domingo, 3 de abril de 2016

Participação da equipa (Assentis)

Representação a cargo de:
50km - David Gonçalves
35km - João Valério, José Silva

 Mais uma vez não faltámos a este fenomenal passeio, organizado por uma equipa do nosso concelho, os Superfresco Bike Team, na localidade de Assentis - Torres Novas, onde este ano comparecemos com 3 participantes e 1 fotógrafo (Jorge Rabaça), mas igualmente com o apoio da revista Freebike

 Chegámos cedinho e coube-me a mim (João Valério), levantar os dorsais dos nossos representantes. Aproveitei desde logo para espalhar algumas revistas pelo secretariado, que voaram rapidamente. O David Gonçalves e o José Silva também chegaram logo de seguida e estávamos prontos para mais um desafio. O Jorge Rabaça começou desde logo a fazer a reportagem fotográfica.

Cerca de 600 betetistas inscreveram-se e pelo menos 500 deles estiveram presentes para testar os percursos deste ano, mas apenas cerca de metade vieram a terminar. A muita chuva que cai durante a semana terá assustado alguns, o que é certo é que apesar disso a manhã até se apresentou com sol e a festa estava muito bem composta, com pessoal vindo um pouco de todo o lado da zona centro do país.

A partida foi dada e a saída foi descontraída, tirando aqueles que se juntaram na frente com intenções de ganhar os troféus que haviam para distribuir entre os mais rápidos. Adivinhava-se que os trilhos estariam à nossa espera com muita lama para nos dar, principalmente nesta zona e percurso, que apanha uma parte da Serra de Aire em que é muito fácil o terreno empapar.


Os primeiros quilómetros percorridos foram-no em alcatrão, para esticar o vasto pelotão, mas sendo desde logo subidas a sacudidela foi tremenda e transformou desde logo a baleia numa comprida serpente.


O sol ainda nos fez companhia por cerca de 1 hora, ou talvez mais, mas o terreno à medida que íamos avançando, após tantas dezenas de rodas a rolarem sobre ele e face ao acumular de água, dava já mostras de que perdia as suas qualidades de resistência. 



Estava já em plenos trilhos de serra quando começaram a cair os primeiros pingos de chuva. Os participantes, apesar de algum afastamento entre si, bastava um pequeno impedimento para que facilmente se tornassem a juntar diversas dezenas de atletas e fosse mais difícil progredir uma vez que a maior parte do percurso se tratava de single trails.



A lama cada vez acumulava-se mais nos pneus e tornava-se difícil conseguir rodar sem que a bicicleta estivesse consecutivamente a escorregar e a fazer atravessadelas, muitos decidiam mesmo não facilitar e apeavam quando percebiam que os riscos de queda ou de danificar algum componente da bicicleta era elevado.


A chuva começou a cair com mais intensidade e o sol foi sendo substituído por longos períodos de chuva que, apesar de miudinha, caía com muita intensidade e em quantidade.


A chuva não tirou a beleza ao percurso e paisagens, mas definitivamente tirou toda a espetacularidade e gozo que era esperava usufruirmos, uma vez que a lama e o piso escorregadio não permitiam um ritmo aceitável nem pedalar com a segurança necessária, além de que até doía só de ouvir os componentes da bicla a queixarem-se das quantidades de lama industriais que acumulavam.


Mais uma vez a Organização não falhou na qualidade das marcações, composta de fitas, placas e até cal no chão, também auxiliado por elementos do staff no terreno.



Após percorrermos trilhos em zonas mais abertas, fomos encaminhados para o vale da ribeira, onde nos esperavam quilómetros de single tracks em ambas as suas margens, com muita lama e drifts para fazermos.


Devido às dificuldades do terreno, a Organização viria a optar por encerrar a opção da distância 50km para todos aqueles que se propunham fazer mas que só chegaram ao corte após as 12h00, o que de certa forma era compreensível. O David ainda conseguiu passar, já eu atrasei-me de tal forma que já não tive outra opção que não seguir para os 35km e ainda bem, porque estava receoso que ainda tivesse algum problema grave na bike.


Na Trilho da Cascata estava o nosso 4.º elemento, o fotografista Jorge Rabaça, sempre ágil com o dedo no obturador, a filmar e fotografar os muitos participantes, bem equipado e a desafiar a chuva que teimava em não parar de cair.


A beleza das paisagens e trilhos mantiveram-se, assim como as dificuldades: todos concordavam. A Organização este ano voltou a ter azar com o São Pedro e muitos deram-se por vencidos na luta contra tantas dificuldades no terreno, desistindo por vontade própria ou imposta por avarias mais graves. 


O abastecimento maior, comum a ambas as distâncias, era uma espécie de porto seguro no meio da tempestade! Cheguei lá numa altura em que havia sol e não chuva. Muita gente também por ali parou e era bonito de se ver tanto pessoal do staff com imensa simpatia a servir desde enchidos, presunto, pão, águas, sumos, vinho e até a popular bebida Superfresco (vinho + gasosa).



No meio da floresta lá encontrei o meu amigalhaço Jimmy, todo limpinho a fazer inveja a quem passava... captando algumas imagens para depois partilhar com o pessoal. Um pouco mais à frente calhou-me o azar que eu já temia e parti a corrente, o que tomou mais de 20min. sob chuva e muita lama que me dificultaram a vida qb.


No último abastecimento juntei-me ao meu bom amigo Quim e provámos umas deliciosas laranjas antes de voltarmos ao lamaçal para uns 6km de chafurdanço alucinado.


Este ano a meta estava localizada num ponto diferente da zona de partida, dando-nos alguma hipótese de rolar depois cerca de 1km em asfalto e a descer até ao parque estacionamento, permitindo-nos libertar alguma lama. As mangueiras disponibilizadas para lavagem das bikes eram curtas e a pressão má, além de que estavam mal localizadas, merecia-se uma zona mais espaçosa e se houvesse apenas 2 pontos de água ligados a 2 máquinas de pressão, concerteza tinham despachado o pessoal com o triplo da rapidez. 

Após o banho, onde também tive azar, já que água estava fria... bem, para falar verdade já estava tão enregelado e ensopado até aos ossos que nem tinha sensibilidade suficiente para tanto frio. O almoço foi o meu troféu. Saboroso como já é hábito, fizemos-nos acompanhar pelos amigos da equipa Os Mouros e cumprimos a nossa parte.

ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS


01.º - 02:46:55 - Hugo Moreira (Pódio)
02.º - 02:50:43 - Fábio André (Róódinhas)
03.º - 02:58:40 - David Conde (Apsports/Pódio/GCBarquinhense)
50.º - 04:38:11 - David Gonçalves (Clube de BTT Zona 55)
57.º - 04:57:08 - Último

001.º - 01:56:56 - Vasco Cordeiro (Fuas Bike Team)
002.º - 02:05:40 - Alexandre Andrade (Ultra Pedal/BTT 100Stress)
003.º - 02:06:13 - Ricardo Freire (individual)
005.º - 02:10:10 - José Silva (Clube de BTT Zona 55)
155.º - 04:26:26 - João Valério (Clube de BTT Zona 55)
213.º - 05:51:02 - Último

O José Silva não teve a sorte do seu lado e viu o pódio fugir-lhe por menos de 4 minutos. Paciência Zé, outras provas virão onde poderás mostrar as tuas capacidades.

Rescaldo do evento em vídeo.



Créditos à reportagem
Texto: João Valério
Fotos: João Azevedo (Rock BTT Thomar), Jorge Rabaça e João Valério (Zona 55), Malagueiro Café.
Vídeo: Zona 55

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