui apanhado de surpresa pelo tipo de traçado, julgando-o mais rolante e dei tudo o que tinha nos últimos 30km para chegar a horas decentes.

Os balneários disponibilizados pela Organização não utilizei, optei pelos da Residencial. Já o almoço foi na Escola Secundária de Almeida onde a fila era ENORME. Passados mais de 30 minutos na fila finalmente chegou a minha vez de almoçar, já eram quase 15H00 e ainda tinha 4h de viagem pela frente.

O almoço foi bastante animado, com qualidade e bem servido até tinha direito a repetição de comida e bebida. Gostei bastante de participar neste evento, principalmente por ser uma zona que desconhecia, mas convido todos a experimentar. Para perceberem melhor vejam os vídeos de rescaldo da prova postados abaixo, em especial o nosso e, já agora, subscrevam o nosso Canal Zona 55 (no youtube). 

ÁLBUNS DE FOTOS


Rescaldo de Nuno Monteirinho


Rescaldo de Sidónio Silva


Rescaldo de Zona 55

CLASSIFICAÇÕES GERAIS
Classificação Maratona
001.º - 02:49:42 - Alexandre Guilhoto (Garbike)
002.º - 02:49:45 - Carlos Russo (F.C.R. Bike Adventure/Vale do Côa/Vertente Bike)
003.º - 03:00:13 - Bruno Anselmo (Saertex Portugal/Edaetech)
082.º - 04:30:10 - João Valério (Zona 55 Bike Team)
129.º - 05:56:41 - Último
Nota: 27 desistências

Créditos à reportagem:
Texto: João Valério
Fotos: Lagarto da Ginga, Paulo Ministro Fotografia, Zona 55 (Sofia Lopes)
Vídeo: Zona 55

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